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Tema: Integralismo Lusitano - uma síntese

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    Integralismo Lusitano - uma síntese

    Velaqui vai um resumo histórico do Integralismo Lusitano por tirado da web Unica Semper Avis:


    Integralismo Lusitano - uma síntese



    Os participantes nas Conferências da Liga Naval acerca da "Questão Ibérica", violentamente interrompidas em 16 de Maio de 1915, na sequência do golpe de Estado de Afonso Costa. Da esquerda para a direita, em pé: Ruy Ulrich, Hipólito Raposo, Luís de Almeida Braga e José Pequito Rebelo. Sentados, da esquerda para a direita: António Sardinha, Vasco de Carvalho, Luís de Freitas Branco, Xavier Cordeiro e Alberto Monsaraz.


    Integralismo Lusitano — uma síntese

    José Manuel Quintas*


    1. A formação, 1913-16

    A expressão "Integralismo Lusitano" foi usada pela primeira vez por Luís de Almeida Braga na revista Alma Portuguesa (Gand, 1913) designando um projecto de regeneração de Portugal.

    Em 1913, Almeida Braga exprimia-se em termos religiosos e filosófico-estéticos, se bem que com evidente intencionalidade político-cultural, reagindo ao Saudosismo gnóstico de Teixeira de Pascoaes (O Espírito Lusitano ou o Saudosismo, 1912) e ao movimento da "Nova Renascença" (criado pelo grupo de republicanos portuenses da revista A Águia). Na vertente político-religiosa, estes defendiam que o regime republicano abria novas possibilidades de regeneração para Portugal, mas que esta só se concretizaria se fossem quebrados definitivamente os laços com a Igreja Católica; Almeida Braga, interpretando o recém-implantado regime republicano como uma nova etapa no processo de decadência, advogava que a regeneração só seria possível através de um retorno à integralidade do espírito católico que fizera Portugal.

    Esta era uma visão partilhada por um grupo de jovens estudantes monárquicos, exilados na sequência da sua participação nas incursões da Galiza comandadas por Paiva Couceiro – entre os quais se contava também Simeão Pinto de Mesquita e Francisco Rolão Preto —, que contestavam, afinal, no plano religioso e filosófico-estético, uma das expressões culturais da ofensiva anti-clerical republicana.

    O projecto integralista lusitano, porém, depressa transbordou para o plano político. Em 1914, na revista Nação Portuguesa, sob a direcção de Alberto de Monsaraz, a expressão "Integralismo Lusitano" designava já um índice de soluções sob o título "monarquia tradicional, orgânica, anti-parlamentar". Tanto quanto promover o renascimento do espírito católico na alma dos portugueses, criar uma nova literatura e uma nova arte despojada do espírito romântico do século anterior, havia agora que trazer de novo à luz do dia os princípios políticos da antiga Monarquia portuguesa.

    Para os integralistas, não haveria uma verdadeira regeneração portuguesa sem o retomar das suas antigas tradições políticas. A Monarquia do absolutismo Iluminista (introduzida em Portugal pelo Marquês de Pombal no século XVIII), bem como a sucedânea Monarquia da Carta (importada pelos liberais de novecentos), tinham sido estrangeirismos descaracterizadores, responsáveis pela subversão dos princípios democráticos e populares da antiga Monarquia.

    Se bem que os integralistas recuperassem o espírito dos Vencidos da Vida ao defenderem o imperativo regeneracionista de um "reaportuguesamento de Portugal", iam agora mais fundo: era necessário recuperar o antigo pensamento político português que, do mesmo passo, reconhecera os foros e liberdades da República (das comunas urbanas, dos concelhos rurais, etc.), estabelecera as regras da sua representação em Cortes e definira o conteúdo dos pactos que os Reis, sob pena de Deposição, juravam respeitar.

    E foi em torno desse princípio orientador - "reaportuguesar Portugal" - que um grupo de jovens monárquicos, que não se reconheciam na Monarquia deposta — como Hipólito Raposo, Luís de Almeida Braga, José Pequito Rebelo —, se reuniu com um grupo de republicanos entretanto convertidos ao monarquismo por se não reconhecerem na República recém-implantada — António Sardinha, João do Amaral, Domingos Garcia Pulido, entre outros.

    Em 1914, os integralistas apresentaram um índice de soluções politicas e afirmaram obediência a D. Manuel II. O seu propósito, no entanto, ainda não visava uma intervenção política na direcção da conquista do poder. Antes de mais, havia que lembrar aos próprios monárquicos o que fora a antiga Monarquia portuguesa; era necessário voltar a semear as ideias do pensamento político português, ler de novo autores como Álvaro Pais, Frei António de Beja, Jerónimo Osório, Diogo de Paiva, Frei Manuel dos Anjos, Frei Jacinto de Deus, Sousa de Macedo, Pinto Ribeiro, Velasco de Gouveia…

    A primeira reacção dos políticos que defendiam os regimes constitucionais modernos, tanto monárquicos como republicanos, foi a de se fazerem desentendidos, acusando os integralistas de cópia de um movimento político neo-monárquico que, naquela época, fazia furor em Paris — a Action française. Bem diversa foi a reacção do velho "Vencido da Vida” Ramalho Ortigão que, na Carta de um Velho a um Novo (1914), depôs as suas armas perante aquela “nova ala de namorados”, explicando em que consistia a sua “incontestável superioridade”: estes tinham “admiravelmente pressentido a necessidade culminante da reeducação integral do povo português” («Filhos de Ramires» - a herança de «Os Vencidos da Vida»).

    Em 1915, na vaga de crescente activismo monárquico, os integralistas acabaram sendo catapultados a um lugar de destaque entre os manuelistas, apesar do seu programa contrastar vivamente com o modernismo político da maioria. Ao realizarem um ciclo de conferências na Liga Naval de Lisboa, alertando para o perigo de uma absorção pelo Reino de Espanha, o seu violento desfecho — as instalações da Liga Naval foram assaltadas e destruídas, sem que Luís de Almeida Braga tivesse apresentado A Lição dos Factos — acabou por projectá-los para a ribalta política.


    2. A esperança restauracionista, 1916-19

    Com a entrada de Portugal na Grande Guerra, em Abril de 1916, os integralistas lusitanos decidem anunciar a sua transformação em organização política. No Manifesto subscrito pela Junta Central recém-constituída, reafirmaram obediência a D. Manuel II e a sua confiança na aliança luso-britânica, chamando os restantes monárquicos a cerrar fileiras em torno da Pátria em guerra.

    Com a chegada ao poder de Sidónio Pais, os integralistas colaboraram activamente na situação presidencialista que se esboçou. O propósito Sidonista de acolher uma representação socioprofissional no Senado tinha para eles profundo significado político: pôr fim ao monopólio da representação por intermédio de partidos ideológicos (regime parlamentar), permitindo a representação dos municípios, dos sindicatos operários, dos grémios profissionais e patronais, etc., era dar um primeiro passo no sentido do restabelecimento da democracia orgânica da antiga Monarquia portuguesa.

