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Tema: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

  1. #1
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    Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    O FIM DO ULTRAMAR PORTUGUÊS: ERRO E TRAIÇÃO (pelo General Kaúlza de Arriaga)

    Abril de 1994

    A DESCOLONIZAÇÃO

    SÍNTESE

    A chamada descolonização do Ultramar Português, realizada logo após o "25 de Abril", foi, na sua essência, um erro, diria um erro maior, e , no relativo à Pátria Portuguesa, que era, e às populações portuguesas metropolitanas e ultramarinas, que o eram, uma traição, diria, uma alta traição.

    I. O ERRO

    O erro maior, resulta de duas realidades que, na ocasião, dominavam a conjuntura – o grau de desenvolvimento das populações ultramarinas e a situação internacional.

    As Populações
    A primeira realidade contém a verdade, verdade importante, das populações ultramarinas da época, não só não terem o menor sentimento nacional próprio, mas apenas sentimentos fortemente tribais, como terem por única ligação consistente, entre si, a sua qualidade portuguesa.

    Também, nesta realidade, se contém outra verdade, esta certamente decisiva. As mesmas populações usufruíam de um esforço imenso que se fazia, nos anos 60 e começo dos anos 70, no sentido da sua promoção em geral e especialmente nos planos da educação, civismo, saúde, nível de vida e desempenho de cargos políticos, este sempre que a qualidade o aconselhava. Mas, mesmo assim, essas populações não possuíam, ainda, características que lhes permitissem autodeterminações minimamente autênticas e governações, se disso fosse o caso, minimamente capazes. As autodeterminações seriam forçosamente uma obtusidade e, no caso das independências, estas seriam fatalmente o caos.

    Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma trágica. Aqui há que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, propagandeie o contrário, que se mais cedo tivesse sido feita a descolonização, mais generalizado e profundo teria sido o caos.

    Dentro de cerca de três décadas, a partir de 1960, isto é, nos anos 90, e se continuasse o esforço de promoção referido, talvez, sim, as populações, principalmente as de Angola e Moçambique, tivessem atingido um grau de desenvolvimento permissivo de autodeterminações autênticas no bastante e de governações, se fosse esse o caso, suficientemente capazes.

    A não consideração das verdades acabadas de expôr foi o erro.

    A Situação Internacional
    A segunda realidade dizia respeito à situação internacional então vivida, mas vivida intensamente. Era a confrontação Leste-Oeste no seu auge, que, na estratégia indirecta da URSS e durante algum tempo também da China Continental, continha, como grande objectivo, a conquista do controle da África Austral, fonte importantíssima de minérios essenciais à vida normal do Ocidente e ao seu esforço militar, e base de possíveis intervenções no fluxo do petróleo, não menos essencial, que vindo do Golfo Pérsico, abastecia a Europa e mesmo os EUA. Esse controle era, até então e na ocasião, exercido pelo Ocidente, através de Portugal - Angola e Moçambique - , da República da África do Sul e da Rodésia.

    Nesse sentido da conquista do controle da África Austral e independentemente de um curto período em que os EUA - administração Kennedy - paternizaram uma infeliz intervenção no Noroeste de Angola, a URSS e a China Continental transformaram, em seus tele-satélites, os países fronteiriços a Norte da África Austral, os, hoje, Congo, Zaire, Zâmbia e Tanzânia. E, a partir destes países, lançaram-se na promoção, apoio e condução de ofensivas subversivas em Angola e Moçambique, com a finalidade de atacarem a África do Sul e o que, hoje, é a Namíbia, e conseguirem o seu objectivo anti-ocidental – o referido controle da África Austral.

    Deste modo, qualquer autodeterminação ou independência de Angola ou Moçambique teria, como consequência imediata e inexorável, o seu domínio pela URSS e pela China Continental.

    Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma dramática em relação à URSS, dada a desistência da China Continental. Aqui, há, igualmente, que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, apregoe o contrário, que se mais cedo tivesse sido a descolonização, mais depressa se teria verificado esse domínio de Angola e Moçambique pela URSS.

    Dever-se-ia, em Angola e Moçambique, aproveitando e reforçando a paralização da guerra, verificada por impossibilidade do MPLA e da FRELIMO, isto é, o sucesso português em termos de contra-subversão, ter esperado pelo fim da URSS, o que teve lugar em 1991 e que era, mais década menos década, previsível, como eu próprio o previ, em conferência pública, proferida em 1966, no então Secretariado Nacional de Informação. E ter esperado, também, pela desistência da China Continental, o que teve lugar mais cedo.

    A não consideração da realidade acabada de expôr foi mesmo erro maior.

    II. A TRAIÇÃO

    A Pátria é uma entidade estrutural, mais espiritual do que física, indiscutível e perene, e que se sobrepõe às diversas e sucessivas situações conjunturais nacionais que se vão vivendo.

    E há Pátrias com vocação para gerarem outras Pátrias. É o caso de Portugal. Porém, isso só, exclusivamente, quando as Pátrias em gestação tenham já possibilidades factuais de realmente o serem, quer no relativo a sentimentos nacionais, quer no relativo ao seu desenvolvimento e quer no relativo ao seu enquadramento político internacional. E isso, também, só, exclusivamente, quando as populações da Pátria mãe, na execução da sua vocação, e as populações das Pátrias em gestação, o expressarem conscientemente, maioritariamente e empenhadamente.

    Sempre que alguém pretenda afectar a estrutura da Pátria, no seu espírito ou no seu âmbito físico, sem que as populações interessadas se tenham expressado, como se disse, em consciência, maioritáriamente e com empenho, esse alguém está a praticar ou a tentar praticar um acto de traição ou de alta traição.

    No caso do Conjunto Português, vigente em 1974, além de se não verificarem, como já se considerou, as condições citadas relativas a sentimentos nacionais próprios, ao desenvolvimento e ao enquadramento político internacional, as populações não expressaram minimamente qualquer desejo de que se formassem novas Pátrias. Isto, no referente às populações metropolitanas, com excepção de alguns, muito poucos: medíocres em demasia, ou cegos pelo ódio político; ou, ainda, servidores de interesses estrangeiros. E, no referente às populações ultramarinas, com excepção talvez em parte das da Guiné e de algumas pequenas parcelas de etnias de Angola e Moçambique, cujo "habitat" se situava de um e de outro lado das fronteiras com países tele-satélites da URSS e da China Continental, onde eram sujeitas a intensas lavagens cerebrais, verdadeiras intoxicações políticas. Assim, a esmagadora maioria das populações interessadas considerava-se bem, muito bem, na sua condição portuguesa.

    E a descolonização em causa, efectivada, traiu a Pátria Portuguesa e traiu aquelas populações. A descolonização foi, pois, uma traição. O grau de traição elevou-se quando essa descolonização apenas consistiu na entrega, que se lhe sabia inerente e, deste modo, premeditada, dos territórios em causa à URSS. A descolonização foi mesmo alta traição.

    III. OS ANOS 90

    Se o "25 de Abril" não tivesse feito desaparecer os estadistas do Poder em Portugal, não teria tido lugar a descolonização efectivada e ter-se-ia esperado pelos Anos 90, nos quais se poderia oferecer a autodeterminação às populações de Angola e Moçambique, com a certeza de que, se tivesse continuado o esforço de sua promoção exercido nos anos 60 e começo dos anos 70, estas saberiam tomar as opções certas e de que não haveria intervenção alguma da URSS e da China Continental.

    Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe poderiam ser Regiões Autónomas Portuguesas, segundo o modelo da Madeira e dos Açores.

    Idêntica solução talvez fosse de encarar para Timor e Macau.

    Kaúlza de Arriaga
    "Tudo lhes pertence e nos cabe, porque a Pátria não se escolhe, acontece. Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la. Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela. A Pátria não é um estribo. A Pátria não é um acidente. A Pátria não é uma ocasião. A Pátria não é um estorvo. A Pátria não é um peso. A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber."Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal

  2. #2
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    Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    Aqui deixo duas imagens uma do SPN e outra de um livro coordenado por Manuel Pinto. Ambas as imagens ilustram o Império ao qual Portugal tinha direitos históricos, e sobre o qual exercia a sua missão civilizadora e acima de tudo, evangelizadora. Ambas as imagens demonstram os territórios perdidos numa vil traição ao País no seu todo pluri-continetal, visto que os territórios em África, Oceânia e Ásia eram tão portugueses como o Alentejo, Minho ou Algarve.





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    "Tudo lhes pertence e nos cabe, porque a Pátria não se escolhe, acontece. Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la. Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela. A Pátria não é um estribo. A Pátria não é um acidente. A Pátria não é uma ocasião. A Pátria não é um estorvo. A Pátria não é um peso. A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber."Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal

  3. #3
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    Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    Um País devotamente católico que tem a benção de ser agraciado com a aparição de Nossa Senhora, vê do Vaticano, um autentico acto de traição, quando Paulo Vi, recebe os terroristas, responsáveis pela chacina de europeus, africanos, de cristãos, e líderes pretensos de um movimento de autonomia, que nada mais era que um jogo por parte da URSS e da China Continental na sua disputa por áreas de influência, contra os E.U.A.
    A mágoa e o pesar devem ser muitos, quando o vigário de cristo se junta aqueles que querem destruir uma nação inteira.


    [IMG]file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg[/IMG][IMG]file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot-1.jpg[/IMG]
    "Tudo lhes pertence e nos cabe, porque a Pátria não se escolhe, acontece. Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la. Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela. A Pátria não é um estribo. A Pátria não é um acidente. A Pátria não é uma ocasião. A Pátria não é um estorvo. A Pátria não é um peso. A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber."Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal

  4. #4
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    Re: Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    .
    Última edición por ReynoDeGranada; 15/07/2016 a las 20:06 Razón: Repetido
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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  5. #5
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    Re: Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    Guerras portuguesas en África, traición globalista

    JULY 3, 2016 BY DISIDENCIA1 COMMENT
    Vuelven a sonar en Sudáfrica voces racialmente discordantes a costa del rugby. Es algo recurrente en Zumalandia. Hay que poner cuotas raciales en el deporte, pero sólo si hay pocos negros. Si hay pocos blancos como en el fútbol, no es un problema.
    Más aún, si es sólo en rugby que es el deporte favorito desde siempre en la comunidad afrikaner, mejor. Anti boer y anti blancas las voces.
    El gobierno vuelve a mostrar al público el intolerable racismo y opresiva opresión de que los afrikaner de 1,90 y 100kg de peso sean casualmente de los mejores jugadores del mundo y les guste jugar a ello y desde pequeños estén con un balón ovalado en las manos, los pies descalzos y sangre en las narices.
    Cecil Rhodes, pisando el Cabo y el CairoSi te llama la atención, que lo hace, lees sobre Sudáfrica. Al leer cosas sobre Sudáfrica, lees sobre Rodhesia. Rodhesia para el que lo desconozca es el antiguo nombre de Zimbabwe, que se llamó así por Cecil Rhodes, el hombre más poderoso de África y que puso muy fácil el juego de palabras Rodhes Colossus
    Y si lees sobre Rodhesia, aparece Mozambique y Angola. Y de ahí a Cabo Verde y Guinea Bissau no hay nada.
    Se acaba uno metiendo en las guerras de independencia portu-africanas y uno recuerda las guerras de independencia del Imperio Francés también que hace unas semanas nos traía Ruslan al foro cuando nos hablaba sobre la Organisation de l’Armée Secrète, el famoso OAS
    En todas las guerras portuguesas se lee abiertamente sobre participación soviética y china, formando parte de las proxie wars de la Guerra Fría.
    Esto es parte de la historiografía oficial mainstream que enseña como las potencias socialistas ayudaron a los africanos a independizarse de las potencias occidentales.
    La palabra es Descolonización
    Las independencias africanas por una parte fueron un error terrible y por otra…hay una verdad incompleta.
    La realidad es otra. No completa, nunca la conoceremos del todo, pero también visible. De ella no se habla. No se esconde pero no se propaga como versión oficial. La otra parte de la verdad, es la siguiente.
    Portugal tenía varios territorios en África desde hacía siglos, casi 500 años. Desde la Edad de las Exploraciones, los portugueses fueron construyendo bases en África, Indochina, Arabia, India o China y por supuesto, la joya de la corona de la dinastía Braganza; Brasil.


    Máxima expansión portuguesa durante distintas épocas



    Cada uno por su lado


    Nos situamos en la segunda mitad del siglo XX…Portugal gracias a una sabia política histórica de alianzas, lealtades y discreción, aún tiene el África que sale en ese mapa marcado en rojo, y la ciudad de Macao en China y el territorio de Goa en la India.
    En 1961 la India sitia Goa con decenas de miles de hombres, aviones y barcos. Los 3000 soldados portugueses que se encuentran en la zona disparan 3 tiros y su gobernador hace caso omiso a las irreales y crueles órdenes del dictador portugués Antonio de Oliveira Salazar; matar o morir.
    La guarnición se rinde y sólo mueren unas decenas de personas. Como pérdidas materiales, un barco.
    Portugal era un país minúsculo a más de un continente y dos océanos de distancia. No se podía hacer nada, fue una pérdida pero no una deshonra. 450 años de dominio portugués se pierden ante una India unificada gracias indirectamente a los ingleses, de haber seguido la misma India dividida en micro estados con un rajá cazatigres al frente de cada uno, quizá aún veríamos la bandera Portuguesa en el Mar de Arabia.
    Macao se entregó en 1999. La misma historia. ¿Pretende alguien que Portugal resista y venza a China? Evidentemente no.
    La entrega de Macao había sido negociada desde tiempo atrás, sabia decisión, y nunca vimos algo como lo que pasó en Goa.

    África

    ¿Badass? Yo inventé esa palabra En África se estaban dando una serie de revueltas contra los poderes europeos desde el fin de la Segunda Guerra Mundial.
    El Imperio Británico dejaba de existir autojustificándose por boca de Harold MacMillan en Sudáfrica con aquel discurso de los winds of change y el francés se atacaba a sí mismo ganando las guerras en los campos de batalla y perdiendo las colonias en la mesa de negociaciones. Vivir para ver, Francia, que siempre había conseguido lo contrario; recibir palizas por tierra, mar y aire pero sabiendo vencer en la guerra diplomática y cultural.
    El último poder colonial (no lo era en sentido estricto, luego lo veremos) que quedaba en África era el de ese pequeño país de Iberia que fascina a los chinos al buscar información sobre los motivos que impulsan a España a no invadirlo y anexarlo para siempre; Portugal
    La ONU había dicho en 1960 que África y todos los sitios que no fueran Europa, había de ser descolonizada y proclamó comités, comisiones y demás artefactos burocráticos al respecto que incluso pasaron por Canarias donde unos alucinados hippies marxista-leninistas financiados por la URSS vía Argelia intentaron convencer que la malvada metrópoli castellana tenía sometidos a los demás pueblos que formaban la entidad política del Reino de España.
    Portugal tenía otra opinión y fue uno de los paises que no votó en contra de esa resolución de la ONU, pero sí se absutuvo. Sólo Portugal y 8 paises más lo hicieron así. Ellos no poseían colonias al estilo europeo decimonónico. Ellos tenían provincias de ultramar (que incluso se llamaron estados, como el Estado de Angola), desde hacía siglos.
    ¿Pobres? Sí.
    ¿No demasiado eficientemente gobernadas? También. Como el propio Portugal.
    Nada de apartheids ni segregación racial, eso es cosa de anglosajones.
    En esa misma década, empezaban las guerras regadas de generosos rublos, asesoría moscovita o china y en su fase final, hasta pilotos entrenados en Moscú.
    Los resultados fueron los habituales en los que la tribal África ha luchado contra Europa; los contrarios a los que pueblos infatigables y fanáticos en su resistencia como afganos o vietnamitas están acostumbrados

    • Angola; guerra ganada por Portugal
    • Cabo Verde; nunca hubo guerra
    • Guinea Bissau; guerra siendo ganada por Portugal
    • Mozambique; guerra ganada por Portugal.
    • Santo Tomé y Príncipe; nunca hubo guerra

    Guerras ganadas o en proceso gracias entre otras cosas a Portugal aprendiendo a marchas forzadas a pelear con éxito en sabanas, selvas y pantanos.
    Por tierra, mar y aire contra unas guerrillas mejor pertrechadas en algunos casos que el Vietcong.
    Hay que mencionar la lealtad a Portugal de muchos africanos que brindaron un tremendo apoyo local contra la insurgencia teledirigida por Moscú. No faltaron oficiales negros en el ejército portugués ni brutales represalias contra los nativos que una vez evacuados los últimos portugueses, se negaron a prestar fidelidad a las nuevas autoridades.
    Miles de guineanos murieron fusilados gracias a la cobardía de los progresistas militares portugueses que de repente cogieron miedo a la guerra y rindieron territorios lusos de cientos de años de antigüedad y los dejaron en manos de unos insurgentes oportunistas, inútiles, crueles hasta el punto de la maldad y casi siempre cobardes aventureros a los que probablemente se puedan aplicar las mismas crudas palabras que dedicó el Che Guevara a los guerrilleros zaireños.
    Portugal pese a todos sus límites, acabó venciendo una y otra vez con todo en su contra.
    Pero la guerra era muy costosa, Revolución de los Claveles en 1974 en Portugal, época hippy, antimilitarismo, hastío bélico, muchos muertos, etc, etc
    Otra vez los winds of change
    El nuevo gobierno portugués surgido de derrocar al dictador Caetano (sucesor de Salazar en 1970) se reune con todos los guerrilleros a sueldo de Moscú y les da la independencia para que hagan con sus vidas lo que quieran.
    Santo Tomé y Príncipe también aunque no hubiera dicho una palabra más alta que otra nadie.
    Cabo Verde incluido pese a que cuando Portugal ocupó esas islas siglos atrás…estaban desiertas.
    No importa.
    También colonias.
    Se acabó la opresión.

    Versión Oficial ¿suficiente además de necesaria?

    ¿Dónde está la gracia de todo esto?
    En estas cosas.
    Conference of Nationalist Organizations of the Portuguese Colonies

    Una historia de lo más curiosa.
    Una organización-conferencia-lugar de reunión en la que los independentistas-tercermundistas ciegos de oro de Moscú se reunían comoda y alegremente en Casablanca, Marruecos para hablar de como actuar en conjunto contra Portugal.
    La versión oficial de rojos contra colonialistas que impregna toda la retórica de la Descolonización como heróica lucha de resistencia indigenista y nacionalista (algo tabú si lo hacen los europeos porque entonces es racismo y xenofobia) empieza a tambalearse aquí.
    ¿Cómo es posible que en un país tan bien avenido con el Imperio Británicoprimero y luego bajo la autoritaria amistad de Washington, se reunieran todas estas gentes para conspirar y actuar contra los intereses de un país amigo y aliado del Reino Unido o España?
    Imperio Británico, aliado histórico de Portugal desde tiempos medievales.
    En aquellas épocas otros territorios africanos más filo-soviéticos hubieran sido idóneos. ¿Qué motivos tenía Marruecos para permitir estas reuniones?
    Los USA eran uno de los paises que se abstuvieron en aquella votación en la que se instaba a descolonizar África.
    ¿No mantenían los USA entonces una postura de neutralidad, estando ni a favor ni en contra de las independencias de África dado que se abstuvieron en la votación sobre si descolonización sí o no?
    ¿Fue un acuerdo USA-URSS el desmantelamiento de los imperios europeos en las conferencias de Yalta, Teherán o Postdam con Churchill ejerciendo de pasmarote impotente?
    Spengler apostaba tiempo antes por la pérdida del poder concentrado en Europa hacia el exterior de manera centrífuga. Acertó.
    En efecto, mientras Portugal era un estado miembro de la OTAN, los Estados Unidos de América y otros paises occidentales se dedicaron a financiar a las guerrillas anti-portuguesas no marxistas como el Frente de Liberación Nacional de Angola o los famosos UNITA
    ¿Era de verdad inevitable lo que sucedió con el África portuguesa?
    El oficialismo afirma gracias a alguna extraña cualidad predictiva que poseen y que no nos cuentan, que los africanos se habrían independizado de todas maneras.
    Es tentador llegar a creérselo en el caso de colonialismos efímeros de escasa penetración cultural, religiosa y civilizatoria como el británico, el italiano o el francés. ¿Pero el portugués?
    Los portugueses tenían cientos de años de presencia ininterrumpida en África. Hay que esperar a que Moscú invierta muchísimo dinero y esfuerzo, Washington mire para otro lado (o para el mismo lado que Moscú, de eso va este post) para que una insurgencia comience a actuar y ni siquiera en todas las posesiones portuguesas.
    El resultado de estos esfuerzos soviéticos y del laisseiz-faire laissez-passeramericano es que los rebeldes a sueldo del Kremlin pierdan contra los lusos en su propio terreno.
    ¿Por qué entonces ese destino del que era imposible de escapar?
    ¿Dónde está la inevitabilidad?


