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Tema: A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

  1. #1
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    A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

    J. Chrys Chrystello


    “Desde há mais de 25 anos que tento divulgar estas teorias que deveriam encher de orgulho e justificado interesse em aprofundar tais estudos, todos os que se interessam pela língua, cultura e história portuguesas mas apenas escutei o silêncio cúmplice dos que se sentem culpados do Tratado de Tordesilhas ter sido violado.

    Recordemos que até 1832 a Inglaterra não reconheceu como suas as possessões da Austrália Ocidental aguardando que Portugal as reclamasse. Quem sabe se hoje não teríamos metade deste enorme continente a falar Português? Decerto que muitos dos cerca de um milhão de aborígenes poderiam não ter sido exterminados como foram e a Austrália poderia ser mais multirracial do que é.

    Este era o tema do tal documentário ficcionado que apresentei à televisão SBS., e à ABC. Ambas as teses aqui delineadas hoje deviam constar dos programas curriculares portugueses como já constam de muitos dos programas australianos. “

    J. Chrys Chrystello (1)


    Desconhecida para a maioria dos australianos é a história deste país, que nas duas últimas décadas sofreu várias alterações conceptuais. É agora aceite, pela maioria dos historiadores, que os primeiros europeus a navegarem e a traçarem cartograficamente a costa australiana não foram, ao contrário do que tem sido ensinado ao longo dos 200 anos da nação, o capitão Cook e seus correligionários, mas marinheiros portugueses que o fizeram mais de 250 anos antes daqueles.

    A teoria de os portugueses terem sido os primeiros, não é de agora nem sequer é nova. Com efeito, celebrou-se em 1984 o centésimo aniversário de tal teoria, defendida então pelo historiador George Collingridge, o qual, infelizmente, jamais a conseguiu provar. Depois dele, vários outros tentaram sem sucesso demonstrar a viabilidade de tal interpretação, jamais se quedando para além da especulação.

    Em 1977, um advogado, de seu nome, Kenneth Gordon McIntyre (2), publicou um livro intitulado “A Descoberta Secreta da Austrália” que, veio alterar totalmente este estado de coisas, passando a partir daí, a ser o ónus dos cépticos de desmentirem as suas alegações.

    Embora McIntyre não seja um historiador na acepção académica do termo, certo é que os seus estudos passaram a ser aceites pela maioria dos académicos de todo o mundo. E, embora o autor confesse que tal publicação, umas décadas antes, era impensável, nem teria qualquer probabilidade de ser tomada em consideração, devido à questão de honra que constituía para qualquer historiador britânico assumir a descoberta da Austrália como inegavelmente devida a Cook, certo é que esse xenofobismo se esfumou desde os tempos de Collingridge. Para um dedicado estudante de Cook, conselheiro da Real Sociedade Australiana de História, também o problema da religião influiu na refutação das teorias de Collingridge. Como católico era visto como oponente das correntes maioritárias protestantes a que o próprio Cook pertencera.

    A versão de McIntyre tem consideráveis implicações na história europeia da Austrália, colocando toda a temática da primeira colonização numa perspectiva e diferente escala temporal. Significa que os portugueses atingiram Botany Bay e Sydney Heads (pontos costais da actual Sidney) cerca de 1524, ou seja, 40 anos antes do nascimento de Shakespeare e sete anos antes das teorias de Martinho Lutero terem atingido a luz do dia.!! Tal versão dá-nos também uma diferente leitura da viagem de Cook, mais próxima dos tempos actuais do que da inicial viagem dos marinheiros portugueses.

    O interesse de McIntyre por Portugal deve-se a fortuito acontecimento associado à sua posição de Leitor de Literatura Inglesa na Universidade de Melbourne, quando tomando conhecimento da obra de Elizabeth Barrett Browning “Sonetos Portugueses”, um imenso interesse o despertou para a língua e história portuguesas. Assim, em 1966, realiza a sua primeira viagem a Timor Português, que então celebrava o seu 450º aniversário de colonização lusa.

    Mapa Delfim pormenor (The Portuguese Discovery of Australia, Kenneth McIntyre)Duas coisas o impressionaram sobremodo nessa visita: primeiro, a distância relativamente curta a que Timor se encontra da Austrália (416 km por mar ou ½ hora de viagem aérea), segundo, que uma potência marítima como Portugal tivesse uma colónia tão perto do continente australiano, 254 anos antes da chegada de Cook. Poderia, então, ser possível que os experientes marinheiros portugueses, capazes de saberem lidar com todos os segredos das velas e dos barcos, que lhes permitira chegar a Timor em 1516, durante séculos nunca tivessem chegado à vasta massa continental da Austrália?

