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Tema: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

  1. #1
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    Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    O FIM DO ULTRAMAR PORTUGUÊS: ERRO E TRAIÇÃO (pelo General Kaúlza de Arriaga)

    Abril de 1994

    A DESCOLONIZAÇÃO

    SÍNTESE

    A chamada descolonização do Ultramar Português, realizada logo após o "25 de Abril", foi, na sua essência, um erro, diria um erro maior, e , no relativo à Pátria Portuguesa, que era, e às populações portuguesas metropolitanas e ultramarinas, que o eram, uma traição, diria, uma alta traição.

    I. O ERRO

    O erro maior, resulta de duas realidades que, na ocasião, dominavam a conjuntura – o grau de desenvolvimento das populações ultramarinas e a situação internacional.

    As Populações
    A primeira realidade contém a verdade, verdade importante, das populações ultramarinas da época, não só não terem o menor sentimento nacional próprio, mas apenas sentimentos fortemente tribais, como terem por única ligação consistente, entre si, a sua qualidade portuguesa.

    Também, nesta realidade, se contém outra verdade, esta certamente decisiva. As mesmas populações usufruíam de um esforço imenso que se fazia, nos anos 60 e começo dos anos 70, no sentido da sua promoção em geral e especialmente nos planos da educação, civismo, saúde, nível de vida e desempenho de cargos políticos, este sempre que a qualidade o aconselhava. Mas, mesmo assim, essas populações não possuíam, ainda, características que lhes permitissem autodeterminações minimamente autênticas e governações, se disso fosse o caso, minimamente capazes. As autodeterminações seriam forçosamente uma obtusidade e, no caso das independências, estas seriam fatalmente o caos.

    Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma trágica. Aqui há que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, propagandeie o contrário, que se mais cedo tivesse sido feita a descolonização, mais generalizado e profundo teria sido o caos.

    Dentro de cerca de três décadas, a partir de 1960, isto é, nos anos 90, e se continuasse o esforço de promoção referido, talvez, sim, as populações, principalmente as de Angola e Moçambique, tivessem atingido um grau de desenvolvimento permissivo de autodeterminações autênticas no bastante e de governações, se fosse esse o caso, suficientemente capazes.

    A não consideração das verdades acabadas de expôr foi o erro.

    A Situação Internacional
    A segunda realidade dizia respeito à situação internacional então vivida, mas vivida intensamente. Era a confrontação Leste-Oeste no seu auge, que, na estratégia indirecta da URSS e durante algum tempo também da China Continental, continha, como grande objectivo, a conquista do controle da África Austral, fonte importantíssima de minérios essenciais à vida normal do Ocidente e ao seu esforço militar, e base de possíveis intervenções no fluxo do petróleo, não menos essencial, que vindo do Golfo Pérsico, abastecia a Europa e mesmo os EUA. Esse controle era, até então e na ocasião, exercido pelo Ocidente, através de Portugal - Angola e Moçambique - , da República da África do Sul e da Rodésia.

    Nesse sentido da conquista do controle da África Austral e independentemente de um curto período em que os EUA - administração Kennedy - paternizaram uma infeliz intervenção no Noroeste de Angola, a URSS e a China Continental transformaram, em seus tele-satélites, os países fronteiriços a Norte da África Austral, os, hoje, Congo, Zaire, Zâmbia e Tanzânia. E, a partir destes países, lançaram-se na promoção, apoio e condução de ofensivas subversivas em Angola e Moçambique, com a finalidade de atacarem a África do Sul e o que, hoje, é a Namíbia, e conseguirem o seu objectivo anti-ocidental – o referido controle da África Austral.

    Deste modo, qualquer autodeterminação ou independência de Angola ou Moçambique teria, como consequência imediata e inexorável, o seu domínio pela URSS e pela China Continental.

    Como, de resto, sucedeu factualmente e por forma dramática em relação à URSS, dada a desistência da China Continental. Aqui, há, igualmente, que afirmar, com nitidez e desmentindo frontalmente quem, por ignorância ou má fé, apregoe o contrário, que se mais cedo tivesse sido a descolonização, mais depressa se teria verificado esse domínio de Angola e Moçambique pela URSS.

