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Tema: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

  1. #281
    Avatar de Irmão de Cá
    Irmão de Cá está desconectado Miembro Respetado
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Olá Galizes! É sempre um prazer receber mais um "tuga" por aqui. Se puder passe pelo fio de apresentações no sub-fórum Tertulia, para que o podamos conhecer um pouco e lhe dar as boas-vindas.

    O usuário Gothico já não participa neste fórum há muito tempo, infelizmente: por isso, e para não deixar o seu comentário abandonado, permito-me entrar na "conversa".

    Cita Iniciado por Galizes de Portugal Ver mensaje
    Olá Gothico,
    o meu nome é Galizes e cheguei aqui agora caído de repente neste forum.
    Noutros tempos fui iberista, defensor da união das nações ibéricas; mas, hoje depois de alguma reflexão optei por ser a favor da continuidade de estados separados.
    Não se pode definir o iberismo como a simples união das nações ibéricas; é bem mais a destruição de tudo quanto é (e sobretudo foi) Espanha e Portugal para estabelecer um estado acrítico, privado de história, memória, consciência e identidade, perfeito para que os inimigos da velha Europa e da Cristandade possam levar a cabo os seus intentos. Ainda bem que já não é iberista!
    Cita Iniciado por Galizes de Portugal Ver mensaje
    Comecei lendo algumas coisas e seguirei lendo outras, entretanto decidi começar por fazer alguns comentários.
    Poderia escrever em portuñol ou castelhano mas não creio que fosse correcto para com os outros povos peninsulares que já são obrigados a falar a língua de Castela em desfavor das suas línguas regionais; assim escreverei em português.
    Faz muito bem escrever em português; o hispanismo.org é aberto à participação em qualquer língua hispana, português incluído e também dispõe de áreas reservadas à participação nos idiomas inglês, francês e italiano.

    Cita Iniciado por Galizes de Portugal Ver mensaje
    Gothico, não creio que os portugueses necessitassem de castelhanos entre o território nacional e o reino de Granada, pois os portugueses foram suficientes para reconquistar a faixa atlântica aos mouros. Os habitantes muçulmanos depois de conquistados puderam continuar a viver nas terras que antes ocupavam obedecendo a um novo soberano. Portanto a convivência entre cristãos portugueses e muçulmanos foi boa sem necessidade de quem nos separasse do que restou apenas no referido Reino de Granada.
    Aqui não concordo consigo Galizes; a reconquista cristã só teve sucesso na Península devido à acção desenvolvida por todos os reinos cristãos que nela participaram; por isso mesmo chegaram a unir as suas forças em ocasiões de grande perigo, como na batalha de Navas de Tolosa em 1212. Os castelhanos necessitaram de ter os seus flancos cobertos por Portugal e por Aragão, como Portugal necessitou ter o seu flanco esquerdo coberto por Leão e depois por Castela. Também creio que não se pode dizer que a convivência entre cristãos e sarracenos haja sido boa antes ou depois da reconquista; havia um povo dominante e outro dominado e ambos não se misturavam. Uma coisa é certa: o povo que invadiu terra alheia e encetou o conflito foi o sarraceno.

    Cita Iniciado por Galizes de Portugal Ver mensaje
    Com estas minhas observações não pretendo incentivar ódios nem rivalidades entre portugueses e espanhóis mas, sim, fomentar uma saudável convivência entre os nossos povos que têm o direito de prosseguir caminhos distintos a nível social e cultural, numa continuação histórica, já que a união iberista com dois Governos distintos já existe sob a bandeira da União Europeia. Pelo menos já terminámos com as fronteiras e permitimos o livre fluxo de pessoas, de bens e de capitais financeiros.
    Não precisamos de mais união, as boas relações são suficientes, creio eu.

    Saludos a España
    e viva Portugal.
    Talvez não necessitemos mais união política, portugueses e espanhóis... mas necessitamos muito mais aproximação e conhecimento mútuo. Muito mais consciência de que o que partilhamos é muito mais que o que nos separa - ao contrário da União (pseudo) Europeia. E que é possível outro cenário de futuro para os nosso povos, se unirmos forças com a Hispanidade global no sentido de conquistarmos um modo de vida fundado na nossa cultura e na nossa identidade enquanto povos, na nossa fé cristã católica e na nossa missão histórica, auto-suficiente e verdadeiramente independente.
    res eodem modo conservatur quo generantur
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  2. #282
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Cita Iniciado por Irmão de Cá Ver mensaje
    Olá Galizes! É sempre um prazer receber mais um "tuga" por aqui. Se puder passe pelo fio de apresentações no sub-fórum Tertulia, para que o podamos conhecer um pouco e lhe dar as boas-vindas.

    O usuário Gothico já não participa neste fórum há muito tempo, infelizmente: por isso, e para não deixar o seu comentário abandonado, permito-me entrar na "conversa".

    Não se pode definir o iberismo como a simples união das nações ibéricas; é bem mais a destruição de tudo quanto é (e sobretudo foi) Espanha e Portugal para estabelecer um estado acrítico, privado de história, memória, consciência e identidade, perfeito para que os inimigos da velha Europa e da Cristandade possam levar a cabo os seus intentos. Ainda bem que já não é iberista!