    ¿La retirada portuguesa fue algo bueno? ¿Lo mejor que se podía hacer?

    Tampoco.
    Sí, seguro que hubo injusticias o cosas que se pudieron hacer mejor. Lo que se hizo para resolverlas, lo que se supone que fue lo bueno, no solucionó nada

    • En 1974 Portugal tiene la guerra ganada en Angola y Mozambique. En Guinea la cosa está más complicada pero en reversión porque la doctrina fue africanizar la guerra y empezar a usar compañías indígenas identificadas con Portugal y su proyecto africano.
    • En Cabo Verde y Santo Tomé y Príncipe no hay guerra ni insurgencia.
    • En 1974 la fuente de riqueza portuguesa es la explotación de las colonias, los colonizados estaban empezando a subir su nivel de vida también.
    • En 1974 Portugal tiene una de las reservas de oro más importantes del planeta. Tanto por habitante como en números absolutos.
    • En 1974 Portugal tiene una deuda externa ridícula

    En 1974 todo esto lo cambian una serie de militares portugueses vinculados a la social democracia o incluso al marxismo puro y duro.
    Las descolonizaciones británicas, francesas y holandesas consistieron en cambiar el collar al mismo perro.
    Las empresas y familias poderosas de las antiguas metrópolis continuaron siendo las explotadoras incansables de los minerales, maderas y recursos energéticos de África y Asia y al contrario que en la época abiertamente colonial, las riquezas de la colonia no revierten en lo más mínimo en el colonizado. Hagamos la excepción de la generosa contribución a las arcas del cacique local por parte de las petroleras, mineras, agropecuarias, alimentarias y madereras que todos conocemos. ¿Nombres? British Petroleum, Shell Oil, De Beers, Areva, etc, etc
    Lo que las potencias europeas perdieron en territorios, lo ganaron, y con creces, sus conglomerados y oligopolios empresariales privados, estatales o mixtos
    Con Portugal esto también fue diferente.
    Hoy día Portugal no tiene esas reservas de oro. Guinea Bissau es el paraiso de las rutas del narcotráfico y un país miserable. Angola está siendo esquilmada por China y otras potencias tras una guerra civil de décadas. Cabo Verde es una nación que vive de la ONU y las remesas del exterior y Mozambique…pues, eso. Mozambique.
    Al mismo tiempo, la posición y el nivel de vida Portugués relativo al resto del mundo no ha cambiado; los portugueses siguen emigrando pero ahora tienen una deuda grandísima y el país está lleno de inmigrantes de bajísima productividad y altísima conflictividad.
    Cada vez se hace más complicada la ocasión de ver a un portugués en el centro de la muy centenaria y hermosa capital lusa, Lisboa.
    Es cierto que París, Londres o Amsterdam no escapan de sufrir un aporte demográfico foráneo cada vez más numeroso y por tanto más peligroso. La diferencia es la pobreza portuguesa respecto de la opulencia gala, británica o neerlandesa.
    Pobreza que ha llevado a que sucedan cosas como ésta, contada por la muy poco sospechosa de ultraderechismo, racismo o xenofobia publicación Politico
    Portugal is becoming an Angolan financial colony

    Las familias poderosas de Angola con el dinero que obtienen de las multinacionales y del gobierno chino, compran Portugal.
    No se puede saber a quién le interesaba el progresivo empobrecimiento de Portugal
    Podemos ver que privándoles de acceso a los recursos naturales de África, hay un cierto número de empresas y entidades con nombre y apellidos que se fueron haciendo con el control económico de sus antiguos territorios ultramarinos
    De lo que sí se puede estar seguro es de que a los portugueses, no.
    Portugal peleó hasta el final.
    Son un pueblo guerrero, han mantenido su independencia contra un vecino poderosísimo como fueron los reinos españoles medievales y contra el ya el Imperio Español en la Edad Moderna.
    Si Portugal en la segunda mitad del siglo XX era un país pobre, modesto y pequeño, en esas guerras fue un gigante poderoso.
    Portugal vencía con su carestía de medios en tres Vietnams a la vez.
    Sólo la traición interna pudo con ellos.
    Às armas, às armas!
    Sobre a terra, sobre o mar,
    Às armas, às armas!
    Pela Pátria lutar!
    Contra os canhões, marchar, marchar!
    Himno de Portugal

    Guerras portuguesas en África, traición globalista | Disidencia
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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  6. #6
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português



    ¿Descolonización en África? Sólo para España y Portugal

    Por
    Antonio Moreno Ruiz -

    26 agosto, 20191
    219





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    Imagen: Teniente-Coronel Marcelino da Mata, gran patriota portugués de origen guineano y héroe de la Guerra de Ultramar.
    Cuando más y «mejor» se están viviendo los resultados de la -acaso mal- llamada descolonización de África en forma de inmigración masiva en el siglo XXI, vale la pena hacer una reflexión sobre el África que estuvo bajo gobernación portuguesa y española y cómo la pérdida y el alejamiento de estos territorios fueron por y para el beneficio de las potencias que siempre quieren vernos muertos. Como herederos que somos de la cultura romana, preguntémonos cui bono, esto es, a quién beneficia todo esto.
    Sidi Ifni y el Sáhara Occidental, ocupados bajo la bota marroquí, no sólo están anulados políticamente –que por supuesto, sino que sus recursos naturales están saliendo por no deben; siendo que Marruecos es aliado tradicional de Estados Unidos.
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    Guinea Ecuatorial y Angola, luego de independizarse respectivamente de España y Portugal, entraron en la órbita francoafricana. “Casualmente”, ambos países tienen petróleo. El exportugués Mozambique, en cambio, se fue para la Commonwealth; y es que no en vano ya era objetivo británico a principios del siglo XX.
    Como hace notar el historiador Francisco Núñez del Arco en su libro “Quito fue España (historia del realismo criollo)”, el imperio británico aún tiene más de treinta enclaves coloniales, válgannos Gibraltar y las Malvinas, entre otros. Holanda y Estados Unidos mantienen sus colonias tropicales. Francia también; y no sólo, sino que el ejército francés está en todos los fregados que se producen en África. Esa fue su “descolonización”… ¿Se imaginan ustedes si los regulares o los legionarios interviniesen en Marruecos o en Guinea Ecuatorial, el escándalo que se armaría? Pues Francia lo hace en Costa de Marfil, Mali y donde se le ponga por delante y nuestros rojipis –y quienes los subvencionan- sin embargo, nos siguen poniendo de ejemplo al país galo para todo. ¡Nunca el imperialismo hispanófobo tuvo tantos y tan baratos esbirros!
    Había que echar a como diera lugar a España y Portugal de África, y así ha sido; aun cuando el hombre ibérico, tierra de frontera, conoce más y mejor este continente y hubiera aportado mucho a su estabilidad y desarrollo, como estaba ocurriendo en el siglo XX. Sin embargo, fuera; mientras que Francia, Gran Bretaña, Estados Unidos y hasta Holanda siguen en sus ultramarinos asuntos sin que nadie les tosa.
    Así las cosas, sigamos peleándonos entre nosotros para que otros sean los que recojan los beneficios. Claro que también nos queda la opción de concretar proyectos jurídicos, económicos y políticos para afirmarnos como nosotros mismos en nuestra koiné ante la globalización. Será cuestión de elegir.


    https://espanolesdecuba.info/descolo...na-y-portugal/




    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (1)

    by jaime • 19/11/2011 • Comments Offon “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (1)
    <Redenção>
    Goa Bela!
    Olha os Gates em chama!
    Olha a crista revolta
    que se inflama!
    Andam tigres à solta
    nos bosques de Bengala.
    É a Índia que te fala!
    É a India que te chama!

    Adeodato Barreto, 1932
    (“¡Goa Bella!
    ¿No ves los Montes Gats en llamas?
    ¿No ves inflamarse la cumbre rebelde?
    Acechan en libertad los tigres
    Por los bosques de Bengala
    ¡La India está hablándote!
    ¡La India está llamándote!”)
    En 1968 me encontraba en Puerto La Cruz, Venezuela. Se trata de una ciudad turística de hermosas playas e inigualables puestas de sol entre pequeñas islas costeras. En aquellos años contaba con unos 60.000 habitantes. No era todavía el Benidorm tropical, devorador de limítrofes pedanías, donde, entre puertos deportivos, pistoleros y rascacielos, se hacinan hoy más de 500.000 personas. Residía yo entonces en un “campamento”, situado en primera línea de playa, al este de la Bahía de Guaraguao, propiedad de Mene Grande, filial venezolana de la Gulf Oil Company. Un gibraltar de confort en medio del aluvión humano de la refinería y el puerto petrolero adyacentes que eran imán para medio mundo: hindúes de Trinidad, holandeses de Curazao, exiliados vascos, venezolanos del delta del Orinoco… Tras verjas disimuladas por exhuberantes enredaderas, entre cuidados céspedes y simétricas arboledas, se extendían los chalets de los empleados de la Gulf, la residencia para visitantes, una escuela norteamericana, el “Country Club“, piscina, playa privada, embarcadero, instalaciones deportivas, equipos de generación eléctrica, etc.
    La residencia de invitados, consistía en un largo bungalow de aposentos adosados a los cuales se accedía por una gran veranda común. Cada pareja de aposentos compartía un refrigerador colocado al exterior entre sus puertas. Mi afición a los jugos de fruta de la marca “Carabobo” data de aquella época y la parte de nevera que me correspondía estaba casi siempre repleta de latas, sobre todo de jugo de guanábana, mi favorito. Un buen día encontré a mi vecino, un portugués, bebiéndose la zumoteca. Había creído que era gentileza de la compañía y al comprender su error, se disculpó, invitándome a un trago de desagravio en el bar del “Country“. Fué así como conocí a Zé Ferreiras.

    Zé Ferreiras era azoriano pero hacía años que trabajaba como capataz para la filial de Gulf en Cabinda, un enclave de 7.823 km2entre los dos Congos, antiguo protectorado que fué integrado en la colonia portuguesa de Angola. En 1966 CABGOC (Cabinda Gulf Oil Company) descubrió en aguas de Cabinda uno de los mayores campos petrolíferos del mundo, en explotación desde 1968. A fin de disponer de personal que comenzase a capacitar a los trabajadores africanos CABGOC envió a las instalaciones de Gulf en Puerto La Cruz y Maracaibo a un grupo de técnicos portugueses para formarlos en la gestión de instalaciones portuarias y plataformas de producción. Los cuatro técnicos del grupo -Fraga, Maceira, Donovan, con Zé al frente- eran mis vecinos de bungalow. No tardamos en hacernos amigos y comenzamos a compartir los ratos libres.

    Sólo yo llamaba “Zé” -fué voluntad suya- a José Ferreiras pues sus subordinados se dirigían siempre a él, respetuosamente, como “Senhor Ferreiras“. Era más que cuarentón y de alguna corpulencia pero musculoso y envuelto en una ceremoniosidad portuguesa que enmascaraba su autoritarismo y un punto de ruda tosquedad. Ninguno de los otros tres empleados de CABGOC alcanzaba la treintena.

    Fraga era de corta estatura, moreno y velludo. Venía de Trás-os-Montes y su mayor orgullo era haber sido chófer de Madalena Iglésias, una cantante melódica que alegraba con sus intervenciones los festivales de Benidorm, de la Canción del Mediterráneo o el Hispano-Portugués de Aranda de Duero. Lisboeta de Santa Catarina, Madalena compitió en Eurovisión en 1966 representando a su país con la canción “Ele e Ela“. Fué popular en España, por su buena voz, bilingüismo y parecido físico con Soraya de Persia. Desde San Cugat del Vallés, donde vive actualmente, ha soliviantado a los guardianes de las esencias al afirmar: “debo mi carrera en el Extranjero a los españoles, mal que le pese a nuestro patriotismo“. Fraga debió renunciar a conducir a su idolatrada cantante por los estrechos senderos peninsulares de la fama para irse a servir a la patria en Angola. Prefiriendo ser “comando” antes que “recluta”, se enroló en los grupos de operaciones especiales. Cuando le tocó licenciarse optó por permanecer en Luanda, donde fué contratado por la CABGOC. Simpático y extrovertido, las tensas jornadas desactivando minas a punta de bayoneta en los senderos de la selva, o sorteando emboscadas entre matorrales de capim no parecían haber hecho mella en su recio vitalismo de campesino transmontano.

    Maceira era un muchacho de ojos claros, rubianco y espigado, siempre impecablemente vestido. Angolano de tercera generación había nacido en Lobito, una hermosa villa portuaria 734 km al sur de Luanda. Era la ciudad más cosmopolita, mestiza y rica de la colonia, lugar preferido por los portugueses adinerados para establecerse o mantener una segunda casa en el refinado barrio residencial de Restelo o en la animada zona de playa y vida nocturna de Restinga. Salida natural para los minerales de Katanga y una serie de materias primas locales no menos vitales para la economía occidental, la ciudad estaba suficientemente guarnecida como para que la guerrilla no osara alterar el discurrir complaciente de sus días. Maceira era el único hijo de una familia influyente. Se desenvolvía en inglés pero no quiso emprender estudios superiores. Hablaba lo justo –en lo cual hacía muy bien– y no se esforzaba por ocultar su elitismo. Tras cumplir el servicio militar en un cómodo puesto administrativo su familia le ayudó a conseguir trabajo en CABGOC, en una idílica Cabinda cuyas infraestructuras petrolíferas protegían los norteamericanos. En una conversación privada con el que fuera Vice-Presidente de Exploración de la Gulf Oil Company, Hollis D. Hedberg, recién llegado de Lisboa tras revisar los términos de las concesiones de su compañía, el insigne geólogo y profesor de Princeton comentaba, entre la admiración y la incredulidad, el singular empecinamiento de las autoridades portuguesas en que se considerase a Cabinda tan lusitana como Aveiro. También él había sucumbido, como el protagonista de un curioso filme de propaganda salazarista, ante el “Hechizo del Imperio” (António Lopes Ribeiro, 1940).

    Aunque Patrick Donovan Fernandes había nacido en Goa, la joya del Estado Portugués de la India, emigró con sus padres a Lourenço Marques, capital de Mozambique, con doce años de edad. Desde 1955 las posesiones lusas sufrían el bloqueo de la Unión India y los comerciantes goeses se vieron obligados a sustituir a Bombay, el tradicional centro de negocios, por la metropoli y, sobre todo, por Angola y Mozambique. La ocupación india de Goa, Damão y Diu en 1961 puso fin abruptamente a casi quinientos años de historia portuguesa en la región. Donovan, parte de esa historia, era un joven atractivo y atezado, que mezclaba las facciones hindúes con unos grandes ojos verdes. Su madre era irlandesa, de ahí tal peculiaridad. De carácter independiente y nervioso, hablaba el inglés hindustánico con tanta soltura como el portugués y, aunque se esforzaba en disimularlo, era más culto que sus compañeros. Daba la impresión de hallarse incómodo en su trabajo, puede que por ocupar un puesto inferior a sus cualificaciones.

    De aquel grupo variopinto yo era el único que poseía vehículo propio: un jeep Toyota Land Cruiser modelo 1966, pesado y difícil de conducir, pero adecuado para mi trabajo de geólogo por su capacidad de bordear una ladera escarpada sin volcar. Pronto lo utilizamos para hacer excursiones los fines de semana o salir juntos por la noche. Solíamos ir a un club a cielo abierto donde los anestesiantes cubalibres, el olor a aceite anti-insectos y los espasmos de una adiposa bailarina peruana que saltaba picoteada por una nube de mosquitos, parecían recrear un intenso ritual precolombino. De haber visto aparecer una docena de pollos decapitados por el escenario nadie se hubiera cuestionado su pertenencia al ritual. Sin embargo, el pollo que apareció tenía demasiada cabeza: “O rei das noites de Angola“, un conocido de Maceira que pasaba por Puerto La Cruz y nos invitó a cenar por todo lo alto.

    O rei” controlaba una red de cabarets en varias ciudades lo cual, además de haberlo enriquecido, le había permitido establecer una red de contactos donde figuraban miembros de todas las facciones beligerantes en la guerra colonial de Angola. Aprovechando el pequeño mercado minero de diamantes del Brasil, estaba invirtiendo parte de su capital en gemas angolanas que compraba clandestinamente a bajo precio, introduciéndolas de contrabando en el gran país suramericano. Contaba con un par de geólogos brasileños que le ayudaban a “sembrar” los diamantes en zonas donde su aparición resultara plausible. Solía tratarse de terrenos sin valor que adquiría a precio irrisorio y vendía con enormes beneficios a quienes, tras una visita guíada, se convencían de su carácter “diamantífero”. También daba de alta minas brasileñas estériles en las que hacía constar una falsa producción que le permitía blanquear gemas angoleñas y exportarlas legalmente. Como dijo el ex-premier británico Tony Blair “el tráfico de diamantes africanos es una fea cicatriz en la conciencia del mundo“. Las reglas de “Transparencia en las Industrias Extractivas“, fruto de una iniciativa personal del líder laborista, reconocida e implementadas por la Unión Europea en todos sus programas de ayuda, podrían poner algún freno a este tipo de actividades. Lo que no podrán es quitarle la sonrisa de comadreja a personajes como “O rei das noites de Angola“.

    Había algo que me sorprendió en aquellos portugueses. Ya fuese “O rei das noites de Angola” o sus compatriotas de la CABGOC, todos hablaban maravillas de Angola pero ninguno quería regresar allí. Al menos con carácter permanente. Fraga, Maceira y Donovan, deslumbrados por Venezuela, intentaban quedarse en el país. Se vivía entonces una época de singular bonanza económica que ha quedado en la memoria de las gentes como “la Venezuela Saudita“. La calderilla, igual que en Suiza, eran monedas de plata de ley. El indio yanomami que limpiaba nuestro bungalow iba y venía por el campamento en un descomunal descapotable. Nuestros sueldos eran elevadísimos. Pero ni una ciudad dominada por las actividades de la Gulf Oil Company era el lugal idóneo para desertar de la compañía, ni Zé Ferreiras estaba dispuesto a permitírselo a sus empleados.