    Não havia dúvidas de que a história da exploração necessitava de ser reexaminada. Assim, sem querer, estava a aproximar-se da tese de Collingridge datada de 1880. Tal como o seu antepassado, McIntyre descobriu que um antigo mapa (ver reprodução) provava não apenas que os portugueses tinham atingido a Austrália, mas que haviam traçado 2/3 da sua costa. A sua interpretação do referido mapa, provaria ser, no entanto, irrefutável, ao contrário dos esforços do seu compatriota. O mapa em questão, denominado o mapa Delfim por ter sido elaborado para o delfim do trono francês, data de 1536, e é o mais antigo de todos os mapas da antiga escola (e maior centro cartográfico da época) de Dieppe.

    É um mapa do mundo, tal como era conhecido na época, que incluía já as ilhas do arquipélago indonésio e uma vasta massa continental, que se estendia a sul da Indonésia e a que se chamava, então, Java a Grande (Jave la Grande). Este, era aliás, o nome que lhe havia sido dado antes por Marco Polo, designando uma vasta área de terra que se sabia existir na região. Java, a Grande, tal como aparece no mapa em questão, tem uma vaga semelhança com a forma da Austrália actual e encontra-se a cerca de 1 500 km a oeste da real posição do continente. O mapa mostra, assim, uma distorção da verdadeira imagem do continente, devida ao facto de os portugueses da época não saberem calcular, com exactidão, a curvatura do globo e os desvios provocados pelo campo magnético terrestre.(3)

    McIntyre não foi o primeiro a descobrir este facto, mas os outros haviam-no feito sem qualquer credibilidade, enquanto que ele resolveu dedicar-se a estudar com precisão o método cartográfico português utilizado há mais de 450 anos, servindo-se de um tratado da autoria do célebre matemático Pedro Nunes. Assim, habilitado com os erros da técnica utilizada, à data, pelos portugueses, foi capaz de estabelecer os desvios existentes e, eliminá-los. Para isto, serviu-se de elaborados cálculos matemáticos capazes de desafiar qualquer outra possível explicação. Os resultados eram, de facto, surpreendentes.

    Depois de corrigidos os desvios, provenientes dos cálculos dos cartógrafos portugueses, o mapa Delfim aparecia com uma imagem, deveras detalhada, e perfeita da costa australiana, a norte, leste e oeste. Até a larga península triangular na extremidade sudeste se encaixa perfeitamente na versão reconstruída do mapa, devendo-se isto ao efeito de preparar mapas bidimensionais, através de cortes ou segmentos do globo terrestre, os quais eram posicionados ao lado uns dos outros para se obter o efeito final, deste modo, exagerando o Cabo Howe e as suas dimensões (ver mapas reproduzidos).

    A Austrália em 1536 de acordo com McIntyre (The Australian, 27 March 1992)A versão de McIntyre para os mapas de Dieppe, baseada nos originais ali arquivados, pareceu-lhe prova suficiente de que os portugueses haviam, de facto, traçado uma larga parte da costa australiana, antes de 1536, data do mapa Delfim. A partir daqui, começou a tentar, porém, descobrir quem teria sido o marinheiro português capaz de tal feito.

    Neste campo hipotético, tudo parece apontar, como responsável único, para Cristóvão de Mendonça, capitão da Marinha Portuguesa, que partiu de Malaca, em 1521, com 3 naus, em busca das ilhas do Ouro, então, supostamente localizadas a sul das Índias Orientais. O mapa Delfim comprova que Mendonça (ou outro) passou pelo Estreito de Torres, virando a sul na zona do Cabo Iorque e percorreu parte da costa oriental. Dentre os locais possíveis de identificar naquele mapa aparecem o Cabo Melville, a Grande Barreira de Corais, o porto de Cooktown, a ilha Fraser e a baía de Botany. Depois de dobrar o Cabo Howe, e dirigindo-se para ocidente, Mendonça terá acompanhado o que é hoje a costa do estado de Vitória, até ao Cabo Ottway e à Baía de Phillip, quedando-se em Warrnambool, a partir de onde terá decidido não prosseguir mais além.