    Na sequência do assassínio de Sidónio Pais, os integralistas entenderam que soara a hora da restauração do Trono. Face à imediata reacção dos partidos, que de novo se arrimaram ao poder com o intuito de restabelecer o parlamentarismo, os integralistas vêm a desempenhar activo papel no desencadear do pronunciamento restauracionista de Janeiro de 1919 (ver Os combates pela bandeira azul e branca, 1910-1919), no Porto e em Lisboa (Monsanto). A Restauração declarou em vigor a Carta Constitucional, mas isso não impediu que os integralistas manifestassem aceitar a nova ordem. Primum vivere, deinde philosophare era o princípio que adoptavam; agarravam “a parte prática e positiva" da obra restauradora.


    3. Redefinição estratégica, 1919-22.

    Durante a denominada "Monarquia do Norte", houve destacados monárquicos, como Alfredo Pimenta, que só souberam dos acontecimentos através dos jornais. Os integralistas, directamente envolvidos nas acções político-militares que rodearam os pronunciamentos, retirarão graves conclusões da derrota, procedendo a uma completa reavaliação da sua posição, tanto na questão dinástica, como na questão política.

    Na questão dinástica, interpretando o imobilismo de D. Manuel II, no decurso dos acontecimentos, como um sinal de incapacidade e fraqueza, decidem desligar-se da sua obediência, declarando colocar “o interesse nacional acima da Pessoa do Rei”.

    Na questão política, desfeita a aliança com os manuelistas, resolvem assumir a integralidade do seu ideário. Em 1919, ficara definitivamente enterrada a Monarquia da Carta. A resolução do problema nacional teria doravante que passar por um Pacto a estabelecer entre “o Rei, os municípios, e os trabalhadores de todas as classes e profissões organizados corporativamente”.

    Estabelecidas negociações com o ramo legitimista da Casa de Bragança vem então a obter-se o Acordo de Bronnbach (1920), pelo qual a Junta Central do Integralismo Lusitano e o Partido Legitimista fizeram o reconhecimento conjunto do neto do Rei D. Miguel I, D. Duarte Nuno de Bragança.


    Perto de 2 anos depois, o pacto dinástico de Paris ainda veio colher de surpresa os partidários de D. Duarte Nuno. Porém, e enquanto os manuelistas rejubilavam com os termos do acordo, no dia imediato, os Integralistas Lusitanos e os Legitimistas recusaram-se a reconhecê-lo e a acatá-lo.

    A questão criada pelo Pacto de Paris só ficou definitivamente resolvida em 1926, quando a Tutora de D. Duarte Nuno, D. Aldegundes de Bragança, o repudiou formalmente, mas, para os integralistas, havia um equívoco maior que, mais tarde ou mais cedo, acabaria também por ceder: o de se alicerçar um regime nas clientelas partidárias, fossem elas monárquicas ou republicanas. A 1ª República, ao reproduzir o modelo parlamentar da Monarquia deposta, organizando-se por hierarquias de políticos e de caciques, acabaria também por ruir. Para os integralistas, era decerto necessário continuar a promover o princípio monárquico, mas era agora absolutamente imprescindível refazer as corporações, os sindicatos, e organizar uma acção nacional paramilitar com forças voluntárias e audazes. Deixava de bastar uma simples restauração do Trono. A luta a travar não se podia cingir ao plano estritamente político. Estava aberta a via que vem a desembocar no Movimento Nacional-Sindicalista: Alberto de Monsaraz reedita a Cartilha do Operário e Francisco Rolão Preto é cooptado para a Junta Central do Integralismo Lusitano (1922).


    4. Os esfacelamentos, 1922-34.

    Durante os anos 20 os integralistas vêm a alimentar muitas esperanças e a sofrer não menos contrariedades e decepções.

    Em 1925, a morte de António Sardinha, quando tinha apenas 37 anos, foi sentida como uma grande perda. A Junta Central ficava sem aquele que, dada a força mística do seu Verbo, e apesar do ascendente de Hipólito Raposo, muitos consideravam ser o líder dos integralistas.

    De imediato, o Integralismo Lusitano desempenhará papel de relevo nas movimentações político-militares que levaram ao derrube do regime parlamentarista, em 28 de Maio de 1926. Pouco depois do general Gomes da Costa ter sido afastado da direcção da Ditadura Militar, porém, a Junta Central integralista ("Primeira Geração") começou a fazer sentir as suas reservas acerca da evolução da situação política. As prevenções e cautelas que estes faziam sentir junto da sua hoste acabaram por não encontrar acolhimento. Muitos persistiram colaborando com a Ditadura, sucedendo-se as dissidências e cisões: em 1927, desvincularam-se José Maria Ribeiro da Silva, Pedro Teotónio Pereira, Manuel Múrias, Rodrigues Cavalheiro, Marcelo Caetano, Pedro de Moura e Sá; em 1928, Manuel Múrias consumou a sua dissidência; em 1929, deu-se a ruptura definitiva de Teotónio Pereira e Marcelo Caetano, dissolvendo o Instituto António Sardinha; em 1930, deu-se a dissidência total e definitiva de João do Amaral (a ruptura iniciou-se em 1927 com a publicação do diário «A Ideia Nacional»)


    Consumada definitivamente a ruptura entre os mestres do Integralismo Lusitano e a Ditadura, em 1931, e perante a referida sucessão de dissidências e deserções, Alberto de Monsaraz e Rolão Preto, in extremis, ainda tentaram recuperar alguma influencia no curso dos acontecimentos, suspendendo a reivindicação do Trono e autonomizando o Movimento Nacional-Sindicalista. O insucesso foi total. Ao tentarem aliciar as juventudes influenciadas pelos fascismos, recorrendo a métodos similares de organização e de propaganda, acabaram por ser confundidos com os próprios fascistas. E se não deixavam de denunciar os princípios políticos dos fascismos, por modernistas ou retintamente jacobinos — “totalitarismos divinizadores do Estado”, foi a expressão usada por Rolão Preto em entrevista à United Press —, a verdade é que a natureza comunitária e personalista do ideário Nacional-Sindicalista acabou por confundir e desiludir mais do que atrair.

    Tal como acontecera com a "Segunda Geração" integralista, também a juventude atraída para o Nacional-Sindicalismo, que os integralistas pretendiam manter no campo do sindicalismo orgânico e das liberdades, acabou por se transferir para o campo estatista-autoritário do salazarismo emergente que, além do mais, oferecia melhores garantias de realização para ambições profissionais e pessoais.

    Em 1932 o Integralismo Lusitano estava já em completa desagregação, impotente para influenciar o curso dos acontecimentos políticos, quando D. Manuel II morreu sem descendência. A par dos restantes organismos monárquicos, acabou por se dissolver para integrar a Causa constituída em torno de D. Duarte Nuno. Uma profunda diferença, no entanto, vai persistir entre o comportamento dos integralistas lusitanos e o dos restantes monárquicos: enquanto a maioria dos antigos apoiantes de D. Manuel II, cedendo ao convite de Salazar, passou a colaborar com o Estado Novo em formação, os integralistas decidiram passar ao combate contra essa nova face do modernismo político português — a “Salazarquia” (expressão de Hipólito Raposo).