    Faz muito bem escrever em português; o hispanismo.org é aberto à participação em qualquer língua hispana, português incluído e também dispõe de áreas reservadas à participação nos idiomas inglês, francês e italiano.

    Aqui não concordo consigo Galizes; a reconquista cristã só teve sucesso na Península devido à acção desenvolvida por todos os reinos cristãos que nela participaram; por isso mesmo chegaram a unir as suas forças em ocasiões de grande perigo, como na batalha de Navas de Tolosa em 1212. Os castelhanos necessitaram de ter os seus flancos cobertos por Portugal e por Aragão, como Portugal necessitou ter o seu flanco esquerdo coberto por Leão e depois por Castela. Também creio que não se pode dizer que a convivência entre cristãos e sarracenos haja sido boa antes ou depois da reconquista; havia um povo dominante e outro dominado e ambos não se misturavam. Uma coisa é certa: o povo que invadiu terra alheia e encetou o conflito foi o sarraceno.

    Talvez não necessitemos mais união política, portugueses e espanhóis... mas necessitamos muito mais aproximação e conhecimento mútuo. Muito mais consciência de que o que partilhamos é muito mais que o que nos separa - ao contrário da União (pseudo) Europeia. E que é possível outro cenário de futuro para os nosso povos, se unirmos forças com a Hispanidade global no sentido de conquistarmos um modo de vida fundado na nossa cultura e na nossa identidade enquanto povos, na nossa fé cristã católica e na nossa missão histórica, auto-suficiente e verdadeiramente independente.
    Olá Respeitável Irmão de Cá,

    agradecido fico pelas informações prestadas.
    Irei, então, passar sim pela Tertúlia como me aconselhou.
    E quanto ao membro Ghotico fico satisfeito por saber qual o motivo pelo qual não poderei continuar a troca de opiniões com ele.

    Quanto às minhas tendências iberistas, foram ideais da juventude, assim como ver a Europa unida, mas não da forma como está a ser conduzida actualmente. Se houvesse uma união ibérica provavelmente seria também catastrófica, pois tudo depende dos ideais e dos conceitos de quem tem as rédeas do poder em cada momento. E neste momento quem detém o poderio são os lobbies financeiros e não os idealistas e fraternalistas.
    O meu iberismo terminou no momento em que tomei consciência do sangue português derramado com o fito de primeiramente conquistar a independência, e posteriormente para manter o país com um Governo próprio (independentemente da opinião de se Portugal tem sido, ou é, bem ou mal governado, mas melhor também não o seria se as decisões governamentais estivessem em mãos não portuguesas).
    Assim, contentem-se pois os actuais iberistas em poderem-se regozijar com a união que presentemente isenta a existência de fronteiras físicas.

    Quando tenho possibilidade gosto de falar castelhano, mas apenas porque a isso não sou obrigado. No entanto, já não gostaria que impusessem o castelhano como língua obrigatória em território nacional. Porque gosto da língua portuguesa e a respeito como identidade nacional escreverei na lusa língua sempre que a situação mo permitir.

    Tem razão o Irmão de Cá, e a verdade é que a união fez a força, e a Reconquista Cristã teve melhores resultados em vista da conjugação de esforços. Contudo, a minha resposta foi levada ao excesso pelo tom menos polido, ou de menosprezo, da parte do membro Ghotico em relação ao real poder dos portugueses em manter a soberania perante a ameaça sarracena de proximidade. Mesmo sem o tampão "espanhol" da época acredito que a bravura e determinação dos reis portugueses teria sido suficiente para manter os territórios reconquistados. No entanto os moçárabes que ocupavam o território agora português bastante contribuíram para a qualidade do relacionamento entre cristãos e muçulmanos na faixa atlântica. No resto da Península, sinceramente, não sei como os moçárabes coexistiram com os restantes reinos cristãos. Ao adjectivo boa na qualificação do relacionamento entre cristãos portugueses e sarracenos, permita-me dizer que lhe fizeram falta as aspas! Mas para a época creio que não poderemos classificar o relacionamento de mau! Bem pior considero ser actualmente o relacionamento e a intolerância dos muçulmanos para com os europeus.

    Que a inteligência e a fraternidade prevaleçam, e a união dos povos possa ser
    bem mais saudável e cooperante a todos os níveis do que apenas o mero interesse material e egoísta actual.

    Abraço fraterno a todos os membros
    e ao Respeitável Irmão de Cá
    Galizes dP

  3. #283
    Avatar de vascoespañol
    vascoespañol está desconectado Miembro novel
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Ja ja ja ja ja, no creo que eso sea muy fiable llevamos 700 años separaos (salvo con felipe II ) y ahora les da por unirse, me gustaría saber el medio que lo filtra.
    MacieLuxcitânia dio el Víctor.