    Dever-se-ia, em Angola e Moçambique, aproveitando e reforçando a paralização da guerra, verificada por impossibilidade do MPLA e da FRELIMO, isto é, o sucesso português em termos de contra-subversão, ter esperado pelo fim da URSS, o que teve lugar em 1991 e que era, mais década menos década, previsível, como eu próprio o previ, em conferência pública, proferida em 1966, no então Secretariado Nacional de Informação. E ter esperado, também, pela desistência da China Continental, o que teve lugar mais cedo.

    A não consideração da realidade acabada de expôr foi mesmo erro maior.

    II. A TRAIÇÃO

    A Pátria é uma entidade estrutural, mais espiritual do que física, indiscutível e perene, e que se sobrepõe às diversas e sucessivas situações conjunturais nacionais que se vão vivendo.

    E há Pátrias com vocação para gerarem outras Pátrias. É o caso de Portugal. Porém, isso só, exclusivamente, quando as Pátrias em gestação tenham já possibilidades factuais de realmente o serem, quer no relativo a sentimentos nacionais, quer no relativo ao seu desenvolvimento e quer no relativo ao seu enquadramento político internacional. E isso, também, só, exclusivamente, quando as populações da Pátria mãe, na execução da sua vocação, e as populações das Pátrias em gestação, o expressarem conscientemente, maioritariamente e empenhadamente.

    Sempre que alguém pretenda afectar a estrutura da Pátria, no seu espírito ou no seu âmbito físico, sem que as populações interessadas se tenham expressado, como se disse, em consciência, maioritáriamente e com empenho, esse alguém está a praticar ou a tentar praticar um acto de traição ou de alta traição.

    No caso do Conjunto Português, vigente em 1974, além de se não verificarem, como já se considerou, as condições citadas relativas a sentimentos nacionais próprios, ao desenvolvimento e ao enquadramento político internacional, as populações não expressaram minimamente qualquer desejo de que se formassem novas Pátrias. Isto, no referente às populações metropolitanas, com excepção de alguns, muito poucos: medíocres em demasia, ou cegos pelo ódio político; ou, ainda, servidores de interesses estrangeiros. E, no referente às populações ultramarinas, com excepção talvez em parte das da Guiné e de algumas pequenas parcelas de etnias de Angola e Moçambique, cujo "habitat" se situava de um e de outro lado das fronteiras com países tele-satélites da URSS e da China Continental, onde eram sujeitas a intensas lavagens cerebrais, verdadeiras intoxicações políticas. Assim, a esmagadora maioria das populações interessadas considerava-se bem, muito bem, na sua condição portuguesa.

    E a descolonização em causa, efectivada, traiu a Pátria Portuguesa e traiu aquelas populações. A descolonização foi, pois, uma traição. O grau de traição elevou-se quando essa descolonização apenas consistiu na entrega, que se lhe sabia inerente e, deste modo, premeditada, dos territórios em causa à URSS. A descolonização foi mesmo alta traição.

    III. OS ANOS 90

    Se o "25 de Abril" não tivesse feito desaparecer os estadistas do Poder em Portugal, não teria tido lugar a descolonização efectivada e ter-se-ia esperado pelos Anos 90, nos quais se poderia oferecer a autodeterminação às populações de Angola e Moçambique, com a certeza de que, se tivesse continuado o esforço de sua promoção exercido nos anos 60 e começo dos anos 70, estas saberiam tomar as opções certas e de que não haveria intervenção alguma da URSS e da China Continental.

    Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe poderiam ser Regiões Autónomas Portuguesas, segundo o modelo da Madeira e dos Açores.

    Idêntica solução talvez fosse de encarar para Timor e Macau.

    Kaúlza de Arriaga
    "Tudo lhes pertence e nos cabe, porque a Pátria não se escolhe, acontece. Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la. Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela. A Pátria não é um estribo. A Pátria não é um acidente. A Pátria não é uma ocasião. A Pátria não é um estorvo. A Pátria não é um peso. A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber."Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal

  2. #2
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    Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    Aqui deixo duas imagens uma do SPN e outra de um livro coordenado por Manuel Pinto. Ambas as imagens ilustram o Império ao qual Portugal tinha direitos históricos, e sobre o qual exercia a sua missão civilizadora e acima de tudo, evangelizadora. Ambas as imagens demonstram os territórios perdidos numa vil traição ao País no seu todo pluri-continetal, visto que os territórios em África, Oceânia e Ásia eram tão portugueses como o Alentejo, Minho ou Algarve.