    Un buen día Donovan y yo discutíamos amistosamente en el bar de “Country Club“, ante un par de jarras de cerveza “Polar”. De repente, el goés adoptó tono sentencioso y dijo: “Mira, Jaime, tú piensas que en Portugal no hay racismo y estás completamente equivocado. Yo mismo, por ser hijo de padre hindú, he sido discriminado y he tenido que pagar muy caro mi color de piel“. Creíamos que los demás estaban distraídos rellenando sus quinielas para las carreras de caballos en la barra, mas no era así. Zé Ferreiras se acercó a nuestra mesa y tomando asiento, sin tan siquiera mirarme, dirigió a Donovan una advertencia que todo el bar pudo escuchar: “Mire, Donovan, no sé que clase de mentiras le está Vd. contando a este extranjero, pero yo no voy a consentirlas. Mientras yo esté aquí nadie va a difamar a Portugal, porque de sobra sabe Vd. que el racismo no existe en nuestro país. Y quiero recordarle que, aunque Vd. se encuentra en Venezuela, la Policia Internacional y de Defensa del Estado también actúa aquí, así que tome buena nota de ello, porque si yo le vuelvo a oír algo como lo que acaba de decir lo denunciaré en el acto a la PIDE“.

    Las inesperadas palabras de Zé me dejaron estupefacto. Sin embargo, apenas tres años antes, esa misma PIDE con la cual amenzaba a Donovan en Venezuela, había ejecutado en España al líder de la oposición revolucionaria al Estado Novo, el General Humberto Delgado, y a su fiel compañera Arajaryr Moreira de Campos en un páramo de Olivenza. Además, la PIDE había desvíado la atención hacia el régimen de Franco, sospechoso de estar involucrado en ambos crímenes, entre otras razones porque el “general sin miedo”, además de antifascista, parece haber sido uno de los impulsores del reivindicativo grupo “Amigos de Olivença”, que mantiene algún peso político en el país vecino.

    Tras la caída de la dictadura del general Pérez Jiménez, la ciudad de Caracas se había convertido en un santuario donde, en el seno de una considerable inmigración hispano-lusa, compartían sus efervescencias exiliados antifranquistas y militantes de la oposición portuguesa. Fué en Caracas donde, en 1961, estaban asentados el “Directorio Revolucionario Ibérico de Liberación” y el “Movimiento de Liberación de Portugal y sus Colonias“. Allí se gesto el rapto del trasatlántico portugués “Santa María”. No es de extrañar, por tanto, la existencia de células locales de la PIDE.

    Habiendo dejado de dirigirle la palabra a Zé mis relaciones con el grupo de portugueses se enfriaron. No sé cual fué la experiencia de racismo a la que quiso referirse Donovan. Tal vez a incidentes que tuvieron lugar en Mozambique. Tal vez al discreto “apartheid” que según cuenta Ravidra Kelecar –el último goés pro-India detenido por los portugueses y uno de los pocos hindúes de su generación que pudo asistir al Liceu Nacional Afonso de Albuquerque– “era fruto del recelo entre hinduistas y lusitanos“. No tuvo tiempo de explicarlo. Fué transferido a Maracaibo poco después y abandonó Puerto la Cruz sin despedirse. Cuando salí de Venezuela me cartée durante unos meses con Fraga, que no regresó a Cabinda e intentó emigrar a Puerto Rico. De los demás nunca volví a saber nada.



    (Figura 1).- Cartel de la película “Hechizo del Imperio“, filme de 1940 dirigido por António Lopes Ribeiro. Por encima de los planteamientos propagandísticos, el filme recoge lo que hay defascinación y encuentro en un imperio. Los imperios no fueron mejores ni peores que los hombres que los forjaron. España fue la única nación europea en la que un nutrido grupo de dominicos, encabezados por Francisco de Vitoria, cuestionó tempranamente la legitimidad de una conquista en lugar de intentar justificarla por motivos tradicionales. (La ilustración procede del archivo de la Fundaçao Mario Soares, en el apartado Fotografías Portugal Político).

    Creo haber sucumbido mucho antes que el profesor Hedberg al “Hechizo del Imperio“. Desde mi infancia en la República Dominicana sentí fascinación por Goa. Un misterioso matrimonio se encargó de alumbrar en mí el fuego de la India Portuguesa con la magia de un sólo encuentro. Ninguno de mis parientes o amigos de Santo Domingo recuerda a esas personas e insisten en que sólo son fruto de mi imaginación. Algunas veces llego a dudar de que hayan existido realmente. Pero, imaginarias o no, se alojaban en un pequeño apartamento del “Edificio González” donde vivíamos mi abuela y yo, en pleno barrio de Gázcue, entonces recoleto y hoy mezcla insoportable de quilombo y caravanserai. Cada día, al regreso del colegio, pasaba frente a la puerta del piso bajo donde residía el matrimonio. Aún no se conocía el aire acondicionado y era costumbre dejar las puertas entreabiertas para que corriese el aire. La apertura no dejaba ver el interior de la sombría vivienda del piso bajo pero sí una gigantesca piel de tigre dispuesta en diagonal sobre la pared del vestíbulo. Siempre que podía me detenía a contemplar aquel trofeo antes de subir al galope las escaleras que conducían a mi apartamento en el primer piso. Hasta que un día osé cruzar el umbral de aquella puerta para ver de cerca la piel del tigre. Cuando más enfrascado estaba examinándola una voz dijo a mis espaldas: “¿Te gusta, verdad?”. Era el inquilino del apartamento que, sin darme tiempo a reaccionar, descolgó la piel de la pared, empujándome delicadamente hasta el salón-dormitorio donde la extendió sobre una mesa de caoba. Su esposa, una mulata “marabú” de facciones finas y pelo lacio, tal vez hindú, se unió subrepticiamente a nosotros, como traída por la brisa del ventilador y, cual si fuesen conchas adivinatorias, dejó caer un puñado de objetos amarillentos sobre la piel diciendo: “Míralos bien, son los dientes del tigre, los colmillos de un <man-eater>, un <devorador de homens>, como dicen los portugueses. Lo mató mi esposo con un rifle Martini Henry en el bosque de Molem en 1946“.

    Ignoro por que razón pudo aparecer, al final de la Segunda Guerra Mundial, un dominicano cazando tigres en el Estado Portugués de la India. Y sesenta años después no deja de sorprenderme el que una mujer se haya permitido mostrar unas reliquias cinegéticas pertenecientes a su esposo, prestando voz femenina a una gesta viril y rompiendo con ello las absurdas pero estrictas convenciones machistas que aún rigen en la isla. No tuve más tiempo de tratar con aquel extraño matrimonio porque abandonaron el “Edificio González” para mudarse a una casa en construcción en la cercana calle Socorro Sánchez. Lo supe porque para ir a mi colegio debía pasar por la acera de la casa inacabada. Nunca ví a nadie dentro, pero en lo que parecía ser un salón, lleno sacos de cemento, estaba la piel de tigre colocada diagonalmente sobre una pared sin enjabelgar. Un buen día desapareció de allí. La casa jamás llegó a terminarse y en su lugar se alza hoy un “colmadón” que expende cerveza fría y atruena el vecindario con músicas pachangueras. Aunque he hecho indagaciones, los propietarios del local desconocen la historia del terreno donde están instalados y nadie parece saber nada de la piel del tigre.

    Pero el Estado de la India perdura en sus fantasmas. Ya sea el cazador dominicano o el eco del breve paso de algunos españoles por aquellas tierras. Don Juan de Borbón recibió en 1935 el título de “Príncipe de Asturias” cuando servía en la Armada Británica en Bombay. Virginia Cabral Fernandes (“Memórias Ultramarinas“, São João do Estoril, 1994), hija del Coronel José Ricardo Pereira Cabral –Gobernador-General de Goa durante ocho años– rememora la visita oficial de dos navíos británicos, en plena Guerra Mundial, al puerto de Mormugão. La recepción que se preparó a bordo para agasajar a los marinos tuvo lugar al atardecer para que las solteras privilegiadas de Goa pudiesen contemplar la espectacular puesta de sol desde la cubierta, en compañía de los gallardos oficiales. Entre ellos, de incógnito, se encontraba alistado Don Juan, que había terminado estudios de navegación y tiro. Unos diez años después pasaría por Pangim y Velha Goa D. Antonio Iturmendi Bañales, la persona que en Julio de 1969 habría de tomar juramento a su hijo, el Príncipe Juan Carlos, como sucesor del Jefe del Estado.


    FIN DE LA PRIMERA ENTREGA
    (CONTINUARÁ)

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (1)
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (2)

    by jaime • 22/11/2011 • Comments Offon “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (2)
    Abelha, e ovelha, e a penna de traz da orelha , e parte na Igreja , desejava para o seu filho , a velha
    (refrán, traducción libre: “bienes, cargos y beneficios eclesiales ambicionaba para su hijo la vieja”)
    Existen varios procedimientos para cazar tigres. El principesco consiste en hacer que el felino abandone su guarida, acosado por filas de batidores que retiñen címbalos, gritan, baten palmas, tocan tambores, y disparan espingardas con salvas, conduciéndolo hasta la emboscada donde aguarda el cazador que, desde la seguridad del lomo de un elefante, le disparará a placer. Ese fué, precisamente, el método elegido por Jawaharlal Nehru para ultimar al tigre portugués.Los batidores avanzados de Sri Pandit Jawaharlal Nehru -”el Pandit”- decidieron retiñir címbalos, el instrumento litúrgico greco-romano que intencionadamente menciona San Pablo en la más profunda de sus epístolas (1 Cor 13,1). Buscaban acabar con el “Patronato Portugués de la India“. Se trataba de impedir que Portugal, con poder temporal y espiritual en el Subcontinente Indio, se pensase Vaticano del Oriente. El Imperio portugués había nacido bajo la tríada “Forte-Feitoria-Frade” (Fuerte-Factoría-Fraile). Desde la segunda mitad del s. XV el rey de Portugal se comprometió, a cambio de una serie de privilegios en su acción misionera, a promover y financiar la evangelización de los nuevos territorios descubiertos y ocupados. Este Real Patronato, cuyas alas políticas también buscaba cortar el Vaticano desde el siglo XIX, acabó convirtiéndose en “derecho irrenunciable” hasta para los laicistas más militantes de la revolución portuguesa de 1910. La revisión del Patronato en 1928 reduciría su jurisdicción a los territorios bajo soberanía lusitana -exceptuando Cochím y Santo Tomás de Meliapor (Mylapore)- manteniéndose una doble jurisdicción en Bombay, Mangalore, Quilán (Kollam o Coulão) y Trichinopoly (Thiruchirapalli).En 1950, con intención de aplacar a Nehru y buscando recuperar el ambiente distendido que existió entre el Estado da Índia y la India del Raj Británico, Portugal dialoga con una India, decantada hacia el “catolicismo sin misioneros europeos“, sobre las extra-territorialidad de las diócesis católicas. Deseando contemporizar, el Estado Novorenunciará ante la Santa Sede a cualquier jurisdicción del Real Patronato fuera del territorio portugués, a cambio de mantener la dignidad metropolitana y el Patriarcado de las Indias Orientales para el principal dignatario católico de Goa y de que al Gobierno de Portugal le sea confirmado el derecho de proponer obispos en las diócesis subordinadas al Patronato. Pero, poco antes de finalizar el año, El Vaticano, accediendo a los deseos de la Unión India, nombra a Valerian Gracias Arzobispo de Bombay. La elevación al arzobispado de un goés que se proclama hindú y afirma no tener nada que ver con Portugal duele. La violación unilateral por parte del Vaticano del arcaico privilegio que sigue dictando la alternancia de un británico y de un portugués, ambos blancos, en aquel arzobispado irrita.En 1952 el Gobierno de Portugal hace esfuerzos para compensar su renuncia al Real Patronato instrumentalizando actos religiosos que, cual las celebraciones oficiales del XIX centenario de la llegada de Santo Tomás a la India, el IV centenario de la muerte de San Francisco Javier o la beatificación de San Juan de Brito, sirven como afirmación de su presencia histórica en la India, subrayada por la presencia de altas jerarquías civiles y eclesiásticas que se transladan a Goa desde la Metropoli.El 3 de Diciembre de 1952, en la Basílica do Bom Jesus de Velha Goa, que alberga la tumba de San Francisco Javier, fueron inaugurados los actos correspondientes al IV Centenario de la muerte del santo. Tras la lectura del Evangelio en la misa pontifical que siguió a la apertura de las tres cerraduras que sellan el ataúd donde yace el Apóstol del Oriente, se escuchó la voz de S.S. Pio XII transmitir por radio un mensaje en el cual manifestaba que “aunque la Fé no se manifieste en nuestras días como en el pasado, a cualquier creyente que, por vivir una situación difícil, peregrine a la tumba del apóstol, le habrá de ser concedida la gracia que pida, tal y como le sucedió al Virrey Conde de Alvor en 1683“. El Papa traía así a la memoria de los asistentes el año en que Goa fué atacada por el poderoso rey maratha Sambhaji, al frente de un gran ejército, librándose milagrosamente del asalto cuando el virrey fué hasta la tumba de Francisco Javier, rezó ante ella y después de abrir el ataud puso en manos del santo su bastón de mando encomendándole la protección de Goa.El 6 de Enero de 1953, para dar mayor boato político a los fastos de la solemne clausura de la exposición a los fieles del cadáver incorrupto de S. Francisco Javier -cuyas reliquias atrajeron a más de 800.000 peregrinos- se contó con la asistencia del Ministro de Justicia de Portugal, Dr. Manuel Caveleiro Ferreira, que había invitado a los mismos a su homónimo español, D. Javier Iturmendi Bañales. El ministro carlista de Franco era portador de un mensaje personal de D. Victorio Aznar, alcalde de la villa donde se enclava el castillo solariego del santo, al Senado de Goa. El Presidente del primer Senado goés le respondió con otro mensaje dirigido a los españoles por el pueblo de Goa. Durante su estancia en el Estado de la India el Sr. Iturmendi fué nombrado miembro del Instituto Vasco de Gama de Goa, pronunciando un docto discurso histórico en la sesión de ingreso. Por lo menos hasta 1963, año en que el Instituto Vasco de Gama pasó a ser “Instituto Luís de Menezes Bragança” para honrar a uno de los pioneros del anti-colonialismo goés, D. Antonio Iturmendi tuvo en gran estima ser miembro del mismo.(Figura 2).- Tropas coloniales mozambiqueñas asisten a una misa solemne misa en la Basílica del Buen Jesús en Velha Goa (fotografía publicada por la revista Life y recogida en www.indiandefence.com y www.militaryphotos.net)
    El 12 de Enero de 1953 el Arzobispo de Bombay es elevado a la dignidad cardenalicia. El “Boletín Eclesiástico de la Archidiócesis de Goa” se congratula del nombramiento del primer cardenal indio y, de paso, insiste en llamarlo por su nombre goés -Valeriano- que Monseñor Valerian Gracias nunca emplea. Es otro golpe para el Gobierno portugués que deseaba ardientemente el capelo cardenalicio para el Patriarca de las Indias Orientales y Arzobispo de Goa y Damão, Dom José Costa e Nunes. También lo es para éste último, un clérigo incardinado en el Patronato Portugués de la India, escritor y músico, que durante medio siglo ha desarrollado su labor evangélica en Macao, Timor Holandés, Timor Portugués, Malaca, Singapur y Goa. Miembro relevante de la “élite subalterna” de sacerdotes azorianos que servía al Gobierno luso para consolidar el entramado del Imperio, controlar politicamente al Patronato y embridar al clero católico nativo, es el último prelado en visitar Goa, Damão, Diu, Dadrá y Nagar Haveli bajo bandera portuguesa. De él dirá su sucesor D. José Alvernaz, a su vez el último de los patriarcas portugueses, que es un hombre de “Fé e Imperio“. (“D. José da Costa Nunes – A Patriarch who cared for more than souls: A case of caesaro-papism in Portuguese India, 1942-1953“, Teotónio R. de Souza, Stuttgar 2005, cfr. ficha completa y texto en ReCiL, Repositório Científico Lusófona).
    (Figura 3).- Tropas coloniales mozambiqueñas destacadas en Goa desfilan ante la Basílica do Bom Jesus en Velha Goa,uno de los centros de peregrinación más importantes de Asia, declarada Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO en 1986 (fotografía publicada por la revista Life, ca. 1952, y recogida en www.indiandefence.com y www.militaryphotos.net)
    El 26 de Julio de 1953 Dom José Costa e Nunes celebra su jubileo sacerdotal y dimite como Patriarca de las Indias Orientales en Goa. Las palabras de despedida del Patriarca dimisionario tienen un lírico alejamiento de la realidad y una visión saudadosa de la patria, bien ajenos al tenaz deseo de cambiar la realidad y a la fé en la grandeza del porvenir hindú que guíaban las acciones de Nerhu:“Mientras estuve en Goa aconsejé la obediencia a las autoridades legítimamente establecidas, condené las propagandas anti-nacionales y recomendé el respeto a la bandera que dió al goés la especificidad que lo caracteriza. Mientras estuve fuera de Goa señalé a mis diocesanos la obligación de amar a su país, de colaborar con sus gobernantes y de trabajar por el progreso de la Nación India, que parece destinada a jugar un papel importante en esta parte del Mundo, aunque ese papel sólo podrá ser desempeñado plenamente cuando la India se arrodille a los pies de Cristo (…) ¡Ya no eramos lo que solíamos! El vasto Imperio levantado por los hombres del siglo XV fué mutilado. Se alzaron contra nosotros fuerzas superiores a las nuestras y tantas regiones que habíamos civilizado y llevado a Cristo atrajeron codicias ajenas. Todavía seguía siendo grande nuestro Ultramar y yo me preguntaba si aún habría de sufrir nuevas desgarraduras la túnica patria; en ese momento me vino a la mente D. Juan de Mascarenhas, en aquella ocasión en que Coje-Sofar, viendo arrasados los muros de la fortaleza de Diu le conminó a rendirse por ser cosa de locos empeñarse en defender una fortaleza sin murallas, a lo que respondió el héroe <¡Decídle a Coje-Sofar que fortaleza donde hubiere portugueses no precisa murallas! >. Fué entonces cuando, parafraseando al defensor del segundo cerco de Diu, me dije: <Tierra donde hay portugueses, por siempre será portuguesa>“.Ante la amenaza de Oliveira Salazar de retirar su embajador en El Vaticano si Costa e Nunes no es hecho cardenal, el Papa Pio XII -un pontífice de fino instinto diplomático- no aceptará el chantaje pero le concederá al eclesiástico conservar a título personal el tratamiento de “Patriarca”, honrándole con el Arzobispado de Odesa y el cargo de Vice-Camarlengo Católico, al tiempo que otorgaba a la archidiócesis de Goa la “Rosa de Oro” como reconocimiento a su histórico papel en la historia del Catolicismo. En 1962, enemigo de componendas políticas o “toma y dacas“, Juan XXIII lo elegirá para el cardenalato por sus virtudes y profundo conocimiento de Asia, lo que le permitirá auxiliar a la Sente Sede en Macao y participar en el cónclave donde Pablo VI fué elegido Papa.La minúscula Goa comenzaba a convertirse en un gran quebradero de cabeza para un Vaticano en deuda con la tolerancia que Nehru dispensa a los católicos hindúes, pero también consciente de la futura importancia que la India tendrá para el Catolicismo. Los católicos goeses opuestos a Portugal no lo comprenden y se preguntan por qué El Vaticano guarda silencio ante las continuas declaraciones patrióticas o “colonialistas” de Monseñor Costa e Nunes, mientras a Monseñor Valerian Gracias se le ha prohibido hacer declaraciones públicas en pro de la liberación de Goa.En 1955, procedente de Moscú, donde Jruschof y Bulganin apoyaron incondicionalmente su política en Cachemira y Goa, el Primer Ministro de la Unión India no duda en llevar a cabo una visita oficial al Estado Vaticano. Es en el curso de la misma cuando Pio XII declara públicamente que “el tema de Goa no es un tema religioso“. Con esa frase pone fin a las argumentaciones de quienes encuentran en la cristianización civilizadora justificación para ejercer el poder temporal.La discriminación del clero local, salvo breves intervalos, se mantuvo en Goa hasta la supresión del régimen colonial. Los sacerdotes nativos sólo podían aspirar a ocupar cargos subalternos. Con la invasión hindú en ciernes, dos goeses lograron llegar al obispado en Africa: uno en Beira (Mozambique) y otro en Cabo Verde. Mientras tanto había casi 20 obispos de origen goés en la Unión India y sendos cardenales goeses en Bombay y Karachi. Sería preciso esperar hasta 1974 para que un goés fuese, por fin, designado Arzobispo y Patriarca de las Indias Orientales.
    FIN DE LA SEGUNDA ENTREGA(CONTINUARÁ)

    http://opinioneslibres.es/?p=130
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (3)

    by jaime • 22/11/2011 • Comments Offon “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (3)
    Quem viu Goa, dispensa de ver Lisboa



    (“Quien conoce Goa pasa sin Lisboa”, refrán indo-luso”)
    Sri Pandit Jawaharlal Nehru, el hombre que enamoró a Lady Edwina Mountbatten, la última virreina de la India, fué uno de los protagonistas del siglo XX. Heredero de Ghandi y fundador de una casta de políticos, su personalidad compleja ha sido velada por la simpleza del mito. Elitista, populista, bromista, narcisista, izquierdista, neutralista, pacifista, militarista, posibilista… Tenía bien poco en común con António de Oliveira Salazar de no ser el apego al poder, la concepción grandiosa de la patria y una extremada discrección en materia de embrollos amorosos. Si al Salazar ascético no le faltaron afinidades con Ghandi, el Pandit Nehru nunca se entendió bien con ninguno de los dos. Nerhu proporcionaría el protagonista ideal para un incorrecto y colorido musical del West End londinense, con el portugués y el hombre de la rueca como personajes secundarios.