  4. #284
    Avatar de Tercios
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Es un estudio realizado por la universidad de Salamanca a través de encuestas por todo el territorio portugues, hace tiempo que lo escuche, yo firmo ya unión

    1º capital Lisboa
    2º Idioma oficial: sin idioma oficial como EE.UU.
    3º que cada colegio decida impartir las clases en el idioma que prefiera, SIN PRESIONES (vease nacionalismo catalán) para elegir la lengua, y si en una ciudad hay una demanda mínima de padres que desean dar las clases en uno de los idiomas del estado ibérico pues que se pongan los profesores (no iba a resultar apenas mucho más caro si las cuentas se llevan de forma eficiente).
    4º nombre me da igual
    5º Sobre la televisión, pues muy sencillo, en vez de haber 2 tv`s nacionales y 20.000 regionales que haya una o 2 tv`s públicas para toda la península y que se emita en todos los idiomas ibéricos, y que cada uno vea lo que quiera en el idioma que quiera, con la TDT es muy sencillo pues ya trae la opción del idioma, y no resultaría más caro sino MÁS ECONÓMICO gracias a que por el camino se han eliminado todas las televisiones regionales, ya no tienen razón de existir pues se su lengua ya estaría protegida por la televisión pública ibérica.
    6º Nombre: me da igual, Ibéria, Hispania, no sé, el nombre España en un principio quería hacer referencia a toda la península aunque por abatares de la historia no ha sido así, de todos modos, entiendo que los portugueses no aceptaran el nombre España para el nuevo estado-nación es totalmente comprensible.
    7º Fútbol (=P): una selcción ibérica para todas las competiciones internacionales y en Verano que se organizara un torneo entre selecciones regionales: Cataluña, Portugal, Cantabria, Andalucía, Canarias, etc.


    ´
    ¿Qué pensais?.
    ¡¡Viva España y viva los que se sienten españoles!!.

  5. #285
    Avatar de txapius
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    La verdad es que no suena mal, pero ojo, es solo un 28%. El 72% restante ¿que opina? ¿está en contra?

  6. #286
    Avatar de Tercios
    Tercios está desconectado Miembro graduado
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Voy a abrir un post nuevo con una información sobre este tema mucho más jugosa (voy abrirlo porque este ya tiene 15 páginas y eso hace que pierda participación, ¿me entiendes?.)
    ¡¡Viva España y viva los que se sienten españoles!!.

  7. #287
    Avatar de Tercios
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    De todos modos el 28% puede que sea un porcentaje mayor que el de independentistas en Cataluña y fíjate si hacen ruido...
    ¡¡Viva España y viva los que se sienten españoles!!.

  8. #288
    Avatar de Irmão de Cá
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Cita Iniciado por Tercios Ver mensaje
    Es un estudio realizado por la universidad de Salamanca a través de encuestas por todo el territorio portugues, hace tiempo que lo escuche, yo firmo ya unión

    1º capital Lisboa
    2º Idioma oficial: sin idioma oficial como EE.UU.
    3º que cada colegio decida impartir las clases en el idioma que prefiera, SIN PRESIONES (vease nacionalismo catalán) para elegir la lengua, y si en una ciudad hay una demanda mínima de padres que desean dar las clases en uno de los idiomas del estado ibérico pues que se pongan los profesores (no iba a resultar apenas mucho más caro si las cuentas se llevan de forma eficiente).
    4º nombre me da igual
    5º Sobre la televisión, pues muy sencillo, en vez de haber 2 tv`s nacionales y 20.000 regionales que haya una o 2 tv`s públicas para toda la península y que se emita en todos los idiomas ibéricos, y que cada uno vea lo que quiera en el idioma que quiera, con la TDT es muy sencillo pues ya trae la opción del idioma, y no resultaría más caro sino MÁS ECONÓMICO gracias a que por el camino se han eliminado todas las televisiones regionales, ya no tienen razón de existir pues se su lengua ya estaría protegida por la televisión pública ibérica.
    6º Nombre: me da igual, Ibéria, Hispania, no sé, el nombre España en un principio quería hacer referencia a toda la península aunque por abatares de la historia no ha sido así, de todos modos, entiendo que los portugueses no aceptaran el nombre España para el nuevo estado-nación es totalmente comprensible.
    7º Fútbol (=P): una selcción ibérica para todas las competiciones internacionales y en Verano que se organizara un torneo entre selecciones regionales: Cataluña, Portugal, Cantabria, Andalucía, Canarias, etc.


    ´
    ¿Qué pensais?.
    Tercios, una pregunta: si eres español, si amas a tu patria... por qué quieres destruirla?
    MacieLuxcitânia dio el Víctor.
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  9. #289
    Avatar de Tercios
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    No es destruirla sino completarla, concluirla.
    ¡¡Viva España y viva los que se sienten españoles!!.

  10. #290
    Avatar de Reke_Ride
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Cita Iniciado por Irmão de Cá Ver mensaje
    Tercios, una pregunta: si eres español, si amas a tu patria... por qué quieres destruirla?
    Suscribo.
    "De ciertas empresas podría decirse que es mejor emprenderlas que rechazarlas, aunque el fin se anuncie sombrío"






  11. #291
    Avatar de Tercios
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    ¿A qué os referís con qué quiero destruirla?.
    ¡¡Viva España y viva los que se sienten españoles!!.