    5. Sob a «Salazarquia», 1934-74.

    Entre os anos 30 e 50, dissolvido o Integralismo Lusitano enquanto organismo político, e desfeita a experiência negativa do Nacional-Sindicalismo, os integralistas da primeira geração não deixaram de denunciar o falso monarquismo de Salazar e a natureza modernista e autocrática do regime do Estado Novo. Entre os restantes monárquicos, porém, a indiferença foi geral, apesar dos sobressaltos: Rui Ulrich, embaixador em Londres, em 1936, foi forçado a demitir-se por ter convidado, para almoçar na Embaixada, D. Duarte Nuno de Bragança; Afonso Lucas foi demitido do Tribunal de Contas, na sequência da publicação de um artigo publicado em A Voz; em 1940, Hipólito Raposo foi preso e desterrado para os Açores, por ter publicado o livro Amar e Servir, onde denunciava a "Salazarquia".

    As 3ª e 4ª Gerações do Integralismo Lusitano, porém, vão sendo reunidas e endoutrinadas em torno de revistas como a Gil Vicente (Manuel Alves de Oliveira), jornais como o Aléo (Fernão Pacheco de Castro), editoras como a GAMA (Leão Ramos Ascensão, Centeno Castanho, Fernando Amado), criando-se mesmo, em 1944-45, o Centro Nacional de Cultura.

    Em meados dos anos 40, os integralistas espreitam oportunidades de colaboração com o chamado "reviralho": Francisco Rolão Preto vem a ressurgir politicamente através do Movimento de Unidade Democrática; em 1947, Vasco de Carvalho está a conspirar ao lado de Mendes Cabeçadas; dois anos depois, na eleição dos deputados da Assembleia Nacional, é a vez de Pequito Rebelo entrar em concertação com o republicano Cunha Leal, desafiando as candidaturas da União Nacional, respectivamente em Portalegre e Castelo Branco.


    Em 1950, os jovens estão já em condições de receber o legado integralista através de uma reactualização doutrinária intitulada "Portugal Restaurado pela Monarquia". Pela mesma altura, surgiram novas publicações, como a revista Cidade Nova (José Carlos Amado, Afonso Botelho, Henrique Barrilaro Ruas) ou jornais como O Debate (António Jacinto Ferreira, Mário Saraiva).

    O movimento dos chamados "monárquicos independentes", reunindo grande parte das novas gerações formadas junto dos Mestres do Integralismo Lusitano, apresenta o seu manifesto em 1957. No ano seguinte, Almeida Braga e Rolão Preto surgem a apoiar a candidatura de Humberto Delgado à presidência da República. Terminavam ali os "anos de chumbo do Estado Novo" (expressão de Fernando Rosas), com os integralistas em melhores circunstâncias para atrair os monárquicos desiludidos.



    Até ao derrube do regime do "Estado Novo", em Abril de 1974, sucedem-se as iniciativas com a crescente responsabilidade das novas gerações integralistas, como a Comissão Eleitoral Monárquica, o Movimento da Renovação Portuguesa, ou a editora "Biblioteca do Pensamento Político", promovida por Mário Saraiva. Em 1970, é ainda por intermédio de Mário Saraiva que o ideário integralista vem a obter significativo acolhimento no seio da Causa Monárquica: o livro Razões Reais, no qual ficou sucintamente exposta a sua doutrina política neo-integralista, vem a obter aprovação e adopção pela Comissão Doutrinária da Causa.
    7 de Abril de 2000