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    "Tudo lhes pertence e nos cabe, porque a Pátria não se escolhe, acontece. Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la. Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela. A Pátria não é um estribo. A Pátria não é um acidente. A Pátria não é uma ocasião. A Pátria não é um estorvo. A Pátria não é um peso. A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber."Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal

  3. #3
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    Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    Um País devotamente católico que tem a benção de ser agraciado com a aparição de Nossa Senhora, vê do Vaticano, um autentico acto de traição, quando Paulo Vi, recebe os terroristas, responsáveis pela chacina de europeus, africanos, de cristãos, e líderes pretensos de um movimento de autonomia, que nada mais era que um jogo por parte da URSS e da China Continental na sua disputa por áreas de influência, contra os E.U.A.
    A mágoa e o pesar devem ser muitos, quando o vigário de cristo se junta aqueles que querem destruir uma nação inteira.


    [IMG]file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg[/IMG][IMG]file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot-1.jpg[/IMG]
    "Tudo lhes pertence e nos cabe, porque a Pátria não se escolhe, acontece. Para além de aprovar ou reprovar cada um dos elementos do inventário secular, a única alternativa é amá-la ou renegá-la. Mas ninguém pode ser autorizado a tentar a sua destruição, e a colocar o partido, a ideologia, o serviço de imperialismos estranhos, a ambição pessoal, acima dela. A Pátria não é um estribo. A Pátria não é um acidente. A Pátria não é uma ocasião. A Pátria não é um estorvo. A Pátria não é um peso. A Pátria é um dever entre o berço e o caixão, as duas formas de total amor que tem para nos receber."Cidade do Santo Nome de Deus de Macau, Não Há Outra Mais Leal

  4. #4
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    Re: Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    .
    Última edición por ReynoDeGranada; 15/07/2016 a las 20:06 Razón: Repetido
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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  5. #5
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    Re: Respuesta: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

    Guerras portuguesas en África, traición globalista

    JULY 3, 2016 BY DISIDENCIA1 COMMENT
    Vuelven a sonar en Sudáfrica voces racialmente discordantes a costa del rugby. Es algo recurrente en Zumalandia. Hay que poner cuotas raciales en el deporte, pero sólo si hay pocos negros. Si hay pocos blancos como en el fútbol, no es un problema.
    Más aún, si es sólo en rugby que es el deporte favorito desde siempre en la comunidad afrikaner, mejor. Anti boer y anti blancas las voces.
    El gobierno vuelve a mostrar al público el intolerable racismo y opresiva opresión de que los afrikaner de 1,90 y 100kg de peso sean casualmente de los mejores jugadores del mundo y les guste jugar a ello y desde pequeños estén con un balón ovalado en las manos, los pies descalzos y sangre en las narices.
    Cecil Rhodes, pisando el Cabo y el CairoSi te llama la atención, que lo hace, lees sobre Sudáfrica. Al leer cosas sobre Sudáfrica, lees sobre Rodhesia. Rodhesia para el que lo desconozca es el antiguo nombre de Zimbabwe, que se llamó así por Cecil Rhodes, el hombre más poderoso de África y que puso muy fácil el juego de palabras Rodhes Colossus
    Y si lees sobre Rodhesia, aparece Mozambique y Angola. Y de ahí a Cabo Verde y Guinea Bissau no hay nada.
    Se acaba uno metiendo en las guerras de independencia portu-africanas y uno recuerda las guerras de independencia del Imperio Francés también que hace unas semanas nos traía Ruslan al foro cuando nos hablaba sobre la Organisation de l’Armée Secrète, el famoso OAS
    En todas las guerras portuguesas se lee abiertamente sobre participación soviética y china, formando parte de las proxie wars de la Guerra Fría.
    Esto es parte de la historiografía oficial mainstream que enseña como las potencias socialistas ayudaron a los africanos a independizarse de las potencias occidentales.
    La palabra es Descolonización
    Las independencias africanas por una parte fueron un error terrible y por otra…hay una verdad incompleta.
    La realidad es otra. No completa, nunca la conoceremos del todo, pero también visible. De ella no se habla. No se esconde pero no se propaga como versión oficial. La otra parte de la verdad, es la siguiente.
    Portugal tenía varios territorios en África desde hacía siglos, casi 500 años. Desde la Edad de las Exploraciones, los portugueses fueron construyendo bases en África, Indochina, Arabia, India o China y por supuesto, la joya de la corona de la dinastía Braganza; Brasil.