    (Figura 1).- El grabado con las fronteras de la India en 1947, muestra los cuatro “Comptoirs de l’Inde” y el “Estado Portugués da Índia“: Diu, Damão, Nagar Haveli y Goa (ilustración de Encyclopaedia Britannica, incluída en los blogs mikehaddon-randomnoise.blogspot.com e indianpast.blogspot.com a 18 de Noviembre de 2011).

    La agresiva política nacionalista de Nehru dió sus primeros frutos al granjearle, sin refrendo popular, buena parte de la Cachemira musulmana, causa de la primera guerra con el Pakistán (1947-49). En 1947, tras manifestar la mayoría de los habitantes de Sikkim su rechazo a unirse a la India, el pequeño reino devino en protectorado, allanándose así el camino para su anexión definitiva a la Unión India en 1975. En 1948 vendría la toma del Estado independiente de Hyderabad, un reducto musulmán en el corazón de la India, que ocho años después desguazó y repartió entre tres estados indios. Forzados a aceptar la separación del Pakistán, ni él ni Ghandi estaban dispuestos a tolerar la permanencia de enclaves europeos en la India.

    En 1954 una Francia maniatada por el fin de la Guerra de Indochina y el principio de la de Argelia se dá prisa en ceder a Nerhu -una vez más sin referendum previo- los famosos “Comptoirs de l’Inde“, territorios con tres siglos de presencia gala: Chandernagor, Pondichéry, Karikal, Mahé y Yanaon. La resistencia de Yanaon a verse englobado en la Unión India, siendo el sentir de la población mayoritariamente pro-francés, se saldará con una intervención hindú, disfrazada de “revolución” local, en el curso de la cual es asesinado el 13 de Junio de 1954 -posiblemente por policías infiltrados- el alcalde en funciones Samatam Krouschnaya, carismático líder del movimiento pro-Francia, que muere gritando “Vive la France!“. El Gobernador General se hallaba en vías de envíar desde Pondichéry un crucero que restaurase la soberanía francesa en Yanaon, pero Paris se resigna a la incorporación “de facto” a la Union India de los cuatro “comptoirs” (Chandernagor tomó la delantera gracias a un sinfín de “libertadores” e intrigas, el 26 de Junio de 1949) y a continuar negociando su cesión “de jure”. Consciente de que, habiendo transigido ya con la anexión de los enclaves franceses al territorio de la Unión India, será imposible arrancarle concesión o garantía suplementaria alguna al exultante Presidente Nerhu, la República Francesa, cerrado el capítulo de Argelia, aprueba una ratificación tardía de la cesión de los “comptoirs de l’Inde” el 16 de Agosto de 1963. Fué un postrer esfuerzo por consolidar algunas ventajas culturales y comerciales. Al final el pragmatismo galo logró –al contrario de lo sucedido en Goa– proteger las peculiaridades culturales de los antiguos enclaves galos, pese a la impronta más original y profunda de la civilización lusitana en el Estado Portugués de la India.

    El enclave costero de Damão, el segundo más importante de los tres que formaban el Estado Portugués de la India, sumaba a sus casi 72 km2 y 22.000 habitantes los 487 km² y 150.000 habitantes de dos enclave continentales: Dadrá y Nagar Haveli, este último con un subenclave del vecino estado indio de Gujarat en su seno. La distancia por carretera entre la frontera de Damão y Dadrá era de unos 16 km y entre Dadrá y Nagar Haveli de unos 4 km. Las comunicaciones de estos enclaves interiores con el exterior y entre sí se hallaban supeditadas a la aceptación de las correspondientes servidumbres de paso por parte de la Unión India. La enmarañada división política de dichos territorios no debe sorprender a los españoles, cuya nación mantiene un enclave dentro de Francia, dos en Marruecos, alberga una colonia británica, administra regiones que a veces poseen enclaves en otras -Treviño, Villaverde de Trucíos, Rincón de Ademuz, etc.- y carece de acuerdo bilateral de demarcación fronteriza a lo largo de los 40 km. de ribera oliventina del Guadiana.

    El 20 de Julio de 1954 el Gobernador de Damão anuncia su intención de visitar las dependencias continentales del territorio.Desde su independencia, la India fustiga a los fragmentarios enclaves portugueses en cuantos frentes puede. No habrá transcurrido ni un día desde el anuncio de la visita, cuando los activistas procedentes de la India atacan Dadrá con una estrategia calcada de la aplicada en los comptoirs franceses. Se infiltran, perfectamente armados, desde un país donde el control de la tenencia individual de armas es rigurosísimo. Apenas son medio centenar de cipayos hindúes, enmascarados bajo siglas como “Partido del Pueblo de Goa“, “Ejército de la Goa Libre” y “Frente Unido de Goeses” (UFG). Este último grupúsculo es el responsable de tomar Dadrá. No existe más que la policía local para hacerles frente. El Subjefe del destacamento policial portugués, Aniceto Rosário, defiende su cuartel durante más de una hora hasta que, agotadas las municiones, es apuñalado por los invasores a quienes un traidor ha franqueado el paso, rindiéndose la plaza poco después de la medianoche del 22 de Julio.




    (Figura 2).- Los enclaves interiores de Dadrá y Nagar Haveli eran dependencias del territorio de Damão pero fueron ocupados por la Unión India el 2 de Agosto de 1954 (sello reproducido por gentileza del blog “Herdeiro de Aécio” del Dr. A. Teixeira, herdeirodeaecio.blogspot.com )


    Franco Fernandes, que ha divulgado un interesante compendio de prensa hindú de la época en “Facebook” (Cultura Portuguesa da Índia: Accound of the invasions of Dadrá e Nagar-Aveli, Noviembre de 2011) narra una historia truculenta. Una vez conquistada Dadrá, lo primero que hizo Francis Mascarenhas, cabecilla de la UFG, fué llevarse la caja fuerte de la administración local –”nihil sub sole novum“–. Incapaz de abrirla, solicitó un duplicado de la llave al fabricante, la empresa Godrej Ltd. de Poona, la cual, tratándose de una caja fabricada especialmente para el gobierno portugués, lo comunicó a la policía de Bombay. El “libertador” Mascarenhas fué puesto bajo arresto domiciliario y, sin duda a causa de ello, la UFG excluída de la toma de Nagar Haveli.

    Pese a los frenéticos intentos de Portugal, que aún no es miembro de las Naciones Unidas, por obtener la mediación internacional de la Argentina, el 30 de Julio una cincuentena de activistas del Azad Gomantak Dal, invade Nagar Haveli. Aunque se autodenominan “Grupo de Goeses Libres“, en sus filas son pocos los goeses. Abundan, en cambio, los ex-combatientes hindúes del 8º Ejército Británico Unificado del General Montgomery. Uno de los fundadores del recién formado grupo es V.N. Lawande, fanático hinduísta expulsado del Partido del Congreso por propugnar el uso del terrorismo y la violencia en las luchas nacionalistas. Lo cual no es óbice para que Nerhu se sirva de él. A juicio del General Carlos Azeredo -capitán en Goa hasta su caída- fué la guerrilla más dura y aguerrida de todas las campañas coloniales portuguesas del siglo XX. El 2 de Agosto izan la bandera hindú en Silvassa, capital de Nagar Haveli. Hasta el 10 de Agosto la policía portuguesa combatirá contra ellos mientras se bate en retirada hacia la costa, terminando por rendirse el día 11 sin llegar a alcanzarla. Serán acusados de entrar en la Unión India “sin visado”. El 15 de Agosto de 1954 el Pandit Nerhu conmemorará la independencia de su patria con 150.000 nuevos ciudadanos y un colmillo más del tigre portugués en su morral.



    (Figura3 ).- La foto muestra a un comando del Azad Gomantak Dal (“Grupo de los Goeses Libres”) con cuatro colaboradores. Perfectamente uniformados y equipados, fogueados en la guerra del desierto y sus golpes de mano, son el grupo guerrillero que mayores bajas causó a los portugueses en los territorios del Estado Portugués de la India (sólo a lo largo de 1961 causaron la muerte de 80 policías en Goa). Ni en Guinea, Angola o Mozambique volverán a encontrar los lusos un oponente tan temible como éste (fotografía procedente de “Goa News Online”, informativo diario de Goa en goanewsonline.com).



    (Figura 4).- Zonas de concentración del terrorismo pro-hindú durante el período 1955-57
    (“Eventos da década de cinquenta anterior à invasão do Estado da Ïndia pelas Forças Armadas
    da Uniåo Indiana em 18 de Dezembro de 1961“. Teniente General José Lopes Alves. Revista
    Militar, 25/10/2007. Revista Militar)





    En su sentencia del 12 de Abril de 1960 acerca del “Caso Relativo al Derecho de Tránsito por Territorio Indio” el Tribunal Internacional de la Haya dictaminará –una de cal y otra de arena– que “Portugal poseía en 1954 un derecho de paso entre los enclaves de Dadrá y Nagar Haveli y el distrito costero de Damão y entre los enclaves entre sí, por el territorio indio intermedio, en la medida necesaria para el ejercicio de la soberanía portuguesa sobre los enclaves y bajo el control y la reglamentación de la India, para las personas privadas, los funcionarios civiles y las mercaderías en general aunque no para las fuerzas armadas, ni para la policía, ni para las armas y municiones“.



    Cartel nacionalista ensalzando el decimoquinto aniversario de la independencia de la Unión India (15/08/1947). El ex-Estado Portugués de la India ya forma parte de la Unión India. El personaje con indumentaria de sambista carioca y soga al cuello representaría, a juzgar por los conspicuos colores rojo y verde, al derrotado colonialismo portugués. Las palomas pacifistas al vuelo, por su parte, a la Satyagraha (Deeep Nimana, “Punjabi Graphics”, gentileza de Mr Kuldeep Singh Mankoo en DesiComments.com. Salvapantallas gratuitos).



    La toma de Dadrá y Nagar Haveli subió varios puntos la tensión entre Portugal y la Unión India. La “Satyagraha” (“resistir con la fuerza pacífica de la verdad“) y sus marchas eran el caballo de Troya gandhiano del Pandit Nerhu. En su interior, activistas bien entrenados y “okupas” difícilmente desalojables. La de las “marchas pacíficas” es una estrategia sencilla que, combinada con la subversión interna, mantiene presionados a los portugueses. Éstos, tras haberlas sufrido durante siete años, decidirán erradicarlas aún a costa de empañar la imagen de Portugal. El Pandit finge preocupación por las consecuencias del furor patriótico de sus seguidores y, falsamente conciliador, prohibe que marchen sobre los tres enclaves que le quedan a Portugal “los ciudadanos hindúes no goeses“. El ambiente exaltado de las celebraciones del 15 de Agosto de 1954 culmina –¿Cómo no?– en el envío de satyagrahis goeses, que cruzan la frontera de Goa por tres puntos. Uno de los grupos penetrará en el diminuto enclave de Tiracol, aislado en la margen derecha del río de igual nombre, izando la bandera hindú en el fuerte que controla la desembocadura del río. La rápida reacción de los lusos permite recuperar el baluarte que ha estado a punto de correr, con todo su hinterland, la misma suerte de Dadrá y Nagar Haveli. Sometidos de forma fulminante por las fuerzas portuguesas, los invasores goeses serán sumariamente juzgados y condenados a largos años de prisión en la Metropoli y Africa. Las duras sentencias vuelven a enfrentar a Portugal y la India, terminando los lusos por plegarse a las protestas de éstos últimos.





    (Figura 5).- Un grupo de “satyagrahis”, enarbolando la bandera hindú, avanza sin impedimentos hacia el el territorio de Goa (fotografía publicada –ca. 1954– por la revista Life y recogida en www.indiandefence.com y Militaryphotos.net)




    La conmemoración del “Independence Day” de 1955 es la fecha elegida para llevar a cabo una escalada en la tenaz ofensiva “Satyagraha”. Partidos de orientación hinduísta-nacionalista-izquierdista, algunos de cuyos dirigentes conoce bien Jawaharlal Nehru, logran que entre 3.000 y 5.000 satiagrahis “independientes” se integren en columnas que penetran en Goa, con numerosas mujeres en sus filas, por varias localidades. Esta vez no sólo les aguardan golpes de varas lathi. La policía portuguesa tiene órdenes de disparar y les causa casi 30 muertos y más de 120 heridos. Uno de los incidentes más graves tiene lugar en Banda –a 50 Km de Pangim– donde policías goeses, apoyados por soldados lusos y tropas coloniales mozambiqueñas disparan con fusiles y subametralladoras sobre 30 activistas, hiriendo a una mujer y dos hombres. La escena se ha hecho famosa por hallarse presentes el camarógrafo Arthur Bonner, de CBS, y el corresponsal de U.P.I., John Hlavacek, que intervinieron para rescatar a los heridos (en goanet.com, portavoz del Goa’s Freedom Movement, la influyente familia Mascarenhas, adalid del anschluss de Goa, narra la historia con otros matices). En medio de la oleada de huelgas y manifestaciones que exigen una intervención de la Unión India en las colonias portuguesas, Nerhu es acusado de “pusilanimidad”. Las críticas a su “estrategia errónea” le obligan a dejar de lado la “Satyagraha”, lanzándose a un agresivo bloqueo de la India Portuguesa que irá acompañado por discursos de tono radical que denuncian una y otra vez la “inmisericorde barbarie del Gobierno de Portugal“.




    (Figura 5).- En uno de los numerosos incidentes fronterizos, fuerzas policiales y militares portuguesas disuelven una “marcha pacífica” sobra Goa. Los “satyagrahis”, vestidos de blanco, muestran el contenido de sus bolsas antes de ser transportados en vehículos militares y autobuses civiles hasta los destacamentos de policía convertidos en centros de detención (fotografía publicada –ca. 1954– por la revista Life y recogida en www.indiandefence.com y Militaryphotos.net)








    FIN DE LA TERCERA ENTREGA


    (CONTINUARÁ)

    http://opinioneslibres.es/?p=129
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (4)

    by jaime • 23/11/2011 • Comments Offon “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (4)
    “Deus nos guarde de ano que entra com abade e sai com frade“
    (refrán, “Nos libre Dios del año que empieza con abad y acaba con fraile”)
    Nehru, escopeta en mano sobre el enorme elefante hindú, aguardaba pacientemente los frutos de la incesante aproximación de todos sus batidores a la guarida del tigre portugués. El 8 de Agosto de 1955 la Unión India ordena clausurar la Embajada de Portugal en Nueva Delhi, abierta pese a haber abandonado la suya en Lisboa los indios el 11 de Junio de 1953. El 1 de Septiembre de 1955 la India rompe todos los lazos diplomáticos y consulares con Portugal, sellando las fronteras con los territorios lusitanos. Desde el 14 de Diciembre de 1955, fecha de su ingreso en las Naciones Unidas, Portugal intenta asegurarse el apoyo unánime del grupo de naciones iberoamericanas, pero México se desmarca y ofrece a la Unión India sus influencias en América Latina para “ejercer presión sobre los portugueses en el tema de Goa“. En 1956 los hindúes comienza a apoyar sin disimulos a la guerrilla goesa –Los Azad Gomantak Dal– que, envalentonada, destruyen importantes instalaciones mineras en la localidad de Sirgão. En 1957, aprovechando el fin de la construcción de dos aeropuertos en Damão y Diu para mantenerlos enlazados con Goa, el ejército hindú despliega baterías antiaéreas en zonas próximas y amenaza con derribar cualquier aeronave que viole el espacio aéreo indio durante las maniobras de despegue o aterrizaje.

    Los intentos de estrangular a la India Portuguesa por la vía del bloqueo económico no consiguen su objetivo. Fundamentalmente porque el nivel económico de Goa siempre fué más alto que el de su vecino. El Estado Portugués de la India se defiende diversificando las importaciones y buscando nuevos mercados. El arroz se compra en Birmania y Pakistán, las patatas en Holanda, las naranjas en Israel, la carne en Argentina y Sudáfrica, el azúcar en Mozambique. Toda la producción de hierro y manganeso se coloca, de inmediato, en Japón y Europa. La tradicional emigración a ciudades como Bombay cambia de rumbo y los emprendedores goeses comienzan a establecerse en el Portugal metropolitano y en las provincias del Imperio, sobre todo Mozambique. El bloqueo crea así un paradójico bienestar que, en 1958, obliga a la India a levantar parcialmente, la prohibición a sus nacionales y residentes extranjeros de viajar a los enclaves portugueses.



    En internet se repiten las citas sobre una pretendida propuesta, en 1956, del entonces Embajador de Portugal en Francia, Marcello Duarte –una de las grandes figuras de la diplomacía portuguesa de todos los tiempos–, secundada por el mismísimo Oliveira Salazar, destinada a determinar el futuro de Goa mediante consulta popular. Según dichas citas la propuesta no progresó debido a la oposición frontal de los ministros de Asuntos Exteriores, Marcelo Caetano, y de Defensa, Júlio Carlos Botelho Moniz, aunque en 1957 volvería a replantearla el General Humberto Delgado. Ni estaba en el ánimo de Salazar crear precedentes “peligrosos” para el resto del Ultramar lusitano ni el después golpista democrático Botelho Moniz, partidario de la descolonización y hombre de los Estados Unidos en Lisboa, se hubiese opuesto a tal iniciativa. De hecho, Nehru temía que de llevarse a cabo un referendum en el Estado Portugués de la India los resultados podrían volverse en contra suya. Oliveira Salazar también. Por eso ambos líderes rechazaron cualquier tipo de consulta. Gracias a ellos nunca sabremos cuáles eran las aspiraciones de los goeses respecto a su futuro político.