    Notas biográficas



    Fontes / Documentos

    1942 - Raúl Lino, A propósito da casa madeirense
    1846 - Alexandre Herculano, Cogitações Soltas de um Homem Obscuro
    1853 - Alexandre Herculano, Que o País Seja Governado pelo País
    1858 - Alexandre Herculano, Carta aos Eleitores do Círculo Eleitoral de Sintra
    1912 - «Pacto de Dover»
    1913 - «Alma Portuguesa» (Capa da Revista)
    1914 - Monarquia Orgânica, Tradicionalista, Anti-Parlamentar
    1914 - Ramalho Ortigão, Carta de um Velho a um Novo
    1916 - 1º Manifesto político do Integralismo Lusitano
    1917 - António Sardinha, A Ordem Burguesa
    1917 - António Sardinha, Carta dirigida a Sua Eminência Reverendíssima o Cardeal Mercier, Arcebispo de Malines e Primaz da Bélgica
    1917 - António Sardinha, Cultura Clássica
    1917 - António Sardinha, Fátima
    1918 - António Sardinha, Monarquia e República
    1919 - O Integralismo Lusitano e a Monarquia do Norte - «Go on! Palavras d' El-Rei»
    1920 - António Sardinha, Nocturno de S. Silvestre
    1921 - A Questão Dinástica. Documentos para a História (Capa)
    1921 - Raul Proença e Alberto Monsaraz, Polémica acerca do Integralismo Lusitano
    1922 - Afonso Lopes Vieira, A Última Encarnação do «Encoberto»
    1922 - Afonso Lopes Vieira, O Túmulo dos Jerónimos
    1922 - António Sardinha, 1640 (Portugal Restaurado)
    1922 - Pequito Rebelo, Para além do Integralismo
    1922 - Posição da J. C. do Integralismo Lusitano perante o «Pacto de Paris»
    1923 - António Sardinha, Almas Republicanas
    1923 - António Sardinha, Olhando o Caminho
    1924 - António Sardinha, Madre-Hispânia
    1925 - António Sardinha, A Herança de Garrett
    1925 - Gilberto Freyre, António Sardinha
    1927 - Nota da Junta Central do Integralismo Lusitano acerca do diário «A Ideia Nacional»
    1929 - Hipólito Raposo, A Torre Desencantada
    1932 - Hipólito Raposo, Filología política
    1932 - José Augusto Vaz Pinto, A Sucessão do Senhor D. Manuel II segundo a Carta Constitucional
    1932 - Proclamação do Lugar-Tenente aos Monárquicos Portugueses
    1934 - Hipólito Raposo, A paixão de Évora-Monte
    1934 - Hipólito Raposo, O Pombal da Rotunda
    1935 - Afonso Lopes Viera, poeta integralista, «Éclogas de Agora», e outros poemas...
    1936 - Francisco Rolão Preto, Contra o Fascismo: Política da Personalidade
    1937 - Hipólito Raposo, Castelo de Fé e de Esperança
    1937 - Hipólito Raposo, Em nome de Gil Vicente - Aos Pastores de Além-Tejo
    1940 - Hipólito Raposo, Amar e Servir
    1942 - ed., Luís de Almeida Braga, A lição de Bismarck
    1942 - ed., Luís de Almeida Braga, Caridade de Pátria
    1942 - ed., Luís de Almeida Braga, Um Profeta da República [Antero de Quental]
    1942 - Francisco Rolão Preto, O eixo Antero - António Sardinha e o seu prolongamento histórico
    1942 - Francisco Rolão Preto, Para Além da Guerra
    1942 - Luís de Almeida Braga, Arte e Política
    1943 - Leão Ramos Ascensão, «Plus Ultra»
    1943 - Luís de Almeida Braga, «Tem limites o poder de mandar e o dever de obedecer»
    1945 - Francisco Rolão Preto, A Traição Burguesa no Caminho da História
    1945 - Francisco Rolão Preto, Contra o Fascismo: «Tudo pelo homem nada contra o homem»
    1945 - Hipólito Raposo, Queijos feitos à candeia
    1945 - Pequito Rebelo, Oração a S. Jorge
    1946 - Hipólito Raposo, Do Folclore e sua Irmandade
    1947 - Henrique Barrilaro Ruas, O cristão no mundo de hoje
    1948 - Henrique Barrilaro Ruas, Cristianismo e Integralismo
    1949 - Manuel de Bettencourt e Galvão, Legitimidade
    1949 - Manuel de Bettencourt e Galvão, Os Senhores Duques de Bragança
    1951 - Certa Mensagem aos Deputados da Assembleia Nacional Constituinte
    1957 - Henrique Barrilaro Ruas, A Moeda, o Homem e Deus
    1958 - Luís de Almeida Braga, Dor e Amor de Portugal
    1963 - Francisco Rolão Preto, Inquietação, A Alma
    1963 - Francisco Rolão Preto, Inquietação, Para além das traições do oiro
    1963 - Francisco Rolão Preto, Inquietação, Um Depoimento
    1965 - Henrique Barrilaro Ruas, D. Miguel I e o Problema da Constituição Histórica
    1965 - Henrique Barrilaro Ruas, O Drama de um Rei
    1965 - Para uma definição do Problema Português, Lisboa, I. A. S.
    1969 - Manifesto do Movimento da «Renovação Portuguesa»
    1969 - Manifesto dos Candidatos Independentes, sobre o Ultramar; redigido por Henrique Barrilaro Ruas
    1970 - Manuel de Bettencourt e Galvão, Pensamento Monárquico
    1970 - Mário Saraiva, Qual o Programa Monárquico?
    1971 - Francisco Rolão Preto, Carta a um republicano [Marcelo Caetano]
    1971 - Henrique Barrilaro Ruas, A liberdade e El-Rei
    1971 - Henrique Barrilaro Ruas, O Integralismo como Doutrina Política
    1972 - Mário Saraiva, A Aliança Peninsular - uma advertência
    1972 - Pequito Rebelo, A Aliança Peninsular. Uma Polémica Indesejável e Indesejada
    1977 - Raul Rego, "Rolão Preto" in «A Luta» de 20 de Dezembro
    1979 - Manuel Alves de Oliveira, O sentimento patriótico na poesia de António Sardinha
    1981 - Pequito Rebelo, A Direita e o Direito
    1987 - Afonso Botelho, Integrar e Renascer
    1987 - António Jacinto Ferreira, Poder Local e Corpos Intermédios
    1987 - Mário Saraiva, Uma Questão Falseada
    1990 - Esboço autobiográfico de Henrique Barrilaro Ruas, apresentado por Manuel Vieira da Cruz (2003)
    1995 - Mário Saraiva, Integralismo Lusitano e sua Actualidade
    1995 - Mário Saraiva, No Centenário de Rolão Preto
    1996 - Mário Saraiva, A Família Dinástica
    1996 - Mário Saraiva, Franco Nogueira, a meu vêr
    1998 - Fernando Quintais, Os Últimos Mestres-Cantores
    1999 - Fernando C. Quintais, P.P.M - Modo e Razão de Ser
    1999 - Henrique Barrilaro Ruas, O túmulo de Dona Teresa na Sé de Braga
    1999 - Henrique Barrilaro Ruas, Um testemunho acerca do «Partido Popular Monárquico» (PPM)
    2000 - Carta-prefácio a «A Fonte de Recordações» de Fernando Costa Quintais
    2001 - Henrique Barrilaro Ruas, Dois imperialismos
    2001 - José Manuel Quintas, Democracia Orgânica - Oliveira Martins e o Integralismo Lusitano
    2002 - Henrique Barrilaro Ruas, Em que consiste exactamente o perigo espanhol
    2002 - Henrique Barrilaro Ruas, Notre Europe
    2002 - Henrique Barrilaro Ruas, «Os Lusíadas», edição comentada e anotada
    2002 - José Manuel Quintas, António Sérgio - «integralistas e seareiros são anticonservadores»
    2002 - O Integralismo Lusitano, hoje
    2003 - Fernando Quintais, Os Corvos na História
    2003 - Henrique Barrilaro Ruas, Da Dignidade da Política
    2003 - José Manuel Quintas, «Razões Reais» por Mário Saraiva
    2004 - António Barahona, Memória de Henrique Barrilaro Ruas, Poema (.pdf)
    2004 - Francisco Suárez e o Integralismo Lusitano
    2004 - Henrique Barrilaro Ruas, Vida e Obra - Exposição e Ciclo de Conferências
    2004 - Teresa Martins de Carvalho, Apresentação dos «Filhos de Ramires»
    2004 - Teresa Martins de Carvalho, Henrique Ruas. Memória e Louvor
    2004 - Teresa Martins de Carvalho, «Somos todos chamados à santidade»
    Integralismo


    Documentos fotográficos



    Textos / Estudos

    1989 - Colóquio António Sardinha na Universidade Católica - Resumos
    1997 - José Manuel Quintas, O Integralismo Lusitano e a herança de «Os Vencidos da Vida»
    1998 - José Manuel Quintas, Os monárquicos e as eleições de 58
    1999 - José Cornélio da Silva, Raul Lino - Uma busca entre Tradição e Modernidade, 1879-1974
    1999 - José Manuel Quintas, Combates pela Bandeira Azul e Branca, 1910-1919
    1999 - José Manuel Quintas, «...em benefício, & prol do Reyno»
    2002 - José Manuel Quintas, A «Questão Ibérica» no Advento do Integralismo Lusitano
    2002 - José Manuel Quintas, António Sérgio - «integralistas e seareiros são anticonservadores»
    2002 - José Manuel Quintas, O Integralismo Lusitano perante a «Salazarquia»
    2003 - Alexandre Franco de Sá, Introdução ao Pensamento de Henrique Barrilaro Ruas


    Arquivo do Fórum «Unica Semper Avis»









    Plínio Salgado


    *QUINTAS, José Manuel. Integralismo Lusitano - Uma síntese [em linha]. Lisboa: Unica Semper Avis, 7 de Abril de 2000 [consulta em dd.mm.aaaa]. World Wide Web:<http://www.lusitana.org/il_jmq_integralismo_lusitano_sintese.htm>.
    ...
    Da patria e religion o fogo santo
    Na gente de Galicia atéa tanto,
    Que morrer só deseja,
    Primeiro que sufrir á negra mingua
    De que os Mouros lle manchen a sua lingua.
    Nin as leis, nin costumes, nin a Igrexa ...