    Máxima expansión portuguesa durante distintas épocas



    Cada uno por su lado


    Nos situamos en la segunda mitad del siglo XX…Portugal gracias a una sabia política histórica de alianzas, lealtades y discreción, aún tiene el África que sale en ese mapa marcado en rojo, y la ciudad de Macao en China y el territorio de Goa en la India.
    En 1961 la India sitia Goa con decenas de miles de hombres, aviones y barcos. Los 3000 soldados portugueses que se encuentran en la zona disparan 3 tiros y su gobernador hace caso omiso a las irreales y crueles órdenes del dictador portugués Antonio de Oliveira Salazar; matar o morir.
    La guarnición se rinde y sólo mueren unas decenas de personas. Como pérdidas materiales, un barco.
    Portugal era un país minúsculo a más de un continente y dos océanos de distancia. No se podía hacer nada, fue una pérdida pero no una deshonra. 450 años de dominio portugués se pierden ante una India unificada gracias indirectamente a los ingleses, de haber seguido la misma India dividida en micro estados con un rajá cazatigres al frente de cada uno, quizá aún veríamos la bandera Portuguesa en el Mar de Arabia.
    Macao se entregó en 1999. La misma historia. ¿Pretende alguien que Portugal resista y venza a China? Evidentemente no.
    La entrega de Macao había sido negociada desde tiempo atrás, sabia decisión, y nunca vimos algo como lo que pasó en Goa.

    África

    ¿Badass? Yo inventé esa palabra En África se estaban dando una serie de revueltas contra los poderes europeos desde el fin de la Segunda Guerra Mundial.
    El Imperio Británico dejaba de existir autojustificándose por boca de Harold MacMillan en Sudáfrica con aquel discurso de los winds of change y el francés se atacaba a sí mismo ganando las guerras en los campos de batalla y perdiendo las colonias en la mesa de negociaciones. Vivir para ver, Francia, que siempre había conseguido lo contrario; recibir palizas por tierra, mar y aire pero sabiendo vencer en la guerra diplomática y cultural.
    El último poder colonial (no lo era en sentido estricto, luego lo veremos) que quedaba en África era el de ese pequeño país de Iberia que fascina a los chinos al buscar información sobre los motivos que impulsan a España a no invadirlo y anexarlo para siempre; Portugal
    La ONU había dicho en 1960 que África y todos los sitios que no fueran Europa, había de ser descolonizada y proclamó comités, comisiones y demás artefactos burocráticos al respecto que incluso pasaron por Canarias donde unos alucinados hippies marxista-leninistas financiados por la URSS vía Argelia intentaron convencer que la malvada metrópoli castellana tenía sometidos a los demás pueblos que formaban la entidad política del Reino de España.
    Portugal tenía otra opinión y fue uno de los paises que no votó en contra de esa resolución de la ONU, pero sí se absutuvo. Sólo Portugal y 8 paises más lo hicieron así. Ellos no poseían colonias al estilo europeo decimonónico. Ellos tenían provincias de ultramar (que incluso se llamaron estados, como el Estado de Angola), desde hacía siglos.
    ¿Pobres? Sí.
    ¿No demasiado eficientemente gobernadas? También. Como el propio Portugal.
    Nada de apartheids ni segregación racial, eso es cosa de anglosajones.
    En esa misma década, empezaban las guerras regadas de generosos rublos, asesoría moscovita o china y en su fase final, hasta pilotos entrenados en Moscú.
    Los resultados fueron los habituales en los que la tribal África ha luchado contra Europa; los contrarios a los que pueblos infatigables y fanáticos en su resistencia como afganos o vietnamitas están acostumbrados

    • Angola; guerra ganada por Portugal
    • Cabo Verde; nunca hubo guerra
    • Guinea Bissau; guerra siendo ganada por Portugal
    • Mozambique; guerra ganada por Portugal.
    • Santo Tomé y Príncipe; nunca hubo guerra