  12. #292
    Avatar de vascoespañol
    vascoespañol está desconectado Miembro novel
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Cita Iniciado por Tercios Ver mensaje
    Es un estudio realizado por la universidad de Salamanca a través de encuestas por todo el territorio portugues, hace tiempo que lo escuche, yo firmo ya unión

    1º capital Lisboa
    2º Idioma oficial: sin idioma oficial como EE.UU.
    3º que cada colegio decida impartir las clases en el idioma que prefiera, SIN PRESIONES (vease nacionalismo catalán) para elegir la lengua, y si en una ciudad hay una demanda mínima de padres que desean dar las clases en uno de los idiomas del estado ibérico pues que se pongan los profesores (no iba a resultar apenas mucho más caro si las cuentas se llevan de forma eficiente).
    4º nombre me da igual
    5º Sobre la televisión, pues muy sencillo, en vez de haber 2 tv`s nacionales y 20.000 regionales que haya una o 2 tv`s públicas para toda la península y que se emita en todos los idiomas ibéricos, y que cada uno vea lo que quiera en el idioma que quiera, con la TDT es muy sencillo pues ya trae la opción del idioma, y no resultaría más caro sino MÁS ECONÓMICO gracias a que por el camino se han eliminado todas las televisiones regionales, ya no tienen razón de existir pues se su lengua ya estaría protegida por la televisión pública ibérica.
    6º Nombre: me da igual, Ibéria, Hispania, no sé, el nombre España en un principio quería hacer referencia a toda la península aunque por abatares de la historia no ha sido así, de todos modos, entiendo que los portugueses no aceptaran el nombre España para el nuevo estado-nación es totalmente comprensible.
    7º Fútbol (=P): una selcción ibérica para todas las competiciones internacionales y en Verano que se organizara un torneo entre selecciones regionales: Cataluña, Portugal, Cantabria, Andalucía, Canarias, etc.


    ´
    ¿Qué pensais?.
    Pues que si se le llama iberia se van a pensar que España está llena de azafatas jeje
    Última edición por vascoespañol; 04/04/2011 a las 19:35

  13. #293
    Avatar de Triaca
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Es posible que en otro foro les hagan más gracia tus chistes a sus miembros, jaja.
    Bueno, si vienes de chiquitear en el "txoco"... es normal que escribas tonterías.
    Qué simpático y libre se siente uno frente a una máquina inerte ¿verdad?
    Pero al otro lado hay personas y puedes herir sus sentimientos.
    Creo que no estarían de más unas palabras bien pensadas por tu parte.
    Última edición por Triaca; 04/04/2011 a las 22:43
    "Solo Dios sabe hacer de los venenos remedio".
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  14. #294
    zegato está desconectado Miembro graduado
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Apenas uma informaçao vinda do Brasil para reactivar a discussao:

    Portal IMPRENSA - Financial Times sugere que Portugal seja anexado ao Brasil para sair da crise

  15. #295
    Avatar de amrubio
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    A mi me parece una idea digna de tener en cuenta y de luchar por ella para conseguir ese objetivo con libertad, tranquilidad, buen raciocinio, con planteamientos basados en criterios de objetividad e imparcialidad, que se excluya el fanatismo infundado y la groseria en las expesiones. Las personas que esten al tanto de la buena administración de este foro, blog o muros, deberán ser respetuosos y no dejar lugar a la participación a impostores, a revientaforos y en particular a cualquiera que claramente este en contra de esta idea de forma unilateral y excluyente.
    pienso honestamente que el objetivo iberico puede ser alcanzable. Los dos paises estan en la ue., cumplen debidamente las directivas europeas, tienen la misma moneda, intereses comunes, proyectos comunes, cultura comun. Los dos han aportado a la historia, al mundo y a la humanidad sus vastos imperios. Han estado unidos politicamente a traves de la historia. Las tendencias politicas de sus habitantes son muy parecidas, por no decir iguales. Sus raices parten del mismo lugar en la historia. Los dos paises han aportado grandes pensadores y cientificos al acervo humano. Los dos paises disfrutan del mismo espacio geografico y climatico. Sus constumbres son muy parecidas, utilizamos la dieta mediterranea. … en fin se podría seguir y seguir.
    si los politicos de ambos paises fueran ambiciosos y con la creacion de un foro de debate politico, fuertemente pertrechado y con aspuesta economica para debatir y poner en valor esa union, creo se podria llevar a efecto; pero si los politicos no quieren, porque les puede más su parcela, su terruño, sus miedos, etc. Entonces será muy dificil. Con el dialogo sincero y poniendo en la mesa todos los problemas y temores para ser discutidos y encontrado sus soluciones, el paso estará hecho y no habrá mas que ser llevado a refrendar por el pueblo, el cual ya está casi maduro para dar ese paso. Saludos y a seguir en la lucha. Merece la pena.
    Última edición por amrubio; 19/05/2011 a las 00:32

  16. #296
    Avatar de Irmão de Cá
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Hola Amrubio

    Antes de más, espero que haya contactado la Administración del foro para poder enarbolar un avatar publicitario (o que puede ser entendido como tal) como es lo suyo.

    En segundo lugar, si conozco foro de debate donde la Administración es particularmente atenta y activa a moderar la discusión (así como rápida a sancionar cuando necesario) este es el foro. En cuanto a imparcial, no teniendo la Administración de serlo - este es un foro con una clara orientación ético-moral y política - para este tema específico siempre lo fue. Así que veo su advertencia a la Administración de Hispanismo.org como innecesaria - podría quizá haber participado un poco más de tiempo para avaliar de forma más fundamentada las condiciones de participación y debate y no hacer reparos precipitados.