    En toda las edades os Gallegos
    De España muy leales defensores
    Probaron po lo mar e po la terra
    Que non se presentaban nun-ha guerrra
    Soldados mais valentes nin mellores ...

    Non te acòres ti pois, nobre Galicia, ...
    Quizais teus fillos inda che precuren
    Un novo menumento,
    E ardendo no amor patrio que eu che juro
    Resóe traspasando o firmamento
    O nome de Galicia santo e puro.

    D' aqui non nos arrincan herejes nin gentios,
    Nin tod' os protestantes con mouros e judios.
    ---
    A' Galicia - Joan Manoel Pintos, 1861

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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Integralismo Lusitano

    De Wikipedia, la enciclopedia libre




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    Integralismo Lusitano (IL) es un movimiento político Portugués que apoya el tradicionalismo, en oposición al conservadurismo, fundado en Coimbra en 1914, tuvo mucha actividad durante la Primera República Portuguesa. También se opone al sistema parlamentario, esta a favor de la descentralización, es sindicalista, Católico y pro-monárquico.




    Al principio estaban a favor del último rey, Don Manuel, pero eventualmente se negaron a apoyarlo a poartir de 1920, tras de los intentos de restauración en Monsanto (Lisboa) y en el norte del país (Monarquia do Norte). En cambio, depositaron sus esperanzas en el sobrino de Manuel, Miguel de Braganza.




    Entre los miembros destacados del IL se encuentran António Sardinha, Alberto de Monsaraz, José Pequito Rebelo, José Hipólito Vaz Raposo, Luís de Almeida Braga, y Francisco Rolão Preto (Preto luego se da a conocer como lider del Movimento Nacional-Sindicalista, y oponente de António de Oliveira Salazar y el Estado Novo). El movimiento se mantuvo activo durante el gobierno de Sidónio Pais (Sidonismo 1917-1918), al cual estuvo a favor, y apoyó la dictadura nacional establecida con el golpe de estado del 28 de Mayo de 1926. Cuando Don Manuel murió sin herederos en 1932, IL reunió a todos los movimientos monárquicos a favor de Don Miguel y sus descendientes.

    [editar] Véase también


    [editar] Enlaces externos

    Obtenido de "http://es.wikipedia.org/wiki/Integralismo_Lusitano"
    Acção Monárquica Tradicionalista



    http://semiramis.weblog.com.pt/





    Última edición por Ordóñez; 08/01/2007 a las 21:10

  3. #3
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Por lo que he leído en algún foro, los carlistas (o algunos carlistas) consideran a este movimiento como fascistoide. Me gustaría saber la opinión de los carlistas aquí presentes.

  4. #4
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    sobre si el integralismo es facistoide o no

    En respuesta a la cuestión planteada por Kontrapoder me gustaría sucintamente exponer los siguientes hechos:
    a) El Fascismo es un movimiento político cuyo eje gira fundamentalmente en torno al Estado, al cual todas las demás instancias políticas le son supeditadas. El Integralismo portugués jamás hizo plantemiento alguno de este tipo.
    b) Las relaciones entre el Integralismo y el Carlismo fueron cordiales y mucho más fluidas de lo que se piensa. Hay un hecho esencial en la vida de António Sardinha, el más profundo de los integralistas, que es su exilio en España. Durante su ostracismo Sardinha frecuentó a Don Juan Vázquez de Mella, la luminaria carlista. Fruto de esta amistad y de esta interacción intelectual fue el viraje de Sardinha desde una posición netamente antiespañola a otra cristalizada en su obra "La Alianza Peninsular".
    c) El Carlismo es anterior al Integralismo. Ambos movimientos beben, sin embargo, de la común herencia tomista de las naciones ibéricas. Cuesta creer que dada cierta inspiración que el Integralismo encontró en el Carlismo como en el recurso filosófico y político a autores comunes de ambos lados de la frontera
    ch) Una de las más excelsas obras de un carlista insigne, Don Francisco Elías de Tejada, fue dedicada a Portugal. Ahí encontrará Kontrapoder un estudio en profundidad desde el punto de vista de un carlista que en líneas generales no difiere del Integralismo.
    d) El punto filosófico-político más endeble del Integralismo portugués viene vía Francia, verbigracia, via Maurras y su Action Française. A diferencia de la tradición política ibérica, de rancio abolengo tomista y siempre estribada en el realismo moderado del Doctor Angélico, Maurras como toda la filosofía francesa está en mayor o menor medida impregnado de Descartes. La escisión filosófica descartesiana desemboca sotoboche en un cierto voluntarismo y positivismo, encarnado en Comte, y al que Maurras no es del todo ajeno. Esta corriente filosófica, digamos contra-natura de la tradición política ibérica, ha hecho que el Integralismo portugués no tenga la pureza doctrinal que el Carlismo (al menos ciertamente antes del Vaticano II) tuvo. De ahí a decir que el Integralismo es o fue "facistoide" va un techo muy grande. Acaso cabe ver en la permanente tentación galicanista de Francia, transportada al Integralismo a través de Maurras, una cierta idealización del Estado francés. Una afirmación más allá de esto, honestamente, sería una temeridad.
    e) La lectura e interpretación "democristianizante" de ciertos sectores integralistas, de la que hace gala José Manuel Quintas en algunos aspectos, persuasión política compartida por ciertos sectores de la Comunión Tradicionalista Carlista (CTC) en su propia parcela, son interpretaciones que se apartan de la tradición de los respectivos movimientos.
    Espero haber contribuido para esta discusión y que esto sirva para que el movimiento integralista portugués sea más y más conocido en las Españas.
    Cordialmente,

    Rafael Castela Santos

  5. #5
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Muchas gracias por tu interesante análisis.

  6. #6
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Para mí el análisis de D. Rafael también ha sido muy bueno. Lo único que yo añadiría es el positivismo que no deja de influir a Maurras ( El positivismo a la brasileña mismamente, cuando allí en el XIX eran los milicos los positivistas principales; muchos deseosos de una dictadura militar. Como ciertas formas del franquismo me recuerdan tanto a eso....). El integralismo, o ciertos sectores del integralismo, se fascistizan pero estéticamente y poco más. El integralismo no es estatalista. Lo que pasa que el lenguaje de los " foraes " no lo utiliza y se apoyar, amén del tomismo como bien dice Castela, en la Doctrina Social de la Iglesia tan trabajada a finales del XIX y principios del XX, en el estilo corporativista que intentarán Dollfuss en Austria o Salazar en Portugal.




    Lo que desconozco realmente es a dónde ha ido a parar el miguelismo. Yo que vivo a 150 kms del Algarve, que mi piso de la playa está a 37; y que no conozco ni integralistas ni miguelistas por allí. No sé la relación que hubo entre unos y otros y me encantaría que alguien me informara del tradicionalismo portugués en todo. Como Templário ya nos anunció la figura del Remechido. He visto la web de AMT y no está mal. Hay otro foro monárquico pero si apoyan a D. Duarte de Bragança me imagino que serán liberales de tomo y lomo. Tampoco sé realmente la relación del actual " Brasil Imperial " con los integralistas; y qué queda del " PatriaNovismo " ( Fundado por criollos y por gente del Frente Negro también ).