    Sin que los años anteriores pudieran llamarse “buenos”, 1961 fué el verdadero “annus horribilis” de António de Oliveira Salazar.



    El 21 de Enero de 1961 tiene lugar un imaginativo golpe de mano: el secuestro del trasatlántico portugués “Santa María”. Se trataba del segundo buque de la flota mercante lusitana, un lujoso navío que, además de transportar emigrantes y ofrecer servicios de crucero, reforzaba las comunicaciones entre Portugal y sus provincias ultramarinas. La operación fué concebida por elnacionalista gallego Xosé Velo Mosquera a requerimiento del general Humberto Delgado. La ejecutaron 26 voluntarios del grupúsculo caraqueño “Directorio Revolucionario Ibérico de Liberación” (13 portugueses, 11 españoles y 2 parientes venezolanos del “Comandante Sotomayor“, ex-marino republicano de Pobra do Caramiñal, obsesionado con demoler las colonias europeas). Mandaba a los secuestradores el “Comandante Galvão“, Henrique Carlos da Malta Galvão, ex-capitán del Ejército Portugués. Henrique Galvão era más conocido en Madrid como escritor –”Kúrika: los Habitantes de la Selva“, Revista Literaria Novelas y Cuentos (1955) y “La Vida y la Muerte en la Selva“, Colección C.Y.S., Editorial Paraninfo (1955)– que como revolucionario. Se unió a las filas del anti-salazarismo cuando el dictador lo sancionó por sus informes y advertencias siendo Inspector Superior de la Administración Colonial en Angola y Mozambique. Galvão había criticado duramente la existencia del “trabajo obligatorio” al que estaban sometidos los indígenas. Propugnaba “largos años de benéfica presencia de un Portugal democrático y moderno en Africa para terminar de europeizar a las tribus negras“. Los secuestradores de la “Santa María”, rebautizada “Santa Libertade” –descartado un golpe de mano contra las islas españolas o portuguesas del Golfo de Guinea– ponen proa a Luanda para desencadenar allí la revolución anti-salazarista. Pero el 2 de febrero, escoltado por navíos americanos, termina la aventura corsaria en el puerto de Recife. Los revolucionarios son recibidos por Humberto Delgado y Brasil les concede asilo político. La corbeta lusa “Pedro Escobar” fondeará en las inmediaciones, dispuesta a hundir al trasatlántico a cañonazos en la eventualidad de que sus ocupantes cambiasen de idea. No muy lejos de allí, el crucero español “Canarias” recibe órdenes de abandonar la persecución del “Santa Libertade” y zarpar hacia la Guinea Española.




    Años después, desde el Gabinete de Prensa del Presidente venezolano Rafael Caldera, para el cual trabajaba, Celso Emilio Ferreiro, el gran poeta del exilio gallego, rememorará “aquela fermosa tolería” (aquella hermosa chaladura). Tolería que el “Comandante Galvão” hará aún más fermosa osando pronunciar en las Naciones Unidas, el 13 de Diciembre de 1963, un memorable discurso sobre la “Cuestión Ultramarina Portuguesa” donde recordó que los nacionalistas africanos, peones de la Guerra Fría, “hacían el juego a Moscú o a Washington” e “ignoraban la realidad tribal y conflictiva del continente“, mostrándose partidario de que las colonias lusas se integrasen en una federación con el Portugal metropolitano. Sus alegatos en contra de las descolonizaciones precipitadas y politizadas le valdrían la repulsa de un escandalizado grupo de naciones africanas, la ruptura con el General Delgado, el desprecio de la izquierda y el anatema de los demás opositores al Estado Novo. En 1970, Henrique Galvão, olvidado de todos y olvidado de sí mismo a causa del mal de Alzheimer, falleció en São Paulo.

    La sintonía entre el rapto de la “Santa María” y el ataque a centros de la capital angolana, se ha atribuído -con razón o sin ella- a la coordinación entre los comunistas y al espionaje soviético. El 4 de Febrero el marxista MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), en el cual militaban élites negras de Luanda y la etnia Umbundu, se habría beneficiado de esa coordinación para llevar a cabo acciones armadas contra la Prisión Militar del puerto de Luanda, la emisora Cadena Civil en el distrito Luanda-São Paulo y el Destacamento de Policía de la carretera de Catete. Aunque murieron varios policías, la rebelión fué sofocada ese mismo día.

    Sin embargo, Holden Roberto, fundador en 1954 de la organización tribalista UPNA (União dos Povos do Norte de Angola), sublimada en la nacionalista UPA, fué quién verdaderamente aprovechó el éxito de la acción del Comandante Galvão como trampolín político. Educado por misioneros baptistas norteamericanos de entraña anti-colonialista, fué un ferviente anticomunista que se ganó el apoyo de los Estados Unidos –al punto de ser incluído en la nómina de la CIA– como presidente in pectore de una futura Angola independiente. Gracias a su estrecha relación personal con el Presidente Habib Bourguiba, éste había comenzado a armar a los rebeldes de Holden Roberto valiéndose del contigente tunecino de Naciones Unidas estacionado en el Congo, entrenándolos en locales de la Delegación de Túnez en Kinshasá.

    El 4 de Marzo la Administración Kennedy, temiendo otra descolonización tan catastrófica como la del Congo Belga, dió orden a su Embajador en Lisboa, C. Burke Elbrick, de prevenir al Ministro de Defensa de Portugal, General Júlio Botelho Moniz, acerca de los preparativos de la UPA. Por desgracia, el general estaba demasiado enfrascado en su propia intentona para derrocar a Salazar y no prestó la atención que el aviso merecía.

    El 15 de Marzo, 5.000 seguidores de Holden Roberto, miembros como él de la etnia Bakongo, fueron incitados a sublevarse contra una presencia portuguesa de más de cuatro siglos, en lo que fuera parte del antiguo Reino del Congo. El mantenimiento del trabajo obligatorio había abonado el terreno para la insurrección. Los brujos se habían ocupado de limar dientes y repartir amuletos contra las balas y milongos (bebedizos) que daban invisibilidad y coraje. Aunque no faltan quienes ensalzan aquella ocasión como “el arranque glorioso de la liberación de Angola“, en realidad no fué sino una orgía de sangre en la que murieron, bestialmente asesinados, más de 1.000 blancos y 8.000 trabajadores negros a golpe de catana (machete). El derroche de sadismo, canibalismo, hechicería e inhumanidad desplegado por la horda de bakongos en sus matanzas solo encuentra parangón en las revueltas de los esclavos haitianos en 1791 y, en definitiva, no hizo sino cerrar las perspectivas de una independencia civilizada para Angola abriendo un largo ciclo de violencia. Holden Roberto se hallaba visitando la sede las Naciones Unidas en Nueva York cuando comenzaron a llegar los espeluznantes detalles de la chacina (masacre con despedazamiento) y, según sus propias palabras: “estaba entre blancos y no tuve valor para reivindicar la acción“. Al final lo hizo porque temía que el MPLA terminara por atribuírsela. Puede que el cristianísimo pupilo de Washington temiera por el futuro de su nómina en la CIA de conocerse su responsabilidad en aquel desvarío.

    Ante la caída de todo el Norte de Angola y el avance imparable de los rebeldes, los portugueses echaron mano de la improvisación. Los paracaidistas, envíados desde Lisboa en los Lockheed Super Constellation de la compañía TAP, estaban combatiendo contra los insurgentes a las 48 horas del primer ataque. Los pequeños monomotores T-6 Texan, un ruidoso pero sólido avión de entrenamiento, se convirtieron en una valiosísima ayuda al poder montar ametralladoras, bombas y cohetes. Los aviones Noratlas de transporte, que habitualmente transportaban un pasaje de 50 personas, llegaron a despegar con más de 240 personas a bordo. Se importaron armas de Inglaterra. Se utilizó el material de la OTAN. Se reconvirtió un ejército pensado para combatir a la Unión Soviética en Europa en unidades móviles anti-subversión apoyadas por comandos y tropas nativas. Se hicieron colectas para comprar ambulancias en la Metropoli. En aquellos momentos la prioridad era Africa y la consigna de Salazar fué dirigirse a Angola “rapidamente e em força” (de forma rápida y contundente). Gracias a ello cambió el curso de los combates y fué recuperado todo el terreno perdido. Al precio de una represión que presuntamente costó alrededor de 5.000 muertos y el éxodo de la décima parte de la población angoleña al Congo ex-belga (“Orgueilleusement Seuls?: La résistance coloniale portugaise à Goa durant la Guérre Froide et la Décolonisation 1955-61“; Sandrine Bègue, 2005, Univ. de Rennes; Lettres du C.I.D.I.F., Lettre nº34/35, Nov. 2006).

    Del 25 al 31 de Marzo de 1961, tiene lugar la 3ª Conferencia Popular Panafricana del Cairo, cuyos delegados legitiman el uso de la fuerza para liquidar el Imperialismo y aprueban una serie de mociones sobre Argelia, Camerún, Sudáfrica, el Congo y las colonias portuguesas.

    El 27 de Marzo el Secretario de Estado norteamericano Dean Rusk, alarmado, se desplazó a Lisboa para presentar un plan de autodeterminación para las colonias portuguesas. Propuso darles la independencia después de un período de transición de 8 años, tras el cual decidirían, mediante referendum, el tipo de asociación que deseaban mantener con la Metropoli. A cambio de ello la OTAN concedería a Portugal quinientos millones de dólares para modernizar su ecomía. António de Oliveira Salazar rechazó rotundamente la oferta.

    La intransigencia del Jefe de Gobierno portugués había cerrado la puerta a cualquier negociación política susceptible de proteger casi cinco siglos de cultura lusitana y especificidad goesa. Además, había sacrificado la defensa del territorio al reducir sus efectivos -que incluían tropas de élite mozambiqueñas- de 12.000 a 3.500, retirando un buque de guerra de la zona. El gambito de António de Oliveira Salazar anticipaba tres jugadas: (1).- Necesitaba esas fuerzas en Africa; (2).- Era inútil reforzar las defensas del Estado da Índia mientras la Unión India estuviese en condiciones de rebasar “n” veces cualquier escalada militar portuguesa. (3).- Una agresión militar del Sri Pandit Jawaharlal Nehru contra los indefensos enclaves lusos llevarían el estigma de “uso excesivo de la fuerza” y de traición a los principios gandhianos. Este planteamiento era correcto pero con una premisa equivocada: suponer que Nehru era pacifista antes que político. Después del Pandit nadie ha osado -salvo las organizaciones de propaganda soviéticas- proclamar el “pacifismo” como norma creíble de política internacional.

    El 1 de Agosto de 1961 el recién independizado Dahomey quiso dar un empujón más al andamiaje colonial portugués que, contra todas las previsiones, había resistido en Angola. Lo hace ocupando la minúscula fortaleza interior de São João Baptista de Ajudá. El Primer Ministro portugués debió experimentar entonces una irremisible sensación de “déjà vu“. O algo peor: la saudade del destino inexorable. Y Nehru, al otro lado del mundo, seguramente viajaría de nuevo al futuro para ver el mapa donde empezaban a borrarse los enclaves lusos en la India. Administrada por Portugal desde las islas de Santo Tomé y Príncipe, la fortaleza era la más pequeña unidad política del mundo reconocida por las Naciones Unidas: un fortín del siglo XVII, de apenas 1 km2, consistente en una muralla con cuatro torres esquineras que encerraba una iglesia y un edificio administrativo. Al ser ocupado el mini-enclave por policías dahomeyanos, lo guarnecían dos personas. Antes de ser detenidos y puestos en la frontera con Nigeria, el administrador portugués y su ayudante cumplieron con las órdenes recibidas e incendiaron la residencia principal. De pobre valor estratégico la plaza era rica en historia. Fundada hacia 1680, fué administrada por Brasil entre 1721 y 1730 por conveniencias del tráfico de esclavos y permitió a Portugal ejercer un protectorado de hecho sobre Dahomey -cuya lengua diplomática era el portugués- al cual puso fin la colonización francesa. La ocupación de São João de Ajudá no fué reconocida por Portugal hasta 1985. La Fundación Calouste Gulbenkian de Lisboa financió en 1987 la reconstrucción y transformación del fuerte en museo, salvando así los símbolos de una lusitanidad que, de otra forma, se habrían tragado el cemento y el asfalto de la bulliciosa ciudad de Ouidah, en la actual República de Benín.

    En Septiembre de 1961, la Primera Conferencia Cumbre de Belgrado instituyó el “Movimiento de Países no Alineados” y sirvió de caja de resonacia al descontento de cuantos, esperando una mayor ayuda de la India para combatir a Portugal en Ultramar, se sentían defraudados por el inmovilismo de la no-alineación hindú. Las cosas ya no eran tan fáciles como en 1955, a raíz de la Conferencia Afroasiática de Bandung. Aquellas jornadas triunfales consagraron el liderazgo del Pandit Nehru en el emergente “Tercer Mundo“, elevándolo a la altura de mitos políticos como Sukarno, Nasser, Tito, o Kwame N’Kruma. Bastaba suscribir los genéricos “Diez Princípios de Bandung” para sentirse gurú de la lucha no violenta con poco más allá que una retórica condenación del “colonialismo portugués”. Pero, seis años después, la presión anti-portuguesa es cada vez mayor en las conferencias panafricanas y asambleas afroasiáticas y empieza a esperarse “algún” gesto de apoyo hindú a la lucha por la liberación de los territorios portugueses.

    En los cuatro días de duración del Seminario sobre Colonialismo Portugués celebrado en Octubre de 1961 en Nueva Delhi y Bombay, con la participación de numerosos países africanos, los más radicales consideran la desaparición del Estado da Índiaimprescindible para desencadenar la revolución en toda el Africa portuguesa. Corren rumores sobre la “blandura” de Nehru con los enclaves portugueses y su incapacidad para liderar el mundo afroasiático. En cambio, la figura del nacionalista Krishna Menon, Ministro de Defensa hindú, está en alza.

    Intelectual brillantísimo –fué co-fundador de las archiconocidas bibliotecas de libros de bolsillo Pelican y Penguin–, zelota anti-imperialista y creador de la idea de “no-alineación”, Menon es tan detestado en Occidente como amado en su patria. A dos meses de las elecciones, acosado políticamente por la creciente popularidad de su rival, el Pandit Jawaharlal Nehru, siente peligrar su permanencia como Primer Ministro de la Unión India y líder del Partido del Congreso. Forzado a elegir entre practicar el pacifismo o conservar su puesto, Nehru eligió lo segundo. Aprovechando la convocatoria de una gigantesca manifestación en Bombay en apoyo de las conclusiones del Seminario sobre Colonialismo Portugués, Nehru se quita la máscara y lanza un discurso tan falso como radicalizado: “Los acontecimientos de Goa nos obligan a replantear nuestra posición; es sobre todo en estos últimos meses cuando hemos ido conociendo los casos de tortura y el régimen de terror que allí han impuesto los portugueses. Cuando digo replantear quiero decir que los portugueses no nos dejan más alternativa que utilizar otros medios para resolver este problema. No puedo adelantar cuándo o cómo vamos a hacerlo. Pero que nadie dude de que, pronto, Goa será libre“. Ha dicho lo que los nacionalistas querían oír y la multitud, enardecida, le aplaude. Cuenta con el apoyo de la Unión Soviética y del Movimiento de los No Alineados y con la indiferencia de los Estados Unidos y de Europa.

    El 10 de Noviembre tiene lugar la “Operação Vagô“, el primer secuestro de un avión con fines políticos. Lo ha planificado el “Comandante Galvão” y lo ejecuta el revolucionario Hermínio da Palma Inácio. Éste, tras hacerse con uno de los inefables Lockheed Super Constellation de la TAP que cubre la ruta Casablanca-Lisboa, obliga al piloto a simular un aterrizaje fallido en Lisboa y sobrevuela la capital, Barreiro, Beja y Faro, lanzando 100.000 panfletos con un manifiesto del “Frente Antitotalitária dos Portugueses Livres do?Estrangeiro” que denuncia la falsedad de las próximas elecciones para la Asamblea Nacional. Los dos cazas Sabre F-86 que despegan de la base de Monte Real no consiguen interceptar a la aeronave y, de regreso a Marruecos, los duchos pilotos de la TAP evitan ser el objetivo de la artillería de dos buques de guerra portugueses volando entre ellos a ras del agua. Los secuestradores terminarán brindando con el champán de a bordo por el éxito de la operación y obsequiando con una rosa a todas las pasajeras. El nombre que recibió la operación posee magia propia. “Vagô” significa incierto, vacante y vacío, pero también es “tigre” en hindo-portugués. En 1966 Henrique Galvão publicará, desde su exilio brasileño, “O Homem e o Tigre: Vagô” (“El Hombre y el Tigre“). Pero si “el Coronel no tiene quien le escriba“, tampoco tiene ya el Comandante quién lo lea…



    FIN DE LA CUARTA ENTREGA

    (CONTINUARÁ)

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (4)
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (5)

    by jaime • 25/11/2011 • Comments Offon “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (5)

    Fomos a pousar aalem donde de primeiro estavamos dous tiro de bombarda em hua ilha em a quall nos diseram que avia agoa. Mandou logo o capitam moor a Nycolao Coelho em hum batell armado a ver donde estava aguada



    (Ancoragem na ilha de Angediva en “Roteiro da Primera Viagem de Vasco da Gama à Índia“, Álvaro Velho, 1498)



    (Fondeamos a dos tiros de bombarda de donde estuvimos antes, en una isla en la que nos dijeron que había agua. El Capitán Mayor mandó enseguida a Nicolás Coelho, en un batel armado, para que buscase la aguada)


    La isla de Angediva, deshabitada desde el siglo XIX, fué dependencia de Goa hasta 1961. Contaba entonces con una guarnición de 30 militares que vivían en condiciones algo peor que monacales y cuatro habitantes goeses. Su nombre en lengua konkaní significa “Quinta Isla”, pues forma parte de un archipiélago de cinco islotes de los que los otros cuatro son Kurnagal, Mudlingud, Devgad y Devragad. Tiene el contorno de un fémur cuyos cóndilos apuntarían al Sur y la cabeza al Este, con una apófisis clavada en mitad de la margen Oeste. Los dos crestones boscosos y asimétricos que conforman su relieve recuerdan los pechos desiguales de alguna heroína del escritor Haruki Murakami. Tiene 1,5 km2 de superficie, una longitud de 1,3 km y una anchura media de 300m. Se halla a 87 km al Sur de Goa (14° 45? 25? N, 74° 06? 51? E), frente a la costa del Estado indio de Karnatka, del cual distaba unos 1.800 metros. En la actualidad la isla ha dejado de serlo y permanece unida al continente por un tómbolo sobre el cual se construyó una carretera. La costa oriental es deposicional, alimentada por una sedimentación arenosa cuyos aportes van al tómbolo y a dos playas contiguas: Praia Pequena al Sur, y Praia Grande al Norte. La rocosa costa occidental, abierta al mar, es erosional y acantilada. Formando en nuestros días un todo con la base de Karwan, se ha convertido en la instalación naval más importante del Mar Arábigo y se halla bajo jurisdicción de la Armada de la Unión India. La enorme importancia estratégica del complejo naval Angediva-Karwan, ha dificultado las tradicionales peregrinaciones de goeses a los santuarios de Nuestra Señora de las Fuentes y de San Francisco de Asís. Aunque autoriza algunas celebraciones religiosas a regañadientes, la política de Nueva Delhi es dejar que los templos y la antigua fortaleza portuguesa caigan en ruinas mientras las autoridades católicas de Goa, con problemas mayores ante sí, prefieren no malgastar esfuerzos interviniendo en una batalla que parece tan perdida como la defensa del Estado da Índia en su día.





