Olá, pá, olha não está assinado o texto? É que me parece que pelo menos parte dele é do Dr. Isidro, Cardeal Gomá y Tomás, Arcebispo de Toledo, na sua Apologia da Hispanidade, proferida em Buenos Aires em 12 de Outubro de 1934.
De todo o modo (e por isso escrevo em português): sublinho o que já várias vezes já disse sobre o tema. Creio que é uma estropiação do conceito de hispanidade, atendendo também ao espirito que presidiu à sua formalização ou definição, por parte do Monsenhor Vizcarra, de Ramiro de Maetzú (dois bascos, por sinal) e de António Sardinha, limitar-se a sua aplicação à Espanha e à América Espanhola.
Não nos esqueçamos que Portugal na sua gesta descobridora e evangelizadora, impregnou da sua cultura hispana de raíz, imenso território e suas gentes em África, Brasil, Ásia e Oceania. Dessa "hispanização" nem só a religião católica e a língua portuguesa subsistiram: o direito romano, a arquitectura tradicional, a gastronomia mista, a arte, a música, o folclore ainda hoje transportam um relevante traço português e, por ende, hispano, mesmo depois de séculos da partida dos portugueses.
Se a pátria e a hispanidade é espírito, como bem dizia Maetzú, que não seja constringida a consciência colectiva e a celebração da hispanidade por fronteiras físicas ou políticas. Deve ser nosso desígnio, no hispanismo.org promover a celebração da Hispanidade, não só pelo lado da espanholidade, pelo descobrimento da América feito por Colombo em 12 de Outubro de 1492; mas também pelo lado luso da mesma, pelo evangelização do oriente, que começou com chegada de Vasco da Gama à Índia em 20 de Maio de 1498.
Que em Goa, em Macau, em Dili, em Maputo, em Luanda, em Bissau, em Praia, em S. Tomé, em Brasília, em Lisboa se festeje com tanto orgulho como em Madrid, em Buenos Aires, no México, em La Paz ou em Santo Domingo essa Hispanidade que somos todos, seja em castelhano ou em português!
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