    Guerras ganadas o en proceso gracias entre otras cosas a Portugal aprendiendo a marchas forzadas a pelear con éxito en sabanas, selvas y pantanos.
    Por tierra, mar y aire contra unas guerrillas mejor pertrechadas en algunos casos que el Vietcong.
    Hay que mencionar la lealtad a Portugal de muchos africanos que brindaron un tremendo apoyo local contra la insurgencia teledirigida por Moscú. No faltaron oficiales negros en el ejército portugués ni brutales represalias contra los nativos que una vez evacuados los últimos portugueses, se negaron a prestar fidelidad a las nuevas autoridades.
    Miles de guineanos murieron fusilados gracias a la cobardía de los progresistas militares portugueses que de repente cogieron miedo a la guerra y rindieron territorios lusos de cientos de años de antigüedad y los dejaron en manos de unos insurgentes oportunistas, inútiles, crueles hasta el punto de la maldad y casi siempre cobardes aventureros a los que probablemente se puedan aplicar las mismas crudas palabras que dedicó el Che Guevara a los guerrilleros zaireños.
    Portugal pese a todos sus límites, acabó venciendo una y otra vez con todo en su contra.
    Pero la guerra era muy costosa, Revolución de los Claveles en 1974 en Portugal, época hippy, antimilitarismo, hastío bélico, muchos muertos, etc, etc
    Otra vez los winds of change
    El nuevo gobierno portugués surgido de derrocar al dictador Caetano (sucesor de Salazar en 1970) se reune con todos los guerrilleros a sueldo de Moscú y les da la independencia para que hagan con sus vidas lo que quieran.
    Santo Tomé y Príncipe también aunque no hubiera dicho una palabra más alta que otra nadie.
    Cabo Verde incluido pese a que cuando Portugal ocupó esas islas siglos atrás…estaban desiertas.
    No importa.
    También colonias.
    Se acabó la opresión.

    Versión Oficial ¿suficiente además de necesaria?

    ¿Dónde está la gracia de todo esto?
    En estas cosas.
    Conference of Nationalist Organizations of the Portuguese Colonies

    Una historia de lo más curiosa.
    Una organización-conferencia-lugar de reunión en la que los independentistas-tercermundistas ciegos de oro de Moscú se reunían comoda y alegremente en Casablanca, Marruecos para hablar de como actuar en conjunto contra Portugal.
    La versión oficial de rojos contra colonialistas que impregna toda la retórica de la Descolonización como heróica lucha de resistencia indigenista y nacionalista (algo tabú si lo hacen los europeos porque entonces es racismo y xenofobia) empieza a tambalearse aquí.
    ¿Cómo es posible que en un país tan bien avenido con el Imperio Británicoprimero y luego bajo la autoritaria amistad de Washington, se reunieran todas estas gentes para conspirar y actuar contra los intereses de un país amigo y aliado del Reino Unido o España?
    Imperio Británico, aliado histórico de Portugal desde tiempos medievales.
    En aquellas épocas otros territorios africanos más filo-soviéticos hubieran sido idóneos. ¿Qué motivos tenía Marruecos para permitir estas reuniones?
    Los USA eran uno de los paises que se abstuvieron en aquella votación en la que se instaba a descolonizar África.
    ¿No mantenían los USA entonces una postura de neutralidad, estando ni a favor ni en contra de las independencias de África dado que se abstuvieron en la votación sobre si descolonización sí o no?
    ¿Fue un acuerdo USA-URSS el desmantelamiento de los imperios europeos en las conferencias de Yalta, Teherán o Postdam con Churchill ejerciendo de pasmarote impotente?
    Spengler apostaba tiempo antes por la pérdida del poder concentrado en Europa hacia el exterior de manera centrífuga. Acertó.
    En efecto, mientras Portugal era un estado miembro de la OTAN, los Estados Unidos de América y otros paises occidentales se dedicaron a financiar a las guerrillas anti-portuguesas no marxistas como el Frente de Liberación Nacional de Angola o los famosos UNITA
    ¿Era de verdad inevitable lo que sucedió con el África portuguesa?
    El oficialismo afirma gracias a alguna extraña cualidad predictiva que poseen y que no nos cuentan, que los africanos se habrían independizado de todas maneras.
    Es tentador llegar a creérselo en el caso de colonialismos efímeros de escasa penetración cultural, religiosa y civilizatoria como el británico, el italiano o el francés. ¿Pero el portugués?
    Los portugueses tenían cientos de años de presencia ininterrumpida en África. Hay que esperar a que Moscú invierta muchísimo dinero y esfuerzo, Washington mire para otro lado (o para el mismo lado que Moscú, de eso va este post) para que una insurgencia comience a actuar y ni siquiera en todas las posesiones portuguesas.
    El resultado de estos esfuerzos soviéticos y del laisseiz-faire laissez-passeramericano es que los rebeldes a sueldo del Kremlin pierdan contra los lusos en su propio terreno.
    ¿Por qué entonces ese destino del que era imposible de escapar?
    ¿Dónde está la inevitabilidad?