    (Fig. 1).- Situación de la isla de Angediva (cartografía propiedad de la Marina Portuguesa. Cfr. “India” <18 de Dezembro de 1961>, hpp://www.marinha.pt).





    En la modesta Angediva nació y murió la soberanía de Portugal en las Indias del Oriente. El 17 de Noviembre de 1961 –con un incidente que recuerda a la voladura del “USS Maine” en la Habana colonial– dió comienzo la cuenta atrás para cerrar la historia que abrió Vasco de Gama en 1498.
    Aquel día, el centinela que montaba guardia en el punto más alto de la isla, el promontorio septentrional llamado “Alto da Bandeira“, abandonó momentáneamente su puesto para ir a comer, sustituyéndole dos compañeros. Un insignificante acto de indisciplina en aquel destacamento de ambiente casi familiar. Quiso el destino que en ese momento atravesase el canal con rumbo Sur, por la margen portuguesa a decir de los vigías, el barco de pasajeros “Sabarmati“. Al no responder el capitán al izado de la enseña nacional portuguesa haciendo otro tanto desde su barco, uno de los centinelas apoyó el fusil en la barandilla del puesto de observación e hizo un disparo de advertencia. Apercibido, el “Sabarmati” se aproximó a la ribera hindú y siguió navegando sin devolver el saludo. El incidente no pareció tener mayores consecuencias y los protagonistas -sobre todo el cabo primero Fernando Carvalho Ferreira, autor del disparo- ocultaron a sus superiores lo sucedido.



    (Figura 2).- Los incidentes del 17 al 25 de Noviembre en Angediva: el pasaje del “Sabarmati” y el desembarco frustado de las “tonas” (tomado de la referencia clásica en este tema: “A Queda da Índia Portuguesa”, C. de Morais).

    El 23 de Noviembre llegó un mensaje del Cuartel General en Goa al Puesto de Mando de la 10ª Compañía de Cazadores en Navelim, a la cual estaba adscrita Angediva, comunicando que “se disponía de inteligencia fiable sobre un inminente desembarco de la Unión India en la isla de Angediva“. Se ordenó a la guarnición de la isla “mantenerse en alerta permanente mientras se verificaba la información anterior“. No tuvieron que esperar demasiado, porque en la noche del 24 al 25 de Noviembre, entre las 22h00 y las 02h00, numerosas “tonas” -embarcaciones típicas de la región- intentaron repetidamente desembarcar en diversos puntos de la isla. Una vez más, no muy lejos del “Alto da Bandeira“, el cabo primero Ferreira puso en fuga a una de esas “tonas”, que casi tocaba tierra, cuando hirió a varios de sus ocupantes con una ráfaga de pistola-ametralladora.

    Durante la mañana del 25 de Noviembre, la emisora “All India Radio” enardeció los ánimos de la población de la Unión India anunciando que, desde Angediva, los portugueses habían disparado sobre una indefensa embarcación de pasajeros causando víctimas civiles. Al ser informado de ello, el Gobernador-General del Estado de la India designó una Comisión Investigadora para dilucidar urgentemente los hechos y designó como Jefe de la misma al Coronel Carlos A. de Morais. La Comisión partió de inmediato para la isla en la cañonera “Afonso de Albuquerque“. Aunque al principio la guarnición lusa negó haber disparado sobre el “Sabarmati“, los responsables terminaron por confesar su participación en el incidente. Aún así los expertos determinaron que no era posible que el cabo primero Ferreira hubiese podido alcanzar el barco disparando un único tiro de fusil con el ángulo que lo hizo.
    Los hindúes pasaron entonces a acusar a los lusos de haber disparado no en una, sino en dos ocasiones contra el “Sabarmati“. La primera, verificada por la Comisión Investigadora, el día 17. La segunda el día 24, cuando el “Sabarmatihabría penetrado inadvertidamente en aguas portuguesas, haciendo creer a los soldados de Angediva que se trataba de un intento de desembarco al cual respondieron hiriendo al ingeniero jefe del barco y matando a un pasajero. El anuncio de los hindúes identificando a la víctima como Atmaran Rochrekar, conocido contrabandista tiroteado por la policia de la Unión India en otro lugar, es poco creíble.
    La tensión creció cuando, el 2 de Diciembre, regresando a Goa la cañonera “Afonso de Albuquerque” con la Comisión Investigadora del “incidente de Angediva” a bordo, fué interceptada por dos fragatas hindúes que la persiguieron, con la artillería lista para disparar, hasta muy cerca del puerto de Mormugão. En medio de una tempestad de comunicados de prensa la Unión India procedió entonces a entorpecer los vuelos comerciales de la TAIP, vitales para la comunicación entre los tres enclaves,alegando “violaciones del espacio aéreo de la India“. Se había alcanzado un punto sin retorno y la guerra era inevitable. El Embajador de Portugal en el Reino Unido no duda en anunciarle la fecha del comienzo de la guerra al Ministro de Asuntos Exteriores de su país: el 10 de Diciembre de 1961.

    El 12 de Diciembre, desobedeciendo las instrucciones de Lisboa, que calificaba la medida de “contraria al interés de la Nación“, el Gobernador-General Vassalo e Silva ordena la evacuación de las esposas e hijos de todo el personal militar portugués. El barco “India“, cuya capacidad es de 105 pasajeros, zarpará de Mormugão, rumbo a Karachi, con 650 personas a bordo.
    A medida que se aproximaba el temido desenlace, el dictador luso desarrolló una actividad febril, pendiente todo el día de teléfonos y telegramas. Buscando el efecto disuasorio que causaría la presencia de algunos navíos de la Royal Navy fondeados en aguas de la India Portuguesa invocó, sin éxito, la alianza luso-británica. El Reino Unido manifestó su deseo de mantenerse al margen, alegando que debía hacer prevalecer sus propios intereses diplomáticos y comerciales y que resultaría inoportuno enfrentarse a un miembro de la Commowealth. Fué entonces cuando el Ministro de Ultramar, Adriano Moreira puso sobre la mesa una propuesta original: romper relaciones con Taiwan y dar pleno reconocimiento diplomático a la República Popular China, otorgándole privilegios portuarios y ferroviarios en Mormugão –el principal puerto del Mar Arábigo– a cambio de que los chinos obstaculizaran los planes de invasión hindúes. Zhou Enlai, siempre distanciado de Nehru, examinó la oferta con interés –pese a mantener Portugal en China su colonia de Macao– pero acabó descartándola e intentó transmitir a los portugueses su convencimiento de que “el pacifista Nehru nunca se permitirá recurrir a la fuerza para conquistar Goa” (“Franco Nogueira: os Meandros de uma Fidelidade“, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Análise Social, vol. XXXVI (160), 2001, 863-891, Manuel de Lucena). Los Estados Unidos, aunque nada proclives al colonialismo europeo, sentían inquietud por las imprevisibles reacciones de un Portugal acorralado. De hecho, el Gobierno portugués había amagado con abandonar la OTAN si perdía sus enclaves en la India. Pero en lo referente a Nehru, a la novata Administración del Presidente Kennedy le daba cierta tranquilidad pensar que sus amenazas no pasarían de bravatas.

    El 14 de Diciembre el Ministro de Asunto Exteriores, Adriano Moreira -doctor en Derecho por la Universidad Complutense- transmite al Gobernador-General de la India Portuguesa las órdenes de repatriar a Lisboa las reliquias de San Francisco Javier y de proceder a la destrucción de una serie de edificios representativos sin ningún valor militar. El General Vassalo e Silva se niega a ello. Arguye que “San Francisco Javier es un santo del Oriente y su lugar está aquí” y ordena retirar los bidones de gasolina que habían sido colocados en el Palacio virreinal de Idalcão porque “le resulta imposible destruír las huellas de nuestra grandeza en Oriente“.

    Ese mismo 14 de Diciembre se recibe en Goa el histórico telegrama de António de Oliveira Salazar al “Brigadeiro” Manuel António Vassalo e Silva, 128º Gobernador-General del Estado Portugués de la India, en el cual le conmina a una heroica autoinmolación al frente de sus tropas:

    “Vuestra Excelencia comprenderá con cuanta amargura le envío este mensaje. No nos es posible calcular la inminencia del ataque de la Unión India a los territorios de ese Estado pues, aunque ya estábamos acostumbrados a sus constantes amenazas, esta vez el gobierno hindú ha ido tan lejos con sus preparativos bélicos que difícilmente renunciará a atacarnos. Puede que intente, utilizando agentes subversivos, alterar el entramado civil y militar de ese Estado con el fin de dispersar y anular la capacidad de nuestras fuerzas para defender el territorio e impedir la conquista que internacionalmente se teme. Le aconsejo la máxima paciencia ante las provocaciones. Se está desplegando una intensa actividad diplomática para movilizar a nuestras amistades internacionales e influír sobre numerosos Estados con el propósito de disuadir a la Unión India de que el ataque se lleve a cabo. Estamos seguros de que grandes potencias como los EE.UU., Inglaterra, y Estados amigos como Brasil y otras naciones sudamericanas, con el auxilio constante de España, manifestarán al Gobierno de Nueva Delhi y a sus representantes en dichos países su repulsa ante un ataque militar al territorio portugués. La posición que, de manera espontánea, han adoptado destacados sectores de la prensa internacional, tradicionalmente partidarios de la Unión India, muestra cómo la agresión a Goa repugna a la conciencia de las naciones y es vista como un desmentido a la política pacifista del Primer Ministro, algo a lo cual éste es particularmente sensible. Pero cualesquiera que fuesen los resultados de estas acciones combinadas hay que esperar lo peor; todos somos conscientes de la modestia de nuestras fuerzas, pero en la medida en que el Estado vecino puede incrementar a su antojo los medios para el ataque, la enorme desproporción de fuerzas que existe en contra nuestra resulta más que evidente. La política del Gobierno siempre fué, en la imposibilidad de asegurar una defensa plenamente eficaz, el mantener en Goa aquellas fuerzas que obligaran a la Unión India a no sobrepasar las simples operaciones de policía, so pena, como está sucediendo ahora, de tener que recurrir a una operación cuya fuerza desmedida produjese el rechazo de la opinión pública mundial. Esto último significa que la primera misión de nuestras fuerzas se ha cumplido; la segunda consiste en no dispersarse luchando contra agentes terroristas supuestamente “liberadores”, sino en organizar la defensa de manera que, manteniéndonos a la altura de nuestras tradiciones, prestemos el mayor servicio al futuro de la Nación. No hay lugar para treguas ni prisioneros ni para la rendición de navío alguno, porque sólo puede haber soldados y marineros o victoriosos o muertos. El ataque que está a punto de ser lanzado sobre Goa buscará, desplegando medios arrolladores, reducir al mínimo la duración de los combates. Políticamente necesitamos que la lucha se prolongue durante, por lo menos, ocho días, período imprescindible para movilizar urgentemente a las instancias internacionales. Dada su gravedad, estas palabras no podían ser dirigidas sino a un militar consciente de lo elevado de sus deberes y enteramente dispuesto a cumplirlos. Dios no ha de permitir que tal militar sea el último Gobernador del Estado de la India”.

    El cablegrama, elegantemente redactado en un sobrio portugués, sería un ejemplo de trágica marcialidad si no recordase las manidas órdenes de “resistir hasta la muerte” dadas anteriormente por Churchill al general Percival en Singapur (1942), por Hitler al Mariscal de Campo Von Paulus en Stalingrado (1943), por Galtieri al general Menéndez en las Malvinas (1982) o por Fidel Castro al coronel Tortoló en la isla de Granada (1983).

    El mensaje de Salazar no sólo vá dirigido al General Vassalo e Silva. Está redactado para que su gloria perdure en los anales de la Historia. Hay en él, tanta vanidad epistolar como en la copiosa correspondencia de Nehru a Lady Edwina. Si Oliveira Salazar hubiese podido cambiar en esos momentos su sombrero “fedora” por un gorro ghandiano de khadi y su chaqueta y corbata por un conjunto Jodhpuri, habría podido confundirse con el Pandit.

    El General Vassalo e Silva ve desbordadas sus razonables órdenes de “resistir hasta que la munición y las provisiones se agoten“. Mal podía el desdentado tigre portugués proteger a la “Hermosa Goa” del hombre que le arrebató la hembra al mismísimo león británico. La respuesta de la máxima autoridad del Estado Portugués de la India al Jefe de su Gobierno es un cortés recordatorio de que la inferioridad de sus efectivos no es sólo numérica sino organizativa y que las órdenes que le dan desde Lisboa carecen de realismo:

    “Soy consciente de la fuerza desproporcionada que tendría un ataque de las tropas de la Unión India y del apoyo que pueden darle desde dentro los terroristas entrenados, armados e indoctrinados al otro lado de nuestras fronteras. No dejaremos de aguardar, serena y firmemente, todas las acciones desencadenadas contra los sagrados territorios de la Nación, conscientes asimismo de la desproporción entre las fuerzas enfrentadas, la fragilidad del dispositivo de defensa y lo exiguo de los hombres y equipamientos puestos a nuestra disposición. Entregaremos todo, incluso la propia vida, sirviendo a la patria, pero será prudente reconocer que únicamente un milagro podría lograr que prolongásemos nuestra resistencia durante el tiempo que se estima necesario para llevar a cabo las diligencias internacionales. Confíamos absolutamente en el gran portugués que tantas veces ha salvado a Portugal y cuya confianza, de la cual somos depositarios, deseamos honrar a través de todos los sacrificios”.

    El 15 de Diciembre, apenas unas horas después de su primer mensaje, Oliveira Salazar reitera, en una alocución radiada desde Lisboa, la “alta misión” que aún tocaba cumplir a las tropas portuguesas en la India. Que no era sino morir. Quiere forzar una resolución de las Naciones Unidas rechazando la ocupación de Goa. Fabricar con mártires una gesta heroica que en los foros internacionales sirva para empañar la imagen de Nehru y hacer macabra la inminente victoria hindú en Goa.

    <Transmisión por radio de S.E. el Presidente del Consejo al Gobernador General de Goa>: A través de nuestro Ministro de Asuntos Exteriores, que en estos momentos se encuentra en París, acabo de recibir información que nos facilitan sus colegas británicos y norteamericanos indicando que mañana se desencadenará el ataque de la Unión India contra los territorios portugueses. Resultaron inútiles no sólo las diligencias llevadas a cabo por sus respectivos Gobiernos conjuntamente con el nuestro, sino hasta la misma gestión personal del Presidente Kennedy. Ahora sólo queda cumplir con la alta misión que ha sido encomendada a las tropas al mando de Vuestra Excelencia.< Firmado: Presidente del Consejo, Oliveira Salazar>.

    El 16 de Diciembre las Fuerzas Aéreas del Portugal metropolitano son puestas en estado de alerta. El Estado Mayor intenta negociar una ruta para transportar urgentemente, desde la base militar de Montijo hasta el aeropuerto internacional de Goa en Dabolim, las diez toneladas de “chorizos” -nombre cifrado de los lanzagranadas anticarro de 89mm “Instalaza”, de fabricación española- requeridas por el Gobierno General del Estado da India que, falto de armamento y munición anti-tanque, observa impotente la creciente actividad de unidades de blindados al otro lado de la frontera de los enclaves. Pero la rotunda negativa norteamericana a que la base US Wheelus AFB, en el Reino de Libia, sea utilizada por los dos DC-6 militares que deben transportar los “chorizos“, así como el rechazo de los demás países -incluido el siempre anti-hinduísta Pakistán- a permitir el tránsito de aviones militares potencialmente hostiles a la India, obligan a disimular la operación recurriendo al uso de aeronaves civiles: un Lockheed Super Constellation de TAP, la línea aérea de bandera (Transportes Aéreos Portugueses) y un Douglas DC-4 Skymaster de la TAIP (Transportes Aéreos da India Portuguesa).

    A las 18h00 del día 17 llega por fin a Goa el Super Constellation de la TAP. Trae a bordo un contingente de enfermeras paracaidistas cuya misión es ayudar a finalizar la evacuación obligatoria de las familias de los militares portugueses que aún permanecen en la India Portuguesa y de aquellos civiles -europeos o goeses- que lo deseen. Viaja con ellas, fingiendo ser miembros de un equipo de balonmano venido desde la metrópoli para competir en un torneo, parte de la dotación para las dos únicas baterías antiaéreas de 40mm que defendían el cielo del aeropuerto internacional de Goa-Dabolim y de toda la India Portuguesa. El Constellation ha conseguido, por fin, transportar en su bodega el anhelado cargamento de “chorizos“. Pero al entusiasmo sucede el estupor cuando se inspecciona la carga y, en vez de los lanzagranadas, aparecen suculentas ristras de chorizos de charcutería. Alguien había sustituído los lanzagranadas por los embutidos que el Movimiento Nacional Femenino obsequiaba como aguinaldo en la celebración de la “Navidad del Soldado” en Ultramar ¿Sabotaje?¿Torpeza? La confusión jamás fué esclarecida.

    Alrededor de las 01h00 del 18 de Diciembre, escasas horas antes del comienzo de la invasión hindú, aterriza en Dabolim el DC-4 de la TAIP. Trae consigo el resto de la dotación antiaérea para las baterías del aeropuerto y -más estupor- a un teniente con dos suboficiales músicos, maestros de clarinete y trombón, cuya misión consiste en ayudar a crear una banda de música en la Policía de Goa.





    (Fig.3).- La “Operación Vijay” ha comenzado, el Estado Portugués de la India ha sido invadido por la Unión India. (Foto procedente del archivo de la Fundaçao Mario Soares, Lisboa).
    Aunque desde las 22h00 del 16 de Diciembre las patrullas hindúes reconocían la frontera del extremo norte de Goa comprobando el abandono de aquellos puestos fronterizos lusos cuyos destacamentos habían sido evacuados a mejores posiciones defensivas, los verdaderos prolegómenos del ataque hindú tuvieron lugar el 17 de Diciembre, cuando dos pelotones indios penetraron en Goa y tomaron el puesto fronterizo de Maulinguém, que mantenía su guarnición de policías. Un destacamento de reconocimiento portugués los obligó a retirarse al otro lado de la frontera sin perseguirlos. Entre tanto, las salidas de los aviones de caza y observación de la base aérea de Poona que sobrevolaban abiertamente los tres enclaves lusos, a veces en vuelo rasante, para tantear sus defensas, se iban intensificando.

    La invasión efectiva del Estado Portugués de la India –cuyo nombre en código será “Operación Vijay“– tuvo lugar el lunes 18 de Diciembre de 1961. Las fuerzas lusas, consistentes en unos 3.500 soldados portugueses, 900 auxiliares coloniales y 200 marinos, armados con material inoperante o de museo, sin aviación ni apenas baterías antiaéreas y sin otro apoyo marítimo que una cañonera botada en 1935 y tres lanchas de vigilancia, fueron atacada por la Unión India con 1 portaviones de bolsillo, 2 cruceros, 1 destructor, 8 fragatas, 4 lanchas minadoras/anti-torpedos, 20 bombarderos a reacción, 22 reactores de caza, y más de 30.000 combatientes entre infantería, tropas aerotransportadas y unidades anfibias, ampliamente apoyados por artillería y carros de combate. Con las tropas de reservas, listas para intervenir, sumaban más de 50.000 hombres. A nadie, pues, debe extrañarle que “Vijay“, en hindi, signifique “Victoria“.