    En tercero: enumera Ud. un listado de similitudes entre portugueses y españoles para justificar el iberismo o la unión ibérica. Por extenso que pueda ser el listado nunca sería el suficiente. Por qué? Porque españoles y portugueses son el mismo pueblo. Más diferencias puede Ud. señalar entre los vascongados y lo demás de los españoles que entre portugueses y catalanes, por ejemplo. Pero los hispanos (que de ibéricos poco más tenemos que nada), siendo todos lo mismo pueblo, no tenemos de vivir en unidad política para vivir nuestra hispanidad en plenitud. Todo lo contrario.

    Fue con la Primavera de los Pueblos, el movimiento revolucionario de las décadas de 30 y 40 del siglo XIX, que se instituyó como axioma esa misma fundamentación exclusiva para la justificación de las naciones y de los nacionalismos. Si los bávaros eran un pueblo alemán - sobretodo porque hablaban alemán - deberían hacer parte de una nación llamada Alemania y olvidar su legitimo y antiquísimo patriotismo bávaro, sacrificado defensor de la Fe Católica. Lo mismo para los napolitanos y los sicilianos. Y bien, como manda el breviario de la revolución, las razones que llevaron al nacimiento de esas patrias históricas y su manutención por siglos y siglos deberían ser ignoradas en favor de los designios iluminados de un par de ideólogos racionalistas y populistas, que por derecho democrático estarían destinados desde la cuña a caciquear grandes naciones raciales. Cuando no grandes naciones, pues también pequeñas, ya que el principio también se aplica. Si los vasco-hablantes hablan la misma lengua vasca (y si no hablan se "batuan" para hacerlo) y comparten rasgos de identidad cultural, vamos de construir una nación llamada "Euskadi" que se coma mitad de Navarra para hacerla un poco más gorda. Si esa nación jamás existió o tuve razón para existir en la historia, eso que interesa? Qué puede el pasado enseñar a una mente revolucionaria, relativista y racionalista?

    Los austriacos son germánicos pero eso no hace que Austria deba integrar Alemania; los portugueses son hispanos pero eso hace que Portugal deba integrar España o construir una artificial Iberia para ello. No niego que podría haber ventajas económicas para todos en hacerlo; pero no sólo de pan vive el hombre. Y por alguna razón - en efecto, por muchas - vivió Portugal ocho siglos políticamente apartado del resto de la Península. Puede Usted verlas muy bien explicadas en el artículo "Contra el Iberismo - Apuntes paras una verdadera epifanía iberica", de Rafael Castela Santos, que puede encontrar en los temas de portada, aquí en hispanismo.org.
    Última edición por Irmão de Cá; 19/05/2011 a las 18:04
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  17. #297
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Toda unidad cultural separada polícamente esta condenada a morir, si de verdad vos amas la hispanidad debería de temer la actual separación política, el resultado de la división es el nacimiento en el futuro de nuevos entes culturales cada vez más diferentes y cada vez más alejados. Europa Occidental tiene su base en la gloriosa cultura romana pero la división política ha hecho con el tiempo que entidades como Francia, Italia o España sean grupos culturales distintos e incluso opuestos, aunque haya todavía algún punto de unión.
    ¡¡Viva España y viva los que se sienten españoles!!.

  18. #298
    Avatar de Hyeronimus
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    La cultura romana tenía mucho, no sé si de glorioso, pero sí de bueno, y el cristianismo lo aprovechó e integró en la gran Cristiandad medieval, base de la cultura europea. La Unión Europea es la antítesis de la gran Europa medieval cristiana, pero si vamos a hablar de división política, ahora mismo sí que hay unidad política, hasta el punto de que las naciones tengan que renunciar cada vez a más al imponerse una moneda común, un mercado común, un espacio común sin fronteras y una serie de leyes y normas comunes que en muchos casos van contra las libertades y tradiciones de los diversos pueblos europeos. Y si Francia, Italia y España son realidades culturales (y también sociales, políticas, históricas, etc.) diferentes, eso en sí es bueno y aporta variedad. Roma será admirable (y tiene mucho de admirable), pero mucho más orgulloso estoy de la historia de la cristiana España que de la pagana y con frecuencia bárbara Roma. La separación política en sí no atenta contra la Hispanidad. Separación no es sinónimo necesariamente de separatismo. Durante siglos vascos y navarros tuvieron sus fueros y se sintieron tan españoles como los que más, hasta que en tiempos más recientes los inocularon con ideas extrañas.

  19. #299
    Avatar de Michael
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    En mi opinión personal yo pienso que debe haber unión política. La unión política y espiritual( y otros factores de peso) de un pueblo es lo que solidifica a sus gentes, pero no debe haber una unión centralizada sino federativa. Unión de gobierno pero respetando los demás organismos de Las Españas. España nunca fue un reino centralizado como Francia sino que era una "federación" de pueblos, con sus particularidades y singularidades. En aquel tiempo se buscaba que todos los reinos estuvieran bajo una sola corona pues ese era el modo de unión de aquellos días, ya luego cuando empieza a venir la Ilustración e ideas de talante masónico se empezó a pensar de que había que tener un organismo centralizado para tener unión. Centralización no significa unión.