  7. #7
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Estimado Rafael:

    Si me permitís aprovecharme de tus conocimientos, ¿qué podrías decirnos de las revistas lusitanas "Resistencia" y "Aginter Presse" que estuvieron vinculadas a la Cité Catholique de Ousset?

    Agradeciéndote desde el vamos,

    CyF

  8. #8
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Por cierto, Rafael, tu nombre me suena de alguna página portuguesa.

  9. #9
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Estimado Cruz y Fierro:

    Debo decirle que no soy un experto, y que quizás haya personas mucho más capaces y cualificadas en contestar a su pregunta.
    Por lo que yo sé estas revistas que Vd. menciona son muy parecidas a la española "Verbo" dirigida por Vallet de Goytisolo. Todas estas publicaciones tienen por principio táctico aquel de la "acción capilar", una idea generada en ciertas élites francesas de principios de los años 50. Esta idea, la de la "Cité Catholique", que figuraba en la portada de estas publicaciones no era otra que la formación de élites católicas para contrarrestar la infiltración de los sectores más progresistas de distintas instancias católicas, desde Acción Católica hasta las Universidades, etc.
    Huelga decirle que esta estrategia fracasó. Y lo hizo por varios motivos que sería imposible detallar. Sirva enumerar dos: (1) La insistencia de esta línea en seguir los dictados del Vaticano II e intentar la cuadratura del círculo, es decir, una lectura tradicional del Vaticano II (una lectura desapasionada del libro Iota Unum del profesor Romano Amerio desmonta por complejo semejante aberración) y (2) La postergación de los sectores verdaderamente tradicionales; como ejemplo sirva decir que Vallet de Goytisolo vetaba a ciertos autores por el mero hecho de atender la Misa de rito tridentino en vez del Novus Ordo y aceptaba a regañadientes (quizás por razones personales y de amistad) a algunos autores como Rafael Gambra. Cabría ir más allá y dudar de esa "acción capilar" como táctica idónea en los tiempos que corren, pero eso es materia opinable.
    La propia trayectoria personal de Jean Ousset ilustra mucho todo esto. De nuevo, para muestra basta un botón: Ousset se desdijo de sí mismo cuando en ediciones sucesivas de su famosa obra "Para que Él Reine" castró, mutiló y expurgó la edición original para adecuarla al Vaticano II.
    Si me permite mi opinión personal le diré esto: Verbo y demás revistas afines acabaron por devenir en el ala dura de la Democracia Cristiana. Ni más ni menos. No hará falta que le diga que la Democracia Cristiana y la Tradición son incompatibles. Haber visto caer por esta misma pendiente a un buen sector de la Comunión Tradicionalista Carlista ha sido algo muy doloroso para mí en lo personal y en lo familiar.
    Deseo vivamente que el Carlismo argentino no camine por las mismas sendas de autodestrucción y descafeinamiento.
    Un cordial saludo en Cristo Rey y María Reina,

    Rafael Castela Santos


    Estimado "Kontrapoder":

    Efectivamente, como Vd. bien señala, colaboro habitualmente en dos bitácoras portuguesas: A Casa de Sarto y Nova Frente.
    Un cordial saludo en Cristo Rey y María Reina,

    Rafael Castela Santos

  10. #10
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Estimado Rafael,

    le agradezco su respuesta, si bien lo mío apuntaba específicamente a estas dos publicaciones.

    Respecto a lo demás, creo humildemente que hay un error de perspectiva con sólo recordar quién es la persona que hoy lleva adelante el proyecto Verbo/Speiro en España.

    Respecto al caso francés, es verdad que Msr. Lefebvre en determinado momento "rompió" con los Congresos de Lausana y el "Office" pero fue en un contexto muy preciso de cierto exabrupto (reconocido luego por el mismo implicado). Pero fuera de ese contexto, el Arzobispo tuvo siempre palabras laudatorias hacia la obra de Jean Ousset (sólo hay que ir al archivo de "The Angelus" -por ej.- al que se puede acceder por la web de la Fraternidad en Asia o la biografía de Msr. Tissier de Mallerais). El hecho hoy es que entre los dos sectores "oussetistas" (lo que hoy es Ichtus y el Inst. Civitas de los hijos de Penfentenyo) existe colaboración y estos últimos nunca han renegado del fundador.

    Respecto a su último párrafo, decir que su afirmación es cierta siempre y cuando nos pongamos de acuerdo en qué entendemos por "democracia cristiana" (cosa que nunca escuché ni leí reclamar como propia a alguien vinculado a la CTC -pero ése es otro tema que no pienso discutir en este foro). ¿La "democracia cristiana" de Santo Tomás de Aquino? ¿La "democracia cristiana" de S.S. Pío XII? ¿La "democracia cristiana" en el sentido que se entendía en la década del '30 como "democracia orgánica o corporativista"? ¿La "democracia cristiana" de los partidos políticos que usan y usaron ese nombre en Italia o Alemania?

    Los slogans son bonitos, pero dejémoslos para los ideólogos.

    Respetuosamente,

    CyF

  11. #11
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Que le parece una práctica democrata-cristiana de hecho ,producida por una deriva desde posiciones integristas debido a exceso de clericalismo, y a un mal entendimiento de las distinciones entre el orden natural y el sobrenatural, (propio del integrismo). Esta práctica de hecho se puede manifestar por ejemplo en la reducción del carlismo, a "un partido católico" o en convertir las revistas carlistas en algo parecido a una publicación de una congregación religiosa. o unos campamentos en lo mas parecido a los de una parroquía, con coreografía carlista.
    La deriva desde las posiciones integristas de Unión Carlista hasta la actual práctica democrata-cristiana es evidente...y como dice el profesor Gambra, no hay nada mas absurdo que intentar conciliar catolicismo-liberal y carlismo.

    En cuanto a la revista Verbo es verdad que su linea actual es mas "dura" y acierta mas en la visión del porblema del catolicismo político en relación con la crisis de la Iglesia. Por eso precisamente desde posiciones "de hecho" democrata-cristianas se critica tanto la linea de Verbo.

  12. #12
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Y este tema, de discutirse, es mejor discutirlo aquí, en este foro, por la sencilla razón "que en otros" se censura inmediatamente cualquier opinión o tesis contraria. Incluso escondiendo la realidad de la existencia real de posturas diversas dentro del tradicionalismo español y del carlismo, para mantener una realidad ficticia.
    Se discute donde hay libertad.

    Para hablar de carlismo, tradicionalismo, etc no hay sitio mejor que este.

  13. #13
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Cita Iniciado por Tradición. Ver mensaje
    Y este tema, de discutirse, es mejor discutirlo aquí, en este foro, por la sencilla razón "que en otros" se censura inmediatamente cualquier opinión o tesis contraria. Incluso escondiendo la realidad de la existencia real de posturas diversas dentro del tradicionalismo español y del carlismo, para mantener una realidad ficticia.
    Se discute donde hay libertad.