    Existe aqui uma intrigante coincidência, pois é neste ponto onde Mendonça decidiu regressar, que mais tarde haveria de aparecer o célebre e misterioso “Mahogany Ship” (Nau de Mogno, ou madeira de cajú), do qual existem cerca de 27 relatos diferentes, entre 1836 e 1880, e que depois desta data, parece ter desaparecido, de vez, das dunas de Warrnambool. De acordo com as descrições existentes tratava-se de um barco extremamente antigo e com um estilo de construção semelhante ao das caravelas portuguesas da época quinhentista. A tratar-se de uma das naus de Mendonça, poderia estar assim explicada a razão pela qual ele não prosseguiu na sua exploração da costa australiana em 1524.

    A lista dos historiadores que, finalmente, se decidiram a aceitar a teoria de que os portugueses descobriram a Austrália (antes de outros europeus) vem a aumentar desde que, em 1977, McIntyre publicou o seu livro. O Prof. Geoffrey Blainey (célebre historiador que focamos noutra crónica, por razões diferentes) admite-o no seu livro “A Land Half Won” (“Uma Terra Meia Conquistada”). T. M. Perry, leitor de geografia da Universidade de Melbourne, no seu livro “A Descoberta da Austrália”, e o prof. Russel Ward, na sua obra “A Austrália Desde a Chegada do Homem (Australia since the coming of man)” admitem igualmente esta ‘descoberta’ da Austrália, aceitando a tese de que a descoberta da Austrália pelos portugueses, antes de 1536, foi, “uma possibilidade, uma probabilidade, uma verdade conclusiva”.

    Na prática, porém, o Capitão James Cook continua ser tema da descoberta da Austrália em muitos livros escolares. Não há dúvida de que uma teoria tão radical como a de McIntyre vai demorar mais de uma geração a impor-se à burocracia educacional. Curiosamente porém, foi o estado de Vitória, de onde é natural e onde trabalhou sempre McIntyre, o primeiro a incorporar tal teoria nos livros de história oficialmente utilizados.(4) Quando os portugueses aqui (Austrália) estiveram na primeira metade do século XVI, os aborígenes viviam contentes e nalgumas regiões do país haviam-se habituado a mercadejar com estrangeiros 31.(5) Há provas evidentes disso com os pescadores e mercadores de Macassar, na altura uma possessão dominada pelos Portugueses, na qual havia sido adoptado um dialecto crioulo derivado do Português.

    O próprio Capitão Cook regista na passagem por Savu com a data de 19 de Setembro de 1770, ter-se servido de Manuel Pereira, o português embarcado na ‘Endeavour’ no Rio de Janeiro para se entender com os locais.

    A presença de aborígenes brancos está assinalada, assim como a presença de mestiços aborígenes com traços timorenses ou malaios, nas costas ocidental e norte da Austrália.
    Para a presença dos portugueses como a História pela mão de Kenneth McIntyre parece provar, curioso será recorder uma ‘descoberta’ em 1967: uma construção em Bittaganbee, perto de Eden, na costa sul de Nova Gales do Sul.

    As ruínas ainda hoje existentes atestam a presença de uma casa de pedra, com uma plataforma de 30 por 30 metros, rodeada por largos pedaços de rocha irregularmente cortadas, que em tempos serviram de paredes a tal construção, com existência de alicerces. A construção, sem tecto, é feita de pedra local, e pedaços de conchas marinhas servindo de estuque.

    Dentre as possibilidades de analisar essa construção, uma é a do enorme esforço e trabalho que a mesma terá envolvido para transportar, trabalhar e erigir a mesma, em especial dado o tamanho de algumas daquelas pedras. Esse tipo de construção só pode ter sido efectuado por uma tripulação completa de um navio da época, não podendo ser obra de um pequeno grupo de degredados ingleses ou pessoas isoladas.

    O primitivismo da construção, semelhante a uma fortificação, é único na Austrália, e decerto antecede em séculos a formação da vila que só foi fundada em 1842 com materiais e fundos londrinos. Mas, curiosamente se aquela construção aqui está fora de lugar, esta construção é semelhante a outra descoberta nas Novas Hébridas, também em 1967: a célebre ‘Nova Jerusalém’ criada em 1606 por Pedro Fernandes Queirós, que juntamente com Luís Vaz de Torres eram portugueses, ao comando de naus espanholas navegaram por estas paragens austrais.

    Um outro facto perturbador é o de existir uma data inscrita numa das pedras que 15(?)4, embora o terceiro dígito não pareça um 2, o que a localizaria na época de Mendonça. Cristóvão de Mendonça teve uma presença marcante nestas costas australianas e neozelandesas que importa desvendar. Uma das suas caravelas perdeu-se nas dunas de Warrnambool na Austrália do Sul, a segunda, provavelmente na costa neozelandesa, mas decerto a terceira conseguiu regressar a Malaca, Goa e Lisboa. Faria e Sousa(6) regista que Mendonça efectuou uns anos mais tarde nova viagem a Goa, antes de ser nomeado Governador de Ormuz, quiçá por serviços prestados na descoberta da Austrália.