    ¿La retirada portuguesa fue algo bueno? ¿Lo mejor que se podía hacer?

    Tampoco.
    Sí, seguro que hubo injusticias o cosas que se pudieron hacer mejor. Lo que se hizo para resolverlas, lo que se supone que fue lo bueno, no solucionó nada

    • En 1974 Portugal tiene la guerra ganada en Angola y Mozambique. En Guinea la cosa está más complicada pero en reversión porque la doctrina fue africanizar la guerra y empezar a usar compañías indígenas identificadas con Portugal y su proyecto africano.
    • En Cabo Verde y Santo Tomé y Príncipe no hay guerra ni insurgencia.
    • En 1974 la fuente de riqueza portuguesa es la explotación de las colonias, los colonizados estaban empezando a subir su nivel de vida también.
    • En 1974 Portugal tiene una de las reservas de oro más importantes del planeta. Tanto por habitante como en números absolutos.
    • En 1974 Portugal tiene una deuda externa ridícula

    En 1974 todo esto lo cambian una serie de militares portugueses vinculados a la social democracia o incluso al marxismo puro y duro.
    Las descolonizaciones británicas, francesas y holandesas consistieron en cambiar el collar al mismo perro.
    Las empresas y familias poderosas de las antiguas metrópolis continuaron siendo las explotadoras incansables de los minerales, maderas y recursos energéticos de África y Asia y al contrario que en la época abiertamente colonial, las riquezas de la colonia no revierten en lo más mínimo en el colonizado. Hagamos la excepción de la generosa contribución a las arcas del cacique local por parte de las petroleras, mineras, agropecuarias, alimentarias y madereras que todos conocemos. ¿Nombres? British Petroleum, Shell Oil, De Beers, Areva, etc, etc
    Lo que las potencias europeas perdieron en territorios, lo ganaron, y con creces, sus conglomerados y oligopolios empresariales privados, estatales o mixtos
    Con Portugal esto también fue diferente.
    Hoy día Portugal no tiene esas reservas de oro. Guinea Bissau es el paraiso de las rutas del narcotráfico y un país miserable. Angola está siendo esquilmada por China y otras potencias tras una guerra civil de décadas. Cabo Verde es una nación que vive de la ONU y las remesas del exterior y Mozambique…pues, eso. Mozambique.
    Al mismo tiempo, la posición y el nivel de vida Portugués relativo al resto del mundo no ha cambiado; los portugueses siguen emigrando pero ahora tienen una deuda grandísima y el país está lleno de inmigrantes de bajísima productividad y altísima conflictividad.
    Cada vez se hace más complicada la ocasión de ver a un portugués en el centro de la muy centenaria y hermosa capital lusa, Lisboa.
    Es cierto que París, Londres o Amsterdam no escapan de sufrir un aporte demográfico foráneo cada vez más numeroso y por tanto más peligroso. La diferencia es la pobreza portuguesa respecto de la opulencia gala, británica o neerlandesa.
    Pobreza que ha llevado a que sucedan cosas como ésta, contada por la muy poco sospechosa de ultraderechismo, racismo o xenofobia publicación Politico
    Portugal is becoming an Angolan financial colony