    El ataque al Estado Portugués de la India se hizo infringiendo la Carta de las Naciones Unidas y las resoluciones 1414(XV), 1541(XV) y 1542(XV) de su Asamblea General. El mismo 18 de Diciembre de 1961, nada más conocerse la invasión, el Alto Comisionado británico en Nueva Delhi se dirige al Ministerio de Asuntos Exteriores de la Unión India para presentar la protesta oficial de su Gobierno –que mantiene enclaves en China Popular y España– ante la agresión. Por su parte, el representante portugués ante las Naciones Unidas, Embajador Vasco Garin, convoca urgentemente el Consejo de Seguridad para condenar la violación de los derechos soberanos de Portugal y de la Carta de las Naciones Unidas. La inclusión de la “Cuestión de Goa” en el Orden del Dia es aprobada por 7 votos a favor, 2 en contra y 2 abstenciones. En la reunión urgente que sigue, los Estados Unidos, Gran Bretaña, Francia y Turquía (socios de Portugal en la OTAN), apoyados por China Nacionalista, Chile y Ecuador (tres aliados de Washington), solicitan un alto el fuego inmediato y el regreso de las fuerzas hindúes a las posiciones que ocupaban el 17 de Diciembre. El Representante Permanente de la Unión Soviética en el Consejo de Seguridad, Valerian Alexandrovich Zorin, veta la propuesta alegando que: “si nos atenemos a la Carta de las Naciones Unidas ningún órgano de ONU, ni siquiera el Consejo de Seguridad, tiene potestad para examinar la situación de un territorio que es parte de un Estado soberano“. El representante de la Unión India, C. S. Jha, por su parte, no duda en recusar a la Organización: “Se trata de barrer los últimos vestigios del colonialismo en la India. Para nosotros es materia de fé. Piensen lo que piensen los demás. Con Carta de las Naciones Unidas o sin ella, con Consejo de Seguridad o sin él, es una convicción inalienable a la cual, cueste lo que cueste, no vamos a renunciar“. Los vetos de la Unión Soviética y la altanería de la Unión India acabarán por reducir las Naciones Unidas a la inoperancia.

    Basta imaginar una hipotética ocupación por la fuerza de Ceuta y Melilla o Gibraltar para visualizar la enormidad jurídica cometida por Nehru. Goa, Damão, Diu, Tiracol, Angediva, Dadrá, Nagar Haveli, Gogola y Simbor eran territorios no autónomos administrados por Portugal y cuyo estatuto político sólamente podía ser cambiado de forma pacífico de acuerdo con las recomendaciones y supervisión de las Naciones Unidas. Franco Nogueira, historiador riguroso y Ministro de Asuntos Exteriores entre 1961 y 1969, revela en sus memorias que el Pandit Nehru, sintiendo cercana su última hora, mandó secretamente un enviado a Lisboa con objeto de explicarle a Salazar que humillar a Portugal fué una decisión política enteramente ajena a sus verdaderos ideales y creencias. Es posible. En un egocéntrico como el Pandit, el odio ajeno podía resultar tolerable, incluso lisonjero, mas no el ser despreciado como un politicastro sin principios, capaz de todo con tal de ganar las elecciones. Nehru probaría su propia medicina en la frontera del Himalaya cuando, en 1962, la Unión India fué atacada por la República Popular China, siendo derrotada en tres frentes, y desalojado de la estratégica región del Aksai Chin que pretendía anexionarse. Esta vez los 34 muertos y 51 heridos, resultado de la invasión de la India Portuguesa, se convirtieron en 1.383 muertos, 3.968 prisioneros, 1.696 desaparecidos y un número nunca revelado de heridos. La salud de Nehru comenzó a deteriorarse a partir de este revés, a juicio de algunos, causa última de su muerte en 1964.





    FIN DE LA QUINTA ENTREGA

    (CONTINUARÁ)

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (5)
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (6)

    by jaime • 27/11/2011 • Comments Offon “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (6)
    Somos cantores de la tierra lusitana,
    traemos canciones de los aires y del mar,
    vamos llenando los balcones y ventanas
    de melodías del antiguo Portugal.

    Oporto riega en vino rojo sus laderas,
    de flores rojas va cubierto el litoral,
    verde es el Tajo, verdes son sus dos riberas,
    los dos colores de la enseña nacional.

    ¿Por qué tu tierra toda es un encanto?
    ¿Por qué, por qué, se maravilla quién te ve?
    ¡Ay Portugal! ¿Por qué te quiero tanto?
    ¿Por qué, por qué te envidian todos? ¡Ay! ¿por qué?

    Estudiantina Portuguesa“, fado-marchiña de la “La Hechicera en Palacio“,
    musica de José Padilla y letra de Arturo Rigel y Francisco Ramos de Castro.
    Revista estrenada en el Teatro Alcázar de Madrid, 1950)

    La potente Emissora de Goa era la radio que todos escuchaban en el Estado Portugués de la India. Sus fados y marchiñas alcanzaban Persia, Arabia y el Africa Oriental. El 18 de Diciembre de 1961 la radiodifusora desapareció de las ondas. También se interrumpieron las comunicaciones de la cañonera Afonso de Albuquerque con Lisboa. La voz de Portugal en el Oriente calló, repentinamente, para siempre. Mas todavía hay quien jura haber captado programas, emitidos hace más de medio siglo, donde un eco fantasmal entonaba el “Cadiza za?za?za” en la banda de 13m y frecuencia de 21.580 kilociclos/seg. Dicen que son las ánimas de quienes cayeron en el bombardeo de la emisora en Dabolim, o a bordo de la vieja cañonera, penando en esa antigua frecuencia por los males incurables de la patria.

    Desde la madrugada del lunes 18 de Diciembre la prensa portuguesa dejó de tener fuentes fidedignas sobre lo que estaba sucediendo en sus Indias Orientales. Todas las informaciones pasaron a estar controladas por la Unión India. Es entonces cuando los periódicos lusos se avienen a transmitir el mensaje de “resistencia hasta la muerte” que el Gobierno quiere difundir.

    El 19 de Diciembre el “Diário de Notícias” fabula una heroica resistencia en Pangim, “que se habría prolongado durante ocho horas, mientras incesantes bombardeos arrasaban las instalaciones del puerto de Mormugão“. “O Século”, por su parte, imagina violentos enfrentamientos en Pondá que causan gran número de baja en ambos bandos, y permiten hacer prisioneros indios. Sin embargo Gordon Martin, corresponsal de la Agencia Reuters, deja claro que “a primeras horas de hoy, día 19, tropas del ejército hindú han atravesado el río Mandovi y entrado en Pangim, la capital de Goa“. El Embajador de Portugal en Washington, Dr. Pedro Teotónio Pereira, que debía tener otras fuentes de información, envía un desmentido a la prensa negando que “el Gobierno y las fuerzas militares de Goa hayan dejado de oponer resistencia“. El periódico “O Século”, el eterno rival del “Díario de Notícias”, se lleva la palma en desfigurar la realidad. El 19 de Diciembre publica en primera plana la noticia del “hundimiento glorioso del ?aviso-cañonera NRP Afonso de Albuquerque con toda su tripulación” cuando, en realidad, el barco ha conseguido encallar tras el combate y los sobrevivientes han sido capturados. Aunque ya se sabía que el Gobernador-General Vassalo e Silva había firmado a las 14:00h la rendición de las tropas portuguesas ante el General en Jefe de las fuerzas hindúes, K.P. Candeth, el matutino lisboeta asegura que una comunicación por radio captada a las 15:00h confirmaba que “se continuaba luchando encarnizadamente para defender Pangim“. El 20 de Diciembre el periódico se hace eco del comunicado de la Embajada de Portugal en París que anuncia “centenares de muertos entre la población civil y los militares“. El 21 de Diciembre “O Século” renuncia a cualquier objetividad al informar de que “en el puerto de Mormugão, tras haber hundido sus barcazas de desembarco, los portugueses han rechazado en combate cuerpo a cuerpo a los marinos hindúes que intentaban desembarcar“. Todavía una semana después del inicio de la “Operación Vijay” sus periodistas pensaban que grupos de guerrilleros continuaban luchando contra los invasores. El 30 de Diciembre el diario divulga una nota del Gabinete del Ministerio del Ejército publicando a toda plana el sensacionalista titular: “¿1.018 bajas militares?” (cfr. “Os Jornais e a Invasåo de Goa”, <DN->, 2009 Dez. 16, Valentino Viega, recogido en historia@blogspot.com).

    No es de extrañar que, en España, las noticias sobre el derrumbe del Estado Português da Índia fueran confusas. No existía libertad informativa y todas las emisoras debían transmitir a determinadas horas un marcial y escueto “Diario Hablado de Radio Nacional de España“. Yo esperaba esos momentos con ansiedad, aferrado a un pequeño transistor Zenith. Nada más confirmarse la capitulación del Gobernador-General de la India Portuguesa el hijo de un catedrático de la Universidad Complutense telefoneó a un amigo común invitándolo a participar en una manifestación contra la agresión perpetrada por el Primer Ministro Nehru. Este, a su vez, me invitó a mí. Acepté de inmediato, a sabiendas de que era ilegal manifestarse, y quedamos citados a las nueve de la mañana del día siguiente, víspera de Navidad, frente a la iglesia madrileña de San Francisco el Grande, en los aledaños de la Embajada de la Unión India. No deja de tener cierta gracia el que, al paso de los años, ambos amigos convocantes, llegaran a ser médicos ilustres en Cantabria.

    Acudimos a la cita una treintena de estudiantes universitarios, varones todos. Lucía el sol y la temperatura era primaveral para unas navidades madrileñas. Cuando estuvimos todos, el cabecilla de la manifestación, un muchacho alto y enjuto con aire de gentilhombre, enarboló la bandera portuguesa que ocultaba bajo un abrigo azul Loden Steinbock, claramente superior a las imitaciones baratas de la prenda austríaca que hacían furor aquel año, y echó a andar en dirección a la embajada enseña en alto. Le seguimos sin prisa, deshilvanados, por calles desiertas. Un grupillo de cuatro o cinco desplegó un par de pancartas de regular tamaño. No era día de madrugar y en la mayoría de las casas las persianas permanecían bajadas. La embajada ocupaba un primer piso, poco alto, en un chaflán con balconcillo del exquisito barrio que delimitan la Plaza de Cibeles, la Puerta de Alcalá, la vieja Escuela de Ingenieros de Caminos del Retiro y el antiguo Ministerio de Fomento. Una negra berlina SEAT 1400, sin ningún distintivo especial, surgió de una bocacalle y se detuvo ante nuestro grupo. El conductor del vehículo desmontó y sin identificarse preguntó con voz aburrida: “¿Sóis los de la manifestación?“. El muchacho alto y elegante de la bandera, avanzó hasta él y le entregó su carnet de identidad. El policía tomó el documento y a medida que leía iba moviendo la cabeza con gesto de aprobación. Se lo devolvió respetuosamente y dijo con paternalismo: “Todavía tengo que ir a comprar unas naranjas para esta noche, porque si no mi mujer me mata. Tenéis casi una hora. Si después de ese tiempo encuentro a alguno de vosotros por aquí no me va a quedar más remedio que arrestarlo ¿Está claro?“. Asentimos unánimente y el presunto comisario volvió a subir al automóvil y arrancó en dirección a la cuesta de Moyano.

    La representación diplomática de la India se hallaba cerrada. No sólo por ser domingo y día de Nochebuena. En realidad únicamente abría al público ciertos días. Aunque España se apresuró a nombrar embajador en Nueva Delhi en 1956 la India se tomó las cosas con calma. En 1958 añadieron a las funciones de su Alto Comisario en Londres las de Embajador ante España, dejando la legación en manos de un oscuro Encargado de Negocios. Las relaciones mutuas eran frías por ser la India hostil al franquismo, opuesta a los confettis coloniales españoles y nada amiga del Pacto Ibérico. Además de otras razones, la aproximación política al Pakistán, país del cual importaba España importantes partidas de yute tampoco favorecía una gran cordialidad bilateral.

    Cuando llegamos a la sede de la Embajada montamos una trapatiesta que despertó al vecindario. Algunas mujeres salieron en camisón a los balcones y contemplaban atónitas las pancartas, la bandera y las alharacas del grupo. Mientras un par de manifestantes intentaba desprender la placa colocada a la entrada del inmueble, otros tres o cuatro treparon por la fachada hasta el balcón. Desde la calle vimos a dos mocetones arrancar el pesado escudo de bronce con los leones de Samath, emblema de la Unión India, y arrojarlo por encima de la balaustrada. Un individuo que había penetrado en el interior de la Embajada arrojaba, enloquecido, tinteros y objetos de escritorio a las paredes. Otro de los manifestantes se colgó del mástil que sobrevolaba el balcón -no tenía bandera- hasta quebrarlo, aterrizando, nada airoso pero indemne, sobre un montón de abrigos apresuradamente colocados en la acera para amortiguar su caída. Cuando aparecieron los primeros vehículos de la Policia Armada -los temidos “grises”- lo hicieron con el cambio de velocidades en la primera marcha. Corrí tras el amigo que me invitó a la manifestación seguidos, con bastante desgana, por varios “grises”. Desembocamos en el Paseo de Alfonso XII donde se nos aproximó un Renault “Dauphine” que abrió las puertas traseras para que entrásemos al automóvil. Cuando lo hicimos el pasaje sumó siete personas. Un record para un coche que difícilmente podía llevar cinco. Al volante, satisfecho, el joven elegante del Loden azul nos saludó con un británico: “¿Dónde os dejo?“.

    A miles de kilómetros de allí comenzaba el viacrucis de los 3.306 prisioneros de guerra portugueses. Oliveira Salazar, encolerizado al ver que sus órdenes para hacer de Goa otra Numancia habían sido desobedecidas, estigmatizó como traidores a los supervivientes, desentendiéndose totalmente de ellos. La exasperación de la India llegó al punto de ofrecer liberar a cuantos prisioneros pudieran pagarse el viaje de regreso a Portugal. La repatriación oficial de quienes no eran “ni muertos ni héroes“, comenzó por fin el 2 de Mayo de 1962. Los defensores de la India Portuguesa fueron recibidos a punta de pistola en Lisboa como desleales al “Estado Novo”. Numerosos oficiales serían expulsados del Ejército por una irregular Comisión de Investigación Militar. En cuanto al ex-Gobernador-General Vassalo e Silva, fué apartado del Ejército sin juicio y obligado a partir al exilio.

    El 25 de Diciembre de 1961, escasamente un día después de haber sido asaltada la embajada de la India en Madrid, la prensa y radio portuguesas ya estaban haciéndose eco de lo sucedido. Los periódicos rivales “Diário de Notícias” y “O Século”, los más leídos del país vecino, transmitían la noticia a sus lectores con alguna diferencia de matiz:

    El lisboeta “Diário de Notícias” destacaba la noticia en primera plana, a dos columnas, con llamativos titulares en rojo y negro: “Pisada y quemada en Madrid la bandera de la Unión India tras ser arrancada del edificio de la Embajada en el curso de una manifestación de estudiantes españoles que gritaban ¡Viva Goa portuguesa!”. Madrid, 24. (del corresponsal del <Diário de Noticias>). Un numeroso grupo de estudiantes universitarios de distintas filiaciones políticas se reunieron hoy frente a la Embajada de la Unión India en esta ciudad, en una vibrante manifestación de protesta por la agresión hindú a Goa, Damán y Diú. Los estudiantes, que llevaban una bandera de Portugal, gritaban: “¡Abajo Nehru!” y “¡Viva Goa portuguesa!”. En un momento dado los manifestantes avanzaron hacia la fachada del edificio y algunos de ellos lograron izarse, desde el exterior, hasta el piso en el cual se encontraban los emblemas de la Embajada, arrancando el letrero y partiendo el mástil donde ondeaba la bandera de la Unión India. Después, arrojándola al suelo, la pisotearon y la quemaron. Además, los estudiantes arrancaron otra placa de bronce antes de que un furgón policial, llamado por los funcionarios hindúes, apareciese ante el local. Las fuerzas del orden dispersaron pacíficamente, sin que se registraran incidentes, a la manifestación, que duró cerca de media hora y en la cual participaron, entre otros, los hijos del Rector Magnífico de la Universidad, Royo Villanova, el hijo de Serrano Súñer y muchos otros estudiantes pertenecientes a las más destacadas familias madrileñas. (E.)

    En cambio, el desaparecido diario “O Século”, recogía la noticia con menos sensacionalismo del habitual en su redacción, e incluso citaba a una fuente hindú: “Con gritos de ¡Viva Portugal! y ¡Muera Nehru! estudiantes españoles atacan la Embajada de la Unión India en Madrid”. Madrid, 24. Cerca de medio centenar de estudiantes españoles, enarbolando una enseña portuguesa, atacaron la Embajada de la Unión India en Madrid rompiendo el mástil de la bandera, que arrancaron, mancillándola e incendiándola al grito de <¡Viva Portugal!> y <¡Muera Nehru!>. Algunos de ellos consiguieron trepar hasta el lugar de la fachada del edificio donde estaban colocados los emblemas hindúes, arrancando el letrero de bronze. Los manifestantes fueron dispersados enseguida sin mayores incidentes. M.K. Khisha, Encargado de Negocios interino de la Unión India manifestó a la Agencia Reuters que “alrededor de veinticinco estudiantes se reunieron ante la Embajada y arrancaron el mástil de la bandera. Sin embargo, según las declaraciones de Khisha, la bandera no habia sido izada porque la Embajada estaba cerrada y, salvo un mensajero, no había nadie dentro”. (ANI-F. P.-R.).

    Puesto que no hubo periodistas en el ataque a la Embajada de la Unión India, alguién debió informar a la prensa portuguesa de cuanto sucedió en Madrid en ese mismo día. El “Diário de Notícias”, con un regusto a “ecos de sociedad”, precisa que entre los asistentes a aquella olvidada “manifa” se hallaba un selecto grupo de “las más destacadas familias madrileñas” entre los cuales cita a “los hijos” de dos personalidades políticas e intelectuales de la época: el Prof. Royo Villanova, Rector Magnífico de la Universidad de Madrid, y el ex-ministro de Asuntos Exteriores Serrano Súñer, cuñado del General Franco. Únicamente recuerdo al primogénito del rector, Alejandro Royo-Villanova y Payá, años después miembro destacado de UCD y senador por Valladolid. El habría sido uno de los organizadores de la manifestación. En cambio, no hago memoria de que hubiese estado con nosotros ninguno de los hijos de Ramón Serrano Súñer.

    La breve algarada ante la Embajada de la Unión India en Madrid el 24 de Diciembre de 1961 fué un “incidente” mínimo si no –como comentan algunos de los alborotadores con quienes aún mantengo contacto– una acción “cutre”. Aún así, resultó políticamente rentable, una vez “maquillada” de solidaridad de las élites españolas con Portugal. No creo que “Diário de Notícias” sacara a relucir el apellido Serrano Súñer gratuitamente. El ex-ministro y cuñado de Franco adquirió cierta visibilidad política en aquellos días, demostrando sobrada capacidad para abandonar a voluntad el retiro político que se le atribuía, dando su apoyo a Portugal en la coyuntura de Goa. Tenía tras de sí a un pequeño imperio mediático al haber fundado la Agencia Efe en 1939, y ser el único propietario particular de una emisora de radio ?Radio Intercontinental-, poseyendo derechos sobre otra frecuencia radiofónica. Mantenía, además, una gran sintonía intelectual con Oliveira Salazar, fruto de la admiración que ambos se profesaban.