    Em 1817, quando o governo da coroa britânica se mostrou interessado na Nova Zelândia, que em breve se tornaria sua colónia, o almirantado em Londres estudou os mapas ingleses da época comparando-os com a versão de La Rochette (1807). Neles existe uma anotação dessa data (1817) afirmando que embora a Nova Zelândia tenha sido descoberta por Abel Tasman em 1642, a sua costa era conhecida dos portugueses desde 1550.

    Este documento ainda hoje existe nos Reais arquivos públicos de Londres. No Museu de Wellington (Nova Zelândia) existe um sino de bronze, descoberto pelo Bispo William Colenso em 1836 e o qual estava na posse dos Maoris (aborígenes locais) que declararam tê-lo há muitas gerações. No sino existe uma inscrição em Tamil (língua indiana, o idioma da Goa de então, que era a capital oriental do Império Português. Idênticos sinos foram descobertos em Java datados do início do século XVI e todos os barcos portugueses da época transportavam consigo goeses e outros indianos, os ‘Lascari’ como ajudantes da tripulação.

    Relativamente a este assunto, outro semelhante tem surgido nalgumas páginas da imprensa local (australiana), ou seja, o estudo da presumível descoberta da Nova Zelândia pelos portugueses, face a recentes descobertas ali efectuadas de restos de naus quinhentistas e utensílios tipicamente portugueses. Na altura (1984), o Consulado Geral de Portugal em Sydney, recebeu pedidos de colaboração para o estudo em causa, por parte de historiadores neozelandeses. Será que algo foi feito? Uma dezena e tal de anos passados sabemos que nada se concretizou. Terão de ser sempre os estrangeiros a dizerem-nos o que descobrimos, como e quando? Haverá, em Portugal, alguém interessado em ajudar a desvendar este e outros factos gloriosos da epopeia lusa?

    O interesse existe neste continente australiano para se estabelecer a verdade histórica dos factos: será que os homens de hoje têm a vontade e capacidade de reporem Portugal no lugar a que tem direito, como país pequeno que deu novos mundos ao mundo, tal como aprendi nas cábulas de ensino oficial anteriores ao 25 de Abril? Ou será, que na pressa de escrevermos a história presente olvidaremos os grandes homens do passado, a quem devemos hoje esta cultura miscigenada que nos distingue? A resposta, a quem competir responder. Chegamos aqui primeiro e aqui estou eu a repetir um trajecto de antanho, projectando uma imagem do país que fomos e que gostaríamos de voltar a ser.

    Mais de 450 anos se passaram, quem chegou primeiro a estas plagas? Depois dos aborígenes, tudo parece confirmar que foram os portugueses os primeiros europeus. Quando, como, e em que condições? Para quando a verdadeira história dos descobrimentos, agora que a celebração dos seus 500 anos já passou à história?

  2. #2
    Avatar de Hyeronimus
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    Re: A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

    Imperius, o ano passado eu já falei do assunto aqui:

    http://hispanismo.org/showthread.php?t=4888

    Tanto os portugueses como os espanhois jà estivemos lá muito antes do Cook. Se os ibéricos tivéssemos ficado ali, a Austrália seria un pais católico e, com efeito, os aborígenes não teriam quase dessaparecido. Imagine só, se os piratas ingleses e holandeses não tivessem jogado fora os portugueses da India e das Molucas, toda essa parte do mundo teria sido evangelizada. Mais os ingleses e os holandeses só tinham interesses comerciais e não queriam levar a religião e a cultura aos povos de Asia.

  3. #3
    Avatar de Val
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    Re: A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

    Cita Iniciado por Hyeronimus Ver mensaje
    a Austrália seria un pais católico e, com efeito, os aborígenes não teriam quase dessaparecido.
    Pues tienes razón estimado Hyeronimus, y la mejor prueba de que no hubieran desaparecido los aborígenes es que ahora estos, los millones que habría, nos estarían llamando “genocidas”, a portugueses o españoles.

    Ahora mismo ninguno dice nada ya que son cuatros gatos y muchos de ellos viven desplazados de la sociedad occidental, victimas del alcoholismo y las drogas. Ironías de la vida o de los caprichos de la Historia, cuando se ha producido de verdad un genocidio nadie dice nada ¿acaso alguien ha oído a los indígenas de Nueva Inglaterra quejarse del genocidio