    Resumiendo: Apoyo una unión político-espiritual de todas las Españas pero no estoy de acuerdo ni con el provincialismo ni con las autonomías ni con la separación de Portugal ni del resto de la hispanidad de los demás hermanos de la Península.


    Abrazos.
    Última edición por Michael; 18/06/2013 a las 09:06
    La Iglesia es el poder supremo en lo espiritual, como el Estado lo es en el temporal.

    Antonio Aparisi

  20. #300
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    Re: El 28% de los portugueses aceptaría unirse a España, según una encuesta

    Libros antiguos y de colección en IberLibro
    Amigos , isso não é possível e muito mênos no estado mental de desespêro e desânimo em que muitos portuguêses se encontram ... qualquer coisa serve (segundo essas mentes pobrezinhas) dêsde que não seja passar pelo que se está a passar ... essa estatística é irreal por isso mêsmo ...
    Se houver 1% de "tugas(porque os Portuguêses Permanecem Independentes !) que o desejem(irracionalmente ) , já é bastante .
    Acredito que isso acontecerá num momento futuro da História , mas não pensem em "iberismo" ... o iberismo Não é o Hispanismo !
    O iberismo é uma agenda anti-Portugal ( e pró-madrid) dos seus inimigos internos , os Traidôres do costume ao longo dos séculos e dos seus "patrões" em Madrid que subrepticiamente a apoiam e subvencionam .
    Eu creio que haverá União Hispânica , tal como o Fernando Pessôa escreveu .Será uma Federação de Nações Hispânicas Independentes e Soberânas que se Unirão , naturalmente , por Afinidade Histórica , Espiritual e de Culturas próximas e que Interagiram ao longo dos séculos .Será uma União LIvre , Responsável e Poderosa na Mãe Terra , pois a Sagrada Hispânia , é Poderosa .Eu Creio no Espírito Santo e nos Seu IMpério de Amôr e Cultura e a Sagrada Hispânia , será (já é !) o Centro Espiritual ( e não só) da Terra , onde tôdas as Nações Soberânas virão prestar Homenagem .
    Pormenores de como funcionará , qual será a capital(pessoalmente , e não por questões patrióticas , mas sim Espirituais , creio que Lisbôa será a Eleita ...), etc , isso , só lá mais para frente .
    Uma Abraço a Tôdos/as e Graças pelo Desejo de Feliz Aniversário !
    Rogério
    « Pinharanda Gomes: “A patrologia lusitana”

    2605
    2008
    Pinharanda Gomes.
    http://capeiaarraiana.files.wordpres...dagomes06c.jpg