    Para hablar de carlismo, tradicionalismo, etc no hay sitio mejor que este.
    Tradición,

    mantengo mi posición de que en este foro no volveré a discutir sobre éste y otros temas similares ya que la última vez se llegó a la descalificación personal (sólo hubo argumentos "ad hóminem") y a las amenazas (incluso a personas de mi familia) a través de grupos que nada tienen que ver con el Carlismo. Por privado y en forma tranquilizada, podemos debatir lo que quieras.

    Respecto a "Verbo", averigüe quién lleva la revista hoy (no sé con qué cargo figura pero es el motor de ella). Se va a llevar una sorpresa.

    Saludos,

    CyF

  14. #14
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Estimado Cruz y Fierro:

    Le repito que no soy un experto en el tema y ojalá que algún lector portugués más interesado y mejor conocedor del tema pueda responderle específicamente sobre las dos revistas portuguesas que Vd menciona. Mi experiencia se reduce a haber leído dos o tres ejemplares viejos hace años en casa de un amigo de Madrid.
    Vamos ahora con los dos temas que Vd plantea.
    • En primer lugar responderle a lo que Vd quizás no sepa. La CTC, y voy a ser benévolo por los lazos familiares y de amistad que me unen con muchos de ellos, ha llegado a recomendar en España el voto al Partido Popular, una de cuyas facciones es demócrata cristiana (quiero creer que la CTC no recomendaba el voto basada en la facción liberal del Partido Popular). Lo único que nos faltaba es que la CTC hiciera defensa de la Democracia Cristiana como tal y públicamente. A tal abyección, ¡vive Dios!, que no han llegado y yo tampoco afirmo semejante tropelía.
    • ¿Considera Vd acertado a SS Pío XII en su apoyo a la Democracia Cristiana o a la Pax Americana? Los efectos deletéreos de tal apoyo en Italia están fuera de duda. Lo cual no quita para que le considere un Santo varón y un formidable Papa. Los Papas han cometido equivocaciones políticas, y la Democracia Cristiana apoyada por el Santo Padre fue una de ellas; como lo fue el apoyo de León XIII al Ralliament, la omisión con respecto a los cristeros o la falta de apoyo a los carlistas por parte del Beato Pío IX. U otros muchos, como la negativa de Pío XI a apoyar al bando nacional durante la Cruzada de 1936-1939.
    • Como católico no está de más recordar que la Interacional Demócrata Cristiana, aquí y ahora, la que existe, tiene unos vínculos íntimos con distintas ramas de la Masonería. Esta es la Democracia Cristiana que existe, en España representada por el Partido Popular, y a la cual la Comunión Tradicionalista Carlista ha tenido la desfachatez de invitarnos a votar en elecciones previas. No hay que ponerse de acuerdo en nada. La realidad objetiva es ésta porque ésta es la Democracia Cristiana que hay. Si su interés es académico o histórico, evidentemente estamos hablando en distintos planos. Yo hablo de lo que hay, no de clasificaciones de subtipos democratacristianos de indudable interés taxonómico.
    • ¿Qué me quiere decir con la Democracia Cristiana corporativista? El que algo de suyo deseable, la recuperación del sistema gremial y corporativo, haya sido incorporado por una filosofía política errada no hace buena a la idea equivocada. ¿O Vd sostiene acaso lo contrario?
    • “La ‘Democracia Cristiana’ de Santo Tomás de Aquino” ... Me va a permitir que se lo pregunte en portugués ya que sobre algo portugués comenzó esta tira: O Cruz e Fierro está a brincar, não?
    • Conozco bien al Profesor Miguel Ayuso, con cuya amistad me honro. Afortunadamente para muchos, entre los que Miguel se incluye, las líneas divisorias de las Dos Ciudades están cada vez más nítidas. No sólo Verbo ha virado hacia posiciones más sólidas y más coherentes bajo la sabia y prudente batuta del Profesor Ayuso sino que su línea es más continuadora de la Tradición de siempre es más evidente. Lo cual no quita para que Miguel y todo el equipo editorial y de colaboradores tengan que hacer un ímprobo esfuerzo para levantar una revista cuyo impacto en España fuera de determinados círculos es mínimo. ¿Por qué Verbo, que los 60s u 70s tenía “pegada”, ha disminuido su impacto real? Quizás la respuesta quepa encontrarse en los errores cometidos durante los 80s. ¿Necesito recordarle también que Miguel es un miembro cualificado de la Secretaría Política de Don Sixto de Borbón, cuya postura religiosa es harto clara y difiere de la preconizada por la CTC?
    • Respecto a Jean Ousset nadie dijo que no fuera un excelente autor. Sólo insinué que prefiero las obras no expurgadas del insigne francés a sus versiones más compatibles (o al menos de “atemperado y menos hiriente contenido) con el “mistonguismo” de turno. Es un autor al que hay que laudar y leer. Idéntica afirmación cabe realizar de Michael Davies, quien en algún momento llegó a descafeinarse algo. Sin embargo Michael Davies (a quien debo el haberme convertido en un tradicionalista) reaccionó frente a esto y en los últimos años de su vida en su Gales natal, azotado ya por el cáncer, habló y escribió mucho más claro.
    Queda suyo en Cristo Rey y María Reina,

    Rafael Castela Santos

  15. #15
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Conozco perfectamente a quien "lleva" Verbo, y por eso esta revista es tan atacada desde posiciones de la ctc, no entro en detalles concretos, porque no lo creo conveniente...pero esa es la realidad.

    El problema de la ctc, no es solo que su "Presidenta" recomiende el voto al PP, sino que se está conviertiendo en un "partido político" al uso. Su renuncia al Legitimismo,es liquidar el carlismo, porque "invernar" algo que por naturaleza no debe estar invernado, es matarlo. Y la razón de esta práctica es su tendencia "integrista" heredada de la Unión Carlista,que a la postre les está llevando a la DC. Y este,creo, es el punto fundamental del que derivan los otros...la mutilación que hacen del carlismo.
    Y eso para no hablar de la unión católica y de los congresos donde se ha debatido el tema, que llevó a muchos carlistas a abandonar la organización.
    Eso no significa que los militantes de la ctc, en su mayoría ,sean democra-cristianos, pero la linea oficial del "partido" si. Y se sorprendería usted de los comentarios privados de muchos de ellos sobre la propia Junta de Gobierno. Es mas, hay que diferenciar incluso entre zonas geográficas. La crítica es a la Junta de Gobierno, que es indudable que sigue esta linea liquidacionista del carlismo.
    Solo hay que analizar la propaganda y textos que editan para ver esa tendencia, sin ir mas lejos alguno de los discursos del último cerro de los Angeles, o la misma crónica sobre este acto, y el concepto que destila el concepto del Reinado de Cristo. El problema que tienen es conciliar una adhesión "religiosa" al catolicismo-liberal ,mayoritariamente a través de grupos de "linea media" ,con un tradicionalismo político. En esa contradicción están. Muchos de sus militantes están ahora en posiciones que llamaríamos de "tradicionalismo" religioso, pero evidentemente el grupo sigue las tendencias de los de las "lineas medias", y eso en su práctica se nota y mucho.

