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Tema: Reforma del idioma portugués no es bien recibida

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  1. #1
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    Re: Respuesta: Reforma del idioma portugués no es bien recibida

    A fraude intelectual da reforma ortográfica da Língua Portuguesa






    Sidney Silveira



    Na época do Acordo Ortográfico levado a termo durante o governo Lula, Sergio De Carvalho Pachá era Lexicógrafo-Chefe da Academia Brasileira de Letras.


    Nesta entrevista-denúncia, ele conta a história de como nasceu este monstro lingüístico e alude às absurdidades implicadas na nova lei, que não é outra coisa senão o seguinte: uma mudança no idioma feita por decreto, algo similar ao que Mussolini tentou na Itália (como o próprio Pachá comenta).


    Os intelectuais portugueses — professores, escritores, editores, etc. — já enviaram um documento ao seu parlamento, para que revogue o Acordo.


    Que os brasileiros saiam do letargo e façam o mesmo.

    ERRATA: Pequenos lapsos muitas vezes acontecem no decorrer de um bate-papo. No trecho em que o Prof. Pachá se refere à função diacrítica das consoantes mudas em Portugal, o correto seria dizer "para assinalar a abertura DA VOGAL QUE AS PRECEDE" e não "DA VOGAL QUE SE LHES SEGUE". Feita aqui a correção, por indicação do próprio lexicógrafo. Nada que empane o brilho e a importância desta entrevista.

    Contra Impugnantes

  2. #2
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    Re: Respuesta: Reforma del idioma portugués no es bien recibida

    Tudo menos teimosias de um velho




    A morte de Vasco Graça Moura reacendeu, por breves momentos, a chama do desacordo ortográfico. Sabia-se como ele era, inteligentemente, fundadamente, contra o chamado AO e como essa oposição foi constante na sua vida e na sua obra. Em segredo, alguns dos que o bajularam pelas suas qualidades de ensaísta, poeta ou tradutor, terão talvez pensado que se tratava de teimosias de um velho. Não eram, como alguém medianamente informado saberá.
    No dia 21 de Abril desde ano, o brasileiro Sidney Silveira resolveu entrevistar o também brasileiro Sérgio de Carvalho Pachá, Lexicógrafo-chefe da Academia Brasileira de Letras (ABL) à época da promoção do acordo. A entrevista, publicada a 25 de Abril (mágica data) no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=-_wIluG3yRs [IMG]chrome://savefrom/content/button.gif[/IMG]) dá-nos conta de como foi engendrado o golpe e da forma, simples e rápida, como ele se concretizou. O entrevistado assistiu a tudo, incrédulo. Certo dia, a ABL elegeu para presidente um homem que gostava de andar “na mídia”, nas manchetes dos jornais, na televisão, etc. Esse presidente, Marcos Vinicios Vilaça, arranjou um assessor, de nome Antônio Carlos Athayde, para se encarregar de tal promoção. “Um belo dia, ele ouviu dizer que dormia nas gavetas, há mais de dez anos, um novo projecto de ‘unificação’ ortográfica. É claro que esse homem não era professor de português, não era linguista, nem filólogo, era um jornalista. Ele correu para o presidente e disse: ‘Meu presidente, eu tive uma ideia que não vai tirar mais a ABL da mídia. Nós vamos promover a unificação ortográfica.’ E o presidente, que não entendia absolutamente nada de ortografia ou de sistemas ortográficos, imediatamente comprou aquela ideia ‘genial’ e a academia mais que depressa começou a promover a ‘unificação’ ortográfica.” Simples e eficaz, não acham? Mas faltava uma peça, um académico que desse cobertura ao acto. Não foi preciso procurar muito, porque já o tinham, como explica Sérgio Pachá: “Evanildo Bechara, professor de língua portuguesa, um gramaticógrafo respeitado, eu estudei pelos livros dele, fui aluno dele na pós-graduação.”
    Ele era contra, claramente, mas depois mudou. “Evanildo Bechara, antes de surgir o plano de ‘vamos unificar’ sob a liderança da ABL, tinha ideias radicalmente adversas àquele projecto, certa feita ele me disse: ‘Deus nos livre daquilo, aquilo é uma bomba.’ Literalmente. Um ano e meio a dois anos depois, ele se transformou no grande propagandista da ‘unificação’ que não unifica coisa nenhuma, ele sabia tão bem quanto eu.” Claro que, rapidamente, Pachá foi afastado. E a “coisa” triunfou, como sabemos. O que diz, hoje, o antigo Lexicógrafo-chefe da ABL? Isto: “Havia pequenas diferenças que não atrapalhavam a mínima, a mútua, intelecção, comunicação, de quem falava e escrevia português. Tentaram, uma vez mais, promover esta quase utopia da unificação gráfica de realidades fónicas distintas e deram com os burros n’água. Não só deram com os burros n’água como pioraram uma coisa que tinha defeitos mas que não era tão má assim. Isso foi mau para nós, brasileiros, e foi muito mau para os nossos irmãos portugueses.”


    Claro que muitos dirão, por cá, “isso são águas passadas” e suspirarão de alívio, não pela morte mas pela “neutralização” da nobre resistência intelectual de Vasco Graça Moura. Paciência. A bomba de que falava Bechara explodiu e os resultados são aterradores. Há pouco tempo, uma leitora atenta relatou-nos o caso de uma menina cuja mãe repreendeu por ter chegado a casa a dizer que tinha de fazer um trabalho sobre a biss’triz. Assim mesmo, anulando o “e”. A menina defendeu-se, afirmando que a professora também pronunciava assim...
    Pois bem: os idiotas que diziam, com um sorriso alvar, que as mudanças na escrita não iriam interferir de modo algum na fala, que isto era só uma convenção, etc., atentem no estrondo real da bomba: estamos não só a escrever pior e com inadmissíveis erros, como corremos o risco de deformar a nossa fala por via do “monstro” que nasceu da ambição de um imbecil e se propagou como fogo na palha a uma legião de pobres crédulos. Isto tem nome? Tem, mas dói escrevê-lo. E contrariá-lo será tudo menos teimosias de um velho. É um dever!

    Tudo menos teimosias de um velho - PÚBLICO

  3. #3
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    Re: Respuesta: Reforma del idioma portugués no es bien recibida

    Morrer lutando



    Sidney Silveira


    AGRADEÇO IMENSAMENTE AO lexicógrafo e amigo Sergio Pachá pelos agradáveis momentos de aprendizado que as gravações do curso "A Língua Absolvida", do Instituto Angelicum, me têm proporcionado.


    Graças ao contato mais aprofundado com alguns dos grandes estudiosos da língua portuguesa, como Mário Barreto, Said Ali, Gonçalves Viana, Heráclito Graça, Ramiz Galvão, Mattoso Câmara Jr. e outros mais ou menos desconhecidos, porém todos de importância capital, cada um em sua especialidade (ortógrafos, foneticistas, sintaticistas, filólogos, lexicógrafos, dicionaristas, etnógrafos, etc.), enraíza-se em mim, definitivamente, a visão da gramática como CIÊNCIA AUXILIAR DA LINGUAGEM.


    Como ciência codificadora dos fatos da língua, complexos e dinâmicos.


    As melhores gramáticas não são um conjunto de regras impermeáveis à plasticidade do idioma por elas estudado; daí não esgotarem a "razão de lei", como diria um escolástico, porque é nota essencial de toda lei o ser proclamada por alguma autoridade — e a nenhum gramático é concedida autoridade para legislar acerca dos fatos da linguagem, para definir o que é certo ou errado de maneira alheia à tradição e às tendências conaturais ao idioma.


    A normatividade da gramática é, pois, relativa, visto referir-se a algo que lhe é anterior, cronológica e ontologicamente: a índole mesma da língua. E esta abarca a norma e muitas vezes a quebra da norma, sem que tal desvio consciente deixe de ser absolutamente castiço. Seja em prol da clareza, da precisão, da concisão ou da beleza.


    Se a gramática fosse indiferente a tudo isso, seria letra morta.


    A riqueza de qualquer gramática é compreender as tensões intrínsecas da língua. Tensões que se resolvem assintoticamente na abertura de novos caminhos expressivos, numa espécie de espiral que não termina enquanto a língua vive nos falares e na escrita de um povo.


    Por tais motivos, dominar virtuosamente o idioma materno — por exemplo — não é decorar um compêndio interminável de regras pétreas. É penetrar o DNA da língua, freqüentar os seus modelos, compreender os seus distintos registros, saborear a sua história. É ouvir a música própria do idioma, única e irrepetível como uma impressão digital.


    Ora, neste momento em que políticos estúpidos e professores charlatães em busca de publicidade querem impor-nos mais uma reforma "ortográfica", é hora de lhes dizer um veemente "NÃO".


    Não, seus estúpidos, vocês não têm delegação para mexer sequer num jota da língua "em que Camões chorou, no exílio amargo, o gênio sem ventura e o amor sem brilho".


    Desobedecer ao monstrengo que pode ser em breve parido em nosso Senado é dever moral. A coisa, para quem não sabe, já tem mais de 100 mil assinaturas colhidas, sabe Deus como.


    É hora de reunir todas as pessoas de bem com conhecimento de causa e que entendem o presente momento anticivilizacional — limítrofe, ostensivamente tirânico. Momento em que os políticos, não satisfeitos com o butim do erário público pelo qual lesam a nação, querem tirar dela até o idioma, servindo-se para tanto de idiotas úteis em busca de glórias mesquinhas e, provavelmente, também do vil metal.


    Ainda existimos em português. Não deixemos essa gente ordinária destruir o que não lhe pertence.


    Editores, escritores, jornalistas e professores, organizem-se! Realizem colóquios com pessoas especializadas, de notório saber, para pulverizar com argumentos irrefutáveis mais esta palhaçada perpetrada por quem não tem o menor senso cívico. Não fiquem com o rabo comodamente refestelado em seus locais de trabalho, em suas casas.


    Independentemente de simpatias ou antipatias políticas, da preferência por este ou aquele gramático sério, mexam-se enquanto é tempo.



    Ou vamos perder a luta sem mover um dedo.

    Contra Impugnantes

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