    (excerto da História da Filosofia Portuguesa)
    ¶ A Lusitânia não é Ibéria, a Ibéria não é Lusitânia. Comete erro de juízo‘ de facto e de valor, a corrente histórica e política que força a realidade até ser capaz de meter a Lusitânia na União Ibérica, por não compreender que não há recta União Ibérica, mas correcta União Hispânica. Na União Hispânica cabem Lusitânia e Ibéria, enquanto na União Ibérica só cabem os povos iberos, ou da Ibéria. A tese iberista releva do projecto de sujeição da vertente atlântica à vertente mediterrânica e, por via dela, da sujeição dos povos da periferia ao centro impulsor do iberismo. A União Ibérica, tornada doce paliativo, é na ordem política o projecto anti-autonomista do Duque de Olivares: Braga dominada por Toledo.
    ¶ A Hispânia tem quatro vertentes: a vertente atlântico-cantábrica, especiosa, ainda que aparentada com a vertente pirenaica e com a vertente lusitana; a vertente mediterrânica (ibérica); a vertente pirenaica, com Aragão, e que por si mesmo é também específica; e a vertente lusitano-atlântica, em que amplamente se insere a galega ou galaica. É supérfluo considerar as vertentes pirenaica e cantábrica, porque a díade dualista se põe somente quanto às vertentes ibérica e lusitana. Os geógrafos que vieram de fora nunca se enganaram e, por isso, jamais confundiram Lusitânia e Ibéria. A Lusitânia é a vertente atlântica – “Lusitânia… que mare Atlanticum spectat” 7, enquanto a Ibéria é a região do Ebro, que o Mediterrâneo contempla. Em sentido figurado, diríamos que a Ibéria olha para Oriente, enquanto a Lusitânia olha para onde o mar começa e a terra se acaba, por repouso do Sol ocitânico. A diferença geográfica não inclui uma diferença cultural, (dos círculos culturais de Frobenius sabemos como em África e na Europa há culturas análogas, ainda que Frobenius haja sublinhado que importa não confundir analogia com homologia), mas deve suscitar a vocação para definir identidade geográfica, identidade étnica, e identidade existencial. Lusitânia e Ibéria são duas regiões distintas, tão significativas uma como a outra, mas nem a Ibéria é fusível para a Lusitânia, nem há Lusitânia fusionável com Ibéria. A pré-história dos povos peninsulares é diferente, mas torna-se sintomático o nível diferencial entre projecto ibérico e excurso lusitano, como se a Lusitânia e a Ibéria houvessem sido berços de duas diferentes raças humanas, como queria o enciclopedismo evolucionista 8. Na diversidade, as duas versões antigas projectaram-se sempre num dualismo geográfico e histórico, de modo que à díade nómica da Lusitânia / Ibéria correspondeu a díade, algumas vezes antinómica, de Portugal / Espanha. Oliveira Martins não teve pejo em considerar a adopção do erro, provindo de muito antes, mas aprofundado em Herculano, da confusão de Ibéria e Lusitânia, o que lhe valeu as acerbas críticas de Teófilo Braga, apoiado na geografia clássica, sobretudo na Púnica, de Sílio Itálico, que soube salientar a longa distinção entre Iberos e Celtas e, por concomitância, entre Iberos e Lusitanos, os que ocuparam uma região afastada e diferenciada, onde permaneceram e perduraram como Lusitanos. A Lusitânia é algo de comprimido a oeste, mas é também algo de não assimilado a leste 9.
    ¶ A Hispânia é um microcosmos, disse o geógrafo Méndez Silva, onde há de tudo e nada falta, o que já antes dele haviam visto os apologistas das esquadras mafamédicas. Microcosmos, cume da Europa, cabeça do boi, é envolvida na sua maior extensão pelo Rio Oceano, Atlântico identificado, apesar do jogo de estilo elaborado por Homero, ou pelos homeríadas, mas reino microcosmos divertido em dois olhares: o limite atlântico, span, sepharad, ao modo fenício e hebraico, que é a nossa finisterra, como que a sugerir que Hispânia é a Lusitânia com as terras do meio que olham para o mar do meio das terras, de onde se gera o dualismo atlântico-mediterrânico da Hispânia, mas onde por igual se gera o atlantismo da Lusitânia 10. As diversidades regionais podem não servir de base a divisões de território, nem são de molde a criar regionalismos vinculados a um exclusivismo étnico, mas, no caso Lusitânia/Ibéria, houve lugar a uma configuração excêntrica, centrífuga e oceânica, de tal modo que seria sensato postular que o nacionalismo das nações hispânicas, incluída a nação portuguesa, encontra raízes e águas acolhedoras nos regionalismos. A afirmação de Portugal é um acto de nacionalismo; mas a afirmação da Lusitânia prevalece no acto do regionalismo. A Lusitânia afirma-se pagus, terra nostra, perante a urbe mediterrânica. A extensa teoria literária e político-ideológica da antítese Castela/Portugal, mormente elaborada no ciclo de 1580/1700 não é um fenómeno de erupção palaciana; ela vem de longe, e os ideólogos palacianos limitaram-se a pôr em letra de ler, ou em papel de prelo, uma interpretação de mitos, de imagens avoengas.
    ¶ Lusitânia situa-se entre Ibéria e Oceano, ou, na configuração pré-romana, numa forma quadrangular que o domínio romano por considerações estratégicas encurtou, ao dividir a Hispânia em três províncias, a Lusitânia (diminuída da Galécia), a Tarraconense e a Bética. Das três províncias, a que corresponde ao vector do iberismo é a Tarraconense, porque Tarracona, pago ibérico, estende os elos até ao Atlântico, subjugando a Galiza e, o mais curioso a região dos Brácaros. A divisão provincial romana carece de toda a lógica étnico-cultural, mas abunda em intencionalidade dominativa. Tarracona é a Ibéria tal como os iberistas sonham: uma grande província absorvente das que lhe ficam, diminuídas, a seus pés, a Bética e a Lusitânia. A estratégia romana elaborava com base em interpretações comprometidas, pois, com efeito, Estrabão, que era mais submisso do que Mela, confundira Iberos e Lusitanos, ainda que afirmasse serem, os Lusitanos, os mais fortes dos Iberos 11. Estrabão tem interesse em identificar Iberos e Lusos para justificar a extensão da Ibéria tarraconense até à Lusitânia bracarense e lucense; Pompónio Mela sabe da forte identidade lusitana face à Ibéria, e convém-lhe sujeitar a fortaleza da finisterra à esperteza da mediterra. Ao não compreender o jogo de intenções, Herculano acabaria por cair na tese negativa da identidade nacional com base regional, por oposição a quem vira melhor do que ele, Bernardo de Brito e André de Resende — o que, aliás, vem já dito em Leite de Vasconcellos 12. A Lusitânia Romana é uma Lusitânia diminuída talhada a esquadro e régua, segundo o interesse dominacional do império, a Lusitânia natural é todo o oeste peninsular. Vai do Promontório Sacro, para além do Minho, até à vertente norte-atlântica, e do oeste atlântico até bem dentro: incluí, pelo menos, Mérida e grande parte da Estremadura, por isso chamada Extrema: a fronteira da Lusitânia com a Ibéria. A Lusitânia é o país dos quatro rios: Guadiana, Tejo, Douro e Minho; a Ibéria é a região de um só rio: o Ebro. O Ebro unifica, os quatro Lusitanos diversificam, de modo que é viável assinalar uma Lusitânia minhota (brácaro-lucense), uma Lusitânia duriense, uma Lusitânia tagana, e uma Lusitânia guadiânica.
    ¶ Ninguém sabe de onde vem o nome de Lusitânia. Há muitas hipóteses, todas por igual verosímeis, a mor parte delas mais provável do que demonstrável.
    ¶ A pesquisa da história das origens, fenómeno humanista, é coetânea do Renascimento. Enquanto o primeiro Renascimento indaga as matrizes clássicas, o Renascimento do século XVI tende a transferir do plano clássico para o plano antigo das autoctonias, pelo que o Ocidente assiste a uma espécie de movimento renascentista de fundo e propósito nacionalista, de algum modo oposto ao renascentismo de fundo macro-cultural europeu. Neste quadro quinhentista, “o maior e mais judicioso antiquário português do século XVI” 13 foi o humanista André de Resende, cujo gosto pela erudição clássica o orientou para a indagação dos valores da sua terra, como factores reais, a par dos clássicos grego e romano. O De Antiquitatibus Lusitaniae (1593) continua sendo o pórtico da história lusitana antiga, pórtico esse por onde discorreram os geógrafos e antropólogos do século XVII, desde Bernardo de Brito, (cuja parte primeira da Monarquia Lusitana alarga os conhecimentos de Resende, por recurso a Laimundo Ortega) a Faria e Sousa, a Rodrigo Méndez Silva, e a Gaspar Estaço (+ 1626), bem como a Teodósio de Bragança, que as crónicas registam como um dos mais curiosos autores do seu tempo, em matéria lusitana 14.