  16. #16
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Estimado Rafael,

    según Vd. me ha manifestado en otras oportunidades, sigue mi blog; por lo tanto no necesito recordarle lo que opino sobre la democracia, llamesela como se la quiera llamar. No sé a qué vienen ahora esas preguntas retóricas.

    De acuerdo entonces sobre Ousset, que es lo que me interesaba.

    In Dno,

    CyF

  17. #17
    Avatar de Tradición.
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    de "EL HOMBRE Y LA INSTITUCION. Lo que España necesita":

    "...Paradoja semejante a la que en otros órdenes acompaña en bien conocidos ambientes a las cada vez más frecuentes prédicas conformistas de inconformismo y a alocuciones liberales de catolicismo “en la vida pública”. El carlismo tiene un signo bien neto: íntegramente legitimista y tradicionalista. El debilitamiento de sus notas constitutivas, consciente o involuntario, puede aparecer exigido por respetables opciones personales o simular que obedece a razonables exigencias del tiempo, pero en todo caso significa un nuevo camino. Buen viaje. Que lo siga quien lo desee. Pero que no se encubran los nuevos puertos cuyo abrigo se pretende. El carlismo no sólo cree que ante Dios no hay héroe anónimo; también ha sido siempre una milicia de soldados conocidos. Con un capitán que sabe quién es."

  18. #18
    Avatar de Ulibarri
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Uno de los hijos de Penfentenyo estudia en el Seminario de Toledo y es buen amigo de los carlistas. Su familia es un buen ejemplo de lo que Rafael Gambra denunciase amargamente del CV II: "nos ha enfrentado a los que anteriormente ningún problema teniamos". Como señala Miguel Ayuso en su recorrido por "40 años de Verbo" más en Francia que en España.

    El carlismo no ha sido ajeno a este movimiento. Unos se han dejado llevar por un angelismo ingenuo que ha degenerado en una interpretación democratacristiana (no en ningún sentido polémico, ni en lo que llevó a León XIII a definir la DC como "la acción de la Iglesia sobre el pueblo (demos", sino que ha llegado a pedir el voto al PP) y otros hemos intentado estudiar las causas de la crisis intentado buscar una respuesta coherente a la misma.
    ¡Por España!, y el que quiera
    defenderla honrado muera;
    y el que, traidor, la abandone,
    no tenga quien le perdone,
    ni en tierra santo cobijo,
    ni una cruz en sus despojos,
    ni las manos de un buen hijo
    para cerrarle los ojos.

  19. #19
    Avatar de cruz_y_fierro
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    Re: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Cita Iniciado por Ulibarri Ver mensaje
    Uno de los hijos de Penfentenyo estudia en el Seminario de Toledo y es buen amigo de los carlistas. Su familia es un buen ejemplo de lo que Rafael Gambra denunciase amargamente del CV II: "nos ha enfrentado a los que anteriormente ningún problema teniamos". Como señala Miguel Ayuso en su recorrido por "40 años de Verbo" más en Francia que en España.

    ...
    En el caso de los de Penfentenyo es irónico que ya en plena Guerra Mundial, mientras uno de los miembros de la familia, el almirante de Penfentenyo era ministro del gobierno de Vichy (siendo autor de una "Manual de la familia"), otro miembro de la familia organizaba a los comandos navales franceses bajo la órbita de Charles de Gaulle. Éste último, fue pasados los años, uno de los primeros maestres de la Milicia de Santa María.

  20. #20
    Avatar de Ordóñez
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    Respuesta: Integralismo Lusitano - uma síntese

    Libros antiguos y de colección en IberLibro
    Os moderados – I


    Os moderados – II


    Os moderados – III







    Em defesa do Integralismo

    Com pouca disponibilidade de tempo para a blogosfera nos últimos dias, respondo agora e de forma breve a este postal do colega de blogosfera Orlando Braga:

    O Orlando diz ser ele o verdadeiro "reaccionário" – quem sabe se não também o presidente da junta – e teoriza, afirmando que o Integralismo Lusitano é filho de Rousseau. Para isso, baseia-se na afirmação de Pequito Rebelo: Na democracia é soberano o povo e na monarquia é soberana a nação. Segundo o filósofo esta é a prova que representa a dissociação entre o Povo e a Nação prevista no Contrato Social com o princípio da vontade geral.
    Da tese do Orlando, estava seriamente tentado a avaliá-la como sendo uma desonestidade intelectual. Mas como desconheço a real intenção do autor ao elaborar o texto, tomo-a como uma mera excentricidade, algo certamente fortuito, um pequeno lapso. Pois quem conhece o Integralismo Lusitano sabe que se há coisa que ele rejeita é o princípio da vontade geral, sendo assumidamente anti-democrata e defendendo um sistema orgânico corporativo representado em Cortes – sistema em tudo semelhante ao medieval.
    Da afirmação de Pequito Rebelo, desconheço a origem e o contexto da frase, o que é crucial para o estudo do Integralismo Lusitano. Pois após a morte de António Sardinha, este sofreu um grave revés com muitos integralistas a tornarem-se desertores, traidores à causa e – agora sim – adeptos da vontade geral. Ainda assim, creio que não é possível estabelecer uma tese anti-integralista como tentou fazer o Orlando. Uma frase solta é insuficiente para avaliar toda uma doutrina, ou pior do que isso, assumir refutá-la. E se, com alguma malícia, formos picuinhas ao ponto de analisar frase a frase, certamente que encontraremos muitos erros formais – não necessariamente de conteúdo – visto que toda a obra humana está investida de erro.
    Mas como não esmoreço, parto em defesa da doutrina integralista, por não encontrar erro de substância na afirmação de Pequito Rebelo. Na verdade, a questão semântica levantada pelo Orlando para rejeitar o Integralismo é falsa. E é falsa, na medida em que na oração em questão, "povo" não assume o seu significado original, mas sim aquele que lhe foi atribuído posteriormente pelos acólitos da vontade geral. Ou seja, não foi Pequito Rebelo quem dissociou o Povo da Nação. Este apenas tomou o "povo" pela sua noção subvertida de "número" ou "massa" – o que também pode ser perceptível pelo não uso de maiúsculas – e o utilizou para contrariar o sistema democrático, expondo a sua forma arbitrária e ao qual contrapôs a Nação integral. E dessa forma, a frase de Pequito Rebelo ganha todo o sentido. Não se trata portanto de separar, mas sim de agregar em torno do corpo comum que é a Nação e do qual não é necessário nenhum "contrato social" para se pertencer. É então precisamente pelo Povo que é Nação e contra essa visão dilacerada de massa numérica democrática que se insurge Pequito Rebelo e o Integralismo Lusitano.

    ***
    Para os interessados, relembro a proposta integralista de organização política nacional.


    Publicada por O Reaccionário em 22:30 0 comentários
    Etiquetas: Blogosfera, Democracia, Integralismo, Monarquia, Nacionalismo, Pequito Rebelo, Tradicionalismo

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  1. 28/09/2009, 11:19

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