    Las familias poderosas de Angola con el dinero que obtienen de las multinacionales y del gobierno chino, compran Portugal.
    No se puede saber a quién le interesaba el progresivo empobrecimiento de Portugal
    Podemos ver que privándoles de acceso a los recursos naturales de África, hay un cierto número de empresas y entidades con nombre y apellidos que se fueron haciendo con el control económico de sus antiguos territorios ultramarinos
    De lo que sí se puede estar seguro es de que a los portugueses, no.
    Portugal peleó hasta el final.
    Son un pueblo guerrero, han mantenido su independencia contra un vecino poderosísimo como fueron los reinos españoles medievales y contra el ya el Imperio Español en la Edad Moderna.
    Si Portugal en la segunda mitad del siglo XX era un país pobre, modesto y pequeño, en esas guerras fue un gigante poderoso.
    Portugal vencía con su carestía de medios en tres Vietnams a la vez.
    Sólo la traición interna pudo con ellos.
    Às armas, às armas!
    Sobre a terra, sobre o mar,
    Às armas, às armas!
    Pela Pátria lutar!
    Contra os canhões, marchar, marchar!
    Himno de Portugal

    Guerras portuguesas en África, traición globalista | Disidencia
    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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    Re: Erro e Traição - O Fim do Ultramar Português

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    ¿Descolonización en África? Sólo para España y Portugal

    Por
    Antonio Moreno Ruiz -

    26 agosto, 20191
    219





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    Imagen: Teniente-Coronel Marcelino da Mata, gran patriota portugués de origen guineano y héroe de la Guerra de Ultramar.
    Cuando más y «mejor» se están viviendo los resultados de la -acaso mal- llamada descolonización de África en forma de inmigración masiva en el siglo XXI, vale la pena hacer una reflexión sobre el África que estuvo bajo gobernación portuguesa y española y cómo la pérdida y el alejamiento de estos territorios fueron por y para el beneficio de las potencias que siempre quieren vernos muertos. Como herederos que somos de la cultura romana, preguntémonos cui bono, esto es, a quién beneficia todo esto.
    Sidi Ifni y el Sáhara Occidental, ocupados bajo la bota marroquí, no sólo están anulados políticamente –que por supuesto, sino que sus recursos naturales están saliendo por no deben; siendo que Marruecos es aliado tradicional de Estados Unidos.
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    Guinea Ecuatorial y Angola, luego de independizarse respectivamente de España y Portugal, entraron en la órbita francoafricana. “Casualmente”, ambos países tienen petróleo. El exportugués Mozambique, en cambio, se fue para la Commonwealth; y es que no en vano ya era objetivo británico a principios del siglo XX.
    Como hace notar el historiador Francisco Núñez del Arco en su libro “Quito fue España (historia del realismo criollo)”, el imperio británico aún tiene más de treinta enclaves coloniales, válgannos Gibraltar y las Malvinas, entre otros. Holanda y Estados Unidos mantienen sus colonias tropicales. Francia también; y no sólo, sino que el ejército francés está en todos los fregados que se producen en África. Esa fue su “descolonización”… ¿Se imaginan ustedes si los regulares o los legionarios interviniesen en Marruecos o en Guinea Ecuatorial, el escándalo que se armaría? Pues Francia lo hace en Costa de Marfil, Mali y donde se le ponga por delante y nuestros rojipis –y quienes los subvencionan- sin embargo, nos siguen poniendo de ejemplo al país galo para todo. ¡Nunca el imperialismo hispanófobo tuvo tantos y tan baratos esbirros!
    Había que echar a como diera lugar a España y Portugal de África, y así ha sido; aun cuando el hombre ibérico, tierra de frontera, conoce más y mejor este continente y hubiera aportado mucho a su estabilidad y desarrollo, como estaba ocurriendo en el siglo XX. Sin embargo, fuera; mientras que Francia, Gran Bretaña, Estados Unidos y hasta Holanda siguen en sus ultramarinos asuntos sin que nadie les tosa.
    Así las cosas, sigamos peleándonos entre nosotros para que otros sean los que recojan los beneficios. Claro que también nos queda la opción de concretar proyectos jurídicos, económicos y políticos para afirmarnos como nosotros mismos en nuestra koiné ante la globalización. Será cuestión de elegir.


    https://espanolesdecuba.info/descolo...na-y-portugal/




    «¿Cómo no vamos a ser católicos? Pues ¿no nos decimos titulares del alma nacional española, que ha dado precisamente al catolicismo lo más entrañable de ella: su salvación histórica y su imperio? La historia de la fe católica en Occidente, su esplendor y sus fatigas, se ha realizado con alma misma de España; es la historia de España.»
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