    Bernardo de Brito.
    http://upload.wikimedia.org/wikipedi...o_de_Brito.jpg

    ¶ O laboratório de pesquisa das formas lusitanas prosseguiu no século XVIII, com aproveitamento das colheitas prévias, nos exercícios da Academia Real de História Portuguesa 15, fundada em 1720, e a cuja actividade se deve não só a recuperação documental de que usufruímos, mas também a sequência historiográfica e metodológica no âmbito das ciências históricas, que viria a culminar em Alexandre Herculano, ele já um fruto da linha metodológica aberta por Manuel Caetano de Sousa. Equivalente crédito tem a haver a Academia Real das Ciências de Lisboa, cujos trabalhos relativos a esta problemática se acham nas importantes colecções de Memórias de Literatura Portuguesa e de História e Memórias da Academia das Ciências. O século XIX, com o desenvolvimento das ciências auxiliares, trouxe novos contributos à pesquisa da antiguidade lusitana, em todos os domínios, desde o mesológico ao antropológico, nesse capítulo merecendo realce as obras de João Bonança, Augusto Coelho e Oliveira Martins, entre outros, complementados, com alto espírito de síntese, por Leite de Vasconcellos. Na transposição do século XIX para o século XX, há a assinalar a actividade arqueológica de Carlos Ribeiro (+ 1882), bem como os trabalhos da Associação dos Arqueólogos Portugueses, fundada (1863) por Possidónio da Silva; da Sociedade de Geografia de Lisboa e, sobretudo, da Escola Antropológica Portuense, cujas raízes têm muito a ver com a obra desenvolvida por Martins Sarmento, obra essa que seria continuada pelo núcleo que à sua volta se criou em Guimarães, a Sociedade Martins Sarmento 16. Neste ciclo de estudos há efemérides: em 1880, o Congresso Internacional de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica (Lisboa); em 1888, a fundação da Sociedade Carlos Ribeiro, por Rocha Peixoto, Ricardo Severo, Adolfo Coelho e outros; em 1899, o aparecimento da revista Portugália; em 1911, a criação da cadeira de Antropologia na Faculdade de Ciências do Porto, em que pontificaram um António L. Ferreira Girão e um Câmara Sinval. Deste núcleo escolar nasceria a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (1918), onde se distinguiram personalidades quais Aarão de Lacerda, Damião Peres, Teixeira Rêgo, Bento Carqueja, e onde outros continuam a distinguir-se em nossos dias. Análogo papel competiu à antropologia conimbricense, desde a fundação (1885) da cadeira de antropologia na Universidade, que teve desenvolvimento com o magistério positivista de H. Teixeira Bastos 17.
    ¶ As ciências da antiguidade lusitana progrediram em monografias desde o século XVI até à síntese elaborada no primeiro quartel do nosso século por Leite de Vasconcellos mas, depois deste, vive-se uma nova fase monográfica, analítica e pormenorística, já a carecer de síntese ampliada.
    ¶ A tese mais aceite é a de que os Lusitanos eram um povo pré-celta, ocupante, nativo ou imigrado, da região da Lusitânia. Os antropólogos identificam outros povos, a que os antigos chamam raças, v. g., cúnios, taganos, transcudanos, etc., mas as designações não correspondem a etnias rácicas, identificam apenas etnias regionais. Transcudanos eram, por exemplo, somente os lusitanos de Ribacoa; e o mesmo dos taganos — os lusitanos do Tejo. Estas designações serviam para identificar núcleos populacionais habitando uma determinada região. Não designam nem nominam povos muito diferentes, apesar das eventuais variantes heteroétnicas, tal como sucede em nossos dias entre beirões, minhotos, saloios, alentejanos e algarvios. O toponímico sobrepõe-se ao antroponímico, mas não o subverte, nem cria diferenças desidentificativas.
    http://www.guimaraes-ed.pt/cgi-bin/g...ura&UID=665441»


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