    Al comienzo de la Segunda Guerra Mundial la figura de Ramón Serrano Súñer era tan poco grata para los gobernantes portugueses como los mapas falangistas donde Portugal aparecía sin frontera separándolo de España. El historiador Paul Preston asegura que mientras Serrano Súñer fué ministro mantuvo en su agenda la anexión de Portugal. Pero las cosas cambiarían a partir del encuentro hispano-portugués en Sevilla, el 12 de Febrero de 1942, donde Oliveira Salazar y Teotónio Pereira –embajador en Madrid y artífice del Pacto Ibérico– se reunieron en “petit comité” con el General Franco, Serrano Súñer y Nicolás Franco. Según Teotónio Pereira, Serraño Súñer fué cautivado por “la sinceridad, sencillez, transparencia, valentía moral y cortesía, honradez y firmes convicciones” de Salazar (“Pedro Teotónio Pereira, Embaixador Português em Espanha durante as Guerras“, Estudos em Homenagem a Luís António de Oliveira Ramos pp. 429?440, Faculdade de Letras da Universidade do Porto, por Manuel Braga Cruz, 2004). Sea como fuere, Oliveira Salazar y Serrano Súñer sellaron en aquella cumbre una duradera y estrecha amistad. Se diría que también Serrano Súñer se había rendido al lusitano “Hechizo del Imperio”.

    Entre aquella treintena de estudiantes “iberistas” no hubo ningún falangista. En 1961 comenzaban a ser un anacronismo. Estábamos, sobre todo, los hijos de una emergente clase media de profesionales liberales que, deseando ver llegar la democracia a España, aún creía posible igualar las colonias europeas con sus metrópolis, librándolas de las fábricas de miseria que eran la Unión Soviética y el emergente “bloque afroasiático” de naciones. El nuestro era otro anacronismo, pero con ribetes de utopía. Empero, las colonizaciones han demostrado ser intrínsecamente malas. Tanto así que a veces hasta el comunismo ha resultado un mal menor. Pero yo no pediría perdón por nuestras ideas de entonces. Puede que cuarenta años más de colonización europea hubiesen podido salvar a muchas naciones de sí mismas.


    FIN DE LA SEXTA ENTREGA

    (CONTINUARÁ)


    “Los Dientes del Tigre Portugués y el Hombre que Enamoró a Lady Edwina” (6)
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Los Dientes del Tigre Portugués o El Hombre que Enamoró a Lady Edwina (7)

    by jaime • 10/07/2012 • Comments Offon Los Dientes del Tigre Portugués o El Hombre que Enamoró a Lady Edwina (7)
    Otra noche más que no duermo,
    Otra noche más que se pierde,
    ¿Qué habrá tras esa puerta verde?,
    ¿Qué habrá tras esa puerta verde?
    ¿Qué habrá?…
    (“La Puerta Verde”, Los Llopis,
    grupo de rock cubano, 1958)
    No está de más rememorar la división administrativa del que fuera Estado Português da Índia, al cual solía aludirse con el prosaico acrónimo “E.P.I.”. Aquella exótica posesión, principio y fin del señorío luso sobre Oriente, abarcaba tres distritos aíslados, subdivididos, como el Portugal metropolitano, en concejos y parroquías.
    E.P.I.
    DEPENDENCIAS
    SUPERFICIE
    CENSOS
    (1) Distrito de GoaL 15° 48’00″N-14° 53’54″N/l 74° 20’13″E-73° 40’33″E islas: Goa; Angediva; S. Jorge; Morcegosenclaves: Tiracol
    3.806 km2
    589.120 habts. (1960)547.448 habts. (1950)
    (2) Distrito de DamãoL 20° 24′ N/ l72° 50′ E enclaves: Dadrá; Praganá Nagar Aveli
    384 km2
    22.242 habts. (1960)69.005 habts. (1950)
    (3) Distrito de DiuL 20° 42′ N / l 70° 59′ E islas: Diu; Sto. António de Simborenclaves: Gogolá; Simbor-Rio Vançoso
    52,5 km2
    14.269 habts. (1960)21.138 habts. (1950)
    (Cuadro I).- Datos sobre el “Estado Português da Índia”. Entre 1930 y 1960 la población de la colonia disminuyó en 12.215 habitantes. La mayor parte de ese decrecimiento tuvo lugar durante el período que media entre 1950 y 1960 (-11.960 habitantes), coincidente con la primera pérdida territorial del Imperio Portugués contemporáneo: la anexión en 1954 de Dadrá y Nagar Aveli por los hindúes. Fué también en dicho año cuando la Unión India llevó a cabo un bloqueo total de los territorios hindo-portugueses que incrementó el flujo migratorio de los goeses hacia otras provincias del Imperio. A título comparativo, Ceuta el antiguo enclave portugués donde Camões sirvió de 1547 a 1550 y que en 1641 optaría por la Corona de España frente a la Restauración de Portugal- cuenta con 19 km² de superficie y 82.376 habitantes, y su actual guarnición probablemente iguala (?) a la de la totalidad del E.P.I. en 1961. Repartir equitativamente la guarnición de 3.500 soldados portugueses entre los tres distritos del E.P.I. habría resultado en poco más de 1.000 soldados por distrito o un soldado por cada 1,2 km2 de territorio.


    (Fig. 1).- El Arco dos Vice-reis hacia 1609. Visión romántica donde el reclamo turístico sublima la nostalgia. No faltan detalles como un saudadoso tilde de nasalidad o una pequeña cruz naútica apuntando al Oriente. Pero destaca, sobre todo, la representación de lo que pudo ser el “Arco dos Vice-reis” hacia 1609. En su fachada, al contrario de lo que sugiere el dibujo, predominarían los tonos oscuros del granito verde y no los rojos lateríticos, propios del recubrimiento posterior. Allí, recién arribados del muelle contiguo, los virreyes eran sermoneados en latín por el Senado de Goa y recibían las llaves de la ciudad. Por ese pórtico accedían asimismo, con pompa y boato, al intramuros de Goa Antigua, en procesión por la llamada Via Direita. Es obra de estilo manuelino, edificada por el arquitecto Julio Simão en 1597 en tiempos de Felipe II de España y I de Portugal. Con ella quiso el Virrey Francisco de Gama honrar a su bisabuelo, el Almirante Vasco de Gama. Los enemigos de aquel destruyeron la efigie de éste, que no sería repuesta hasta 1609, siendo sustituída en el ínterin por una imagen de Santa Catalina de Alejandría, en cuya festividad conquistó Goa Alfonso de Albuquerque. En 1606, el Senado de Goa votó reponer la estatua del Almirante pero superponiéndole otro nicho para no desairar a la santa patrona. Ambos nichos se desmoronaron en 1948, eliminándose el de la santa al reconstruirse el arco en 1954 (ilustración procedente, i.a., de http://www.flickr.com, incluída en las secciones “photos emoitas” de “moitas61″ y “Xperience Goa group”).Para extirpar los tres trozos de saudade que componían el Estado Portugués de la India el Doctor Nehru administró una terapia agresiva. Los días que preceden a la “Operación Vijay” –el código hindú para la invasión– son un gran ensayo general. Los navíos de guerra costean impunemente aguas lusas. Cual tábanos de vaca sagrada, enjambres de aviones venidos de Jamnagar, Poona y Sambre revolotean sobre los enclaves. Las razzias del ejército indio en territorio portugués se multiplican. El terrorismo de la guerrilla izquierdista sube de tono: atacan puestos aíslados, ponen bombas y quiebran la moral de las tropas nativas con atrocidades como dejar a los auxiliares goeses malheridos tras ametrallarles los testículos.
    (Fig. 2).- El Arco dos Vice-reis antes de 1948. En esta foto con negativo en vidrio, que podría remontarse a la Primera Guerra Mundial, dan vistosidad al monumento encalados y policromías. El arco fué una de las cuatro puertas del palacio de Yusuf Adil Shah, el sultán a quién Alfonso de Albuquerque arrebató Goa. Ante esta fachada hubo muelles, arsenal naval, cuarteles, aduanas, etc. y tras ella el fabuloso patrimonio de Goa Antigua que consumió la incuria. Desde el frontis dórico de granito verde, bajo Santa Catalina de Alejandría y sobre metopas alternantes de astrolabios y gamos, su animal heráldico, Vasco de Gama oteaba las aguas del Mandovi hasta el Mar Arábigo. En 1948 la parte superior del arco se vino abajo (Arquivo Científico Tropical Digital Repository ACTD/Arquivo Histórico Ultramarino, Lisboa, Port.).
    (Fig. 3).- Obras de Reconstrucción del Arco dos Vice-reis en 1954. La restauración del principal símbolo de la dominación portuguesa en el Oriente se proyectó entre 1952 y 1954. Las obras comenzaron en 1954, año de gran tirantez en las relaciones con la Unión India. La independencia de este país en 1947 y la insistencia de Nerhu en que los territorios lusos eran “una verruga que debía extirparse” condujeron a las autoridades del Estado Novo a intensificar la recuperación y potenciación del acervo monumental del Estado da Índia para así contar con nuevos argumentos que justificasen la permanencia de Portugal en el Subcontinente. Para coadyuvar a tal fin Lisboa despachó a Goa en 1951 una misión de la Direcçao Geral dos Edificios e Monumentos Nacionais (D.G.E.M.N.) entre cuyos arquitectos destacó Baltazar de Silva Castro, que permanecería trabajando en la colonia durante el período 1950-57. A él se atribuye la totalidad del proyecto de restauración del Arco dos Vice-reis. La obsesión del Baltazar de Silva por suprimir los encalados, dejando el ladrillo visto, no gozó de universal aprecio. Pero, como sucedió con el neo-herreriano franquista, estaba en la mentalidad de la época el intentar revivir una Edad de Oro “majestuosamente sobria” y el purismo del arquitecto buscó recuperar para los monumentos de Goa “su pureza original“. Si la reconstrucción que del arco se hizo en 1954 lo empequeñeció, desposeyéndolo de su anterior donaire y folclorismo, cabe decir en defensa del arquitecto que ni se dispuso de los recursos necesarios para devolver a Velha Goa su grandeza, ni los planes de reconstrucción fueron precisamente grandiosos. Se constata en esta foto el trabajo artesanal y la pobreza de medios puestos en juego para la reconstrucción del Arco dos Vice-reis. Baltazar de Silva prescindió del nicho dedicada a Santa Catalina por tratarse de un añadido (Foto procedente del libro “Capitão Manuel Sidónio Nunes – Um Testemunho de Vida“, por Antonieta dos Santos Nunes & Paulo Cruz, editor A Companhia da Palavra <companhiadapalavra@gmail.com> en Figueira da Foz en Diciembre de 2011). (Fig. 4).- El Arco dos Vice-reis entre 1957 y 1959. Posan en traje de faena ante el frontis del reconstruído arco triunfal tres soldados del Batallón de “Caçadores das Beiras“, cuya misión principal consistía en la vigilancia de los monumentos de Pangim y Velha Goa. Eran, sin saberlo, parte de un desesperado envite político que ponía en juego el patrimonio cultural hindo-portugués. El arco fué solemnemente declarado “monumento histórico” en 1932. Testigo y protagonista, durante casi cinco siglos, del día a día del Estado Português da Índia, el “Arco dos Vice-reis” antecede al “India Gate” de Nueva Delhi en 334 años y es la “Puerta de la India” por antonomasia Resultaba inevitable para los reclutas fotografiarse ante este mítico Pórtico de la Gloria de Portugal en Asia. (Foto del Portal “Dos Veteranos da Guerra de Ultramar” en http://ultramar.terraweb.biz).
    (Fig. 5).- El Arco dos Vice-reis en la actualidad. Con la Goa Antigua declarada “Patrimonio de la Humanidad” y el pasado portugués convertido en un bien de consumo turístico, se han visto favorecidas las políticas locales de recuperación y conservación de monumentos. Empero, el entorno del arco que muestra la foto es mejorable. Este arco de apariencia modesta mantiene la inoportunidad de cuanto simboliza. En el remate de su cara posterior se repuso el gran relieve de bronce donde una dama coronada se yergue con su báculo sobre un anciano yacente. Donde el nacionalismo hindú vé el humillante sometimiento de un nativo “pagano” al catolicismo inquisitorial europeo, algunos cristianos prefieren ver una sutil reconvención acerca de la primacía de los valores espirituales sobre el ánimo de lucro que acompaña a las conquistas. El interior del arco es un buen muestrario epigráfico. En una de las placas allí expuestas, fechada en 1664, Juan IV se coloca bajo la advocación de la Santísima Concepción, congratulándose del fin del dominio español sobre Portugal. Es copia fiel de un deteriorado original sustituído en 1831 (existen en la metrópoli placas intactas, muy parecidas, del primer rey Bragança). Al lado, con la leyenda “Legítimo e verdadeiro rei Dom Juan IV, restaurador da liberdade portuguesa” puede verse un bajorrelieve del monarca que, espada en mano, alza el pendón concepcionista. La placa más antigua, la que presidía la fachada del monumento, nos recuerda que “Reinãdo El-Rei Dom Phelipe 1º pos a cidade aqui Dom Vasco da Gama 1º Conde Almirante Descobridor e Conquistador de la India sendo Vizo-rei o Conde Dom Francisco da Gama seu bisneto o ano de 97“ No llegó a digerir tanta grandeza la baronesa Brassay, vivaz escritora e incansable viajera británica -poseía un lujoso yate a bordo del cual recorrió los mares con su marido- cuando en su libro póstumo “The Last Voyage to India and Australia in the Sunbeam” (1887), menciona irónicamente la insignificancia del arco lusíada porque al ir a fotografiarlo bastó el salacot de un acompañante para eclipsarlo. De no haber ofuscado dicho casco el objetivo de la cámara de la baronesa, la emulsión de la placa fotográfica se habría velado con el fulgor de luminarias como la participación de Diogo de Couto, el historiador y amigo de Camões, en los fastos que en 1609 marcaron la solemne rentronización de Vasco de Gama en el Arco dos Vice-reis (foto tomada del blog de itinerancias “De volta à Índia” en http://voltaindia.blospot.com).Cada provocación entraña un casus belli pero es preciso aparentar que Goa sólo sufre un nuevo embate de la jactancia india y que, terminado el paripé, todo volverá a ser como antes. Sin embargo, el lunes 11 de diciembre los europeos intuyen que esta crisis no es como las anteriores e intentan malvender, sin hallar compradores, muebles y automóviles. El miércoles 13 de diciembre cunde el pánico bancario: la gente se precipita a retirar sus depósitos. Lisboa, consciente de que los días portugueses del Estado da Índia están contados, tiene ya vuelta su mirada hacia Africa y se limita a dosificar la desinformación y el victimismo. Pese a todo, en la víspera del “Vijay Day” los oficiales del Imperio Lusíada mantienen rutinas como dar unos patacos al mendigo que pide esmolas bajo una higuera de Bengala en el mercado de Pangim, delegar en el sargento goés, políglota y eficaz, el cifrado y descifrado de tediosos comunicados confidenciales o saborear melacólicamente frente al mar, en las frescas noches estrelladas de Margão, los Gibson Martini que mezcla el barman del Bar Longinhos. Son las postrimerías de un mundo que declina. En breve, esos mismos personajes, vueltas las tornas, los vigilarán sin casticismos desde el otro lado de las alambradas de los improvisados campos de concentración de Novalim y Pondá, enfundados en flamantes uniformes del ejército de la Unión India.
    (Fig. 6).- El dios Visnú y sus avatares. Uno de ellos es “Vijay” o “Arjuna”, el arquero invencible. Vijay significa en sánscrito “ofensiva victoriosa”. Designar “Operación Vijay” a la invasión de Goa no fué inocente ni casual. Creyente a su manera, simpatizante del hinduismo en su juventud, dudando a veces entre marxismo y catolicismo pero demasiado conocedor de los británicos como para sentirse atraído por el protestantismo imperial, Nerhu valoró en la religión -como Stalin- el factor de movilización, elemento capaz de infundir entusiasmo y militancia al proletariado mayoritariamente hinduista de su patria (ilustración tomada de http://sobreindia.com).El lunes 18 de Diciembre de 1961 es la fecha oficial del comienzo de la “Operación Vijay“. Nerhu, que es buen escritor y conoce el valor subliminal de las palabras porque con ellas ha enamorada locamente a la esposa del último virrey británico, no ha elegido el nombre en vano. Con la palabra Vijay se designa en sánscrito al “ataque victorioso“. Pero Vijay es también uno de los diez nombres de Arjuna, el arquero divino del Mahabharata y una de las teofanías de Visnú, el dios de dioses, creador, conservador y destructor del universo. Las sagradas flechas de Arjuna buscarán el corazón del Estado Português da India asaeteándolo allí donde verdaderamente palpita: en Pangim, la sede del Gobierno, y en la aglomeración Vasco da Gama-Mormugão, la sede industrial. Para tomarlos, el ejército de la Unión India lanza, en una operación masiva, cuatro ataques: dos por el norte, uno por el este y una maniobra diversiva por el sur. La Marina se encarga del bloqueo naval y de la destrucción de las defensas costeras u otros objetivos a tiro. Los atacantes apoyan su avance saboteando las defensas del territorio con quintacolumnistas e infiltrados. Desde el aire neutralizan artillería y morteros mientras las unidades de ingenieros interfieren transmisiones, ocupan puntos neurálgicos, reparan rutas de invasión e inutilizan aeropuertos. Más o menos lo que cualquier manual militar enseña. Nada a lo cual puedan responder, sin aviación ni carros de combate, unas precarias fuerzas portuguesas lastradas por la bisoñez -las aguerridas tropas africanas han sido sustituídas por soldados de remplazo y alféreces de complemento- y por la mediocridad de su armamento -están equipadas con fusiles Kropatschek modelo 1892 y la artillería, mayormente inútil, apenas puede disparar unas municiones que, procedentes de la Primera Guerra Mundial y de partidas defectuosas o rechazadas por West Point, se han ido pudriendo en las húmedas santabárbaras tropicales-.Iniciado el asalto, Nerhu-Arjuna se esfuerza por salvar la buena imagen de su avatar pacifista. Las órdenes que ha dado al ejército son estrictas: deben avanzar reduciendo al mínimo las bajas propias y las ajenas. Son casi 50.000 hombres contra apenas 3.500, apabullados por cazas enemigos que cuando localizan concentraciones de tropas portuguesas juegan a volar sobre sus cabezas sin disparar. El ejército hindú, de ejemplar disciplina, cumple así la voluntad de Nerhu. Pese al despliegue propagandístico que ha satanizado a los lusos, presentándolos ante la opinión pública india como esbirros sanguinarios al servicio de una tiranía colonialista cuyas violaciones de los Derechos Humanos nada tiene que envidiar a las de las dictaduras de Hitler, Mussolini y Franco, los invasores actúan casi siempre con calculada contención. Frente al plazo de ocho días para perder la guerra que buscaba Salazar, el Pandit Nehru –conocedor de sus planes– se propuso ganarla en tres. Pero bastaron 48 horas para poner fin a 461 años de soberanía portuguesa.


    Los Dientes del Tigre Portugués o El Hombre que Enamoró a Lady Edwina (7)
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
    𝕽𝖆𝖒𝖎𝖗𝖔 𝕷𝖊𝖉𝖊𝖘𝖒𝖆 𝕽𝖆𝖒𝖔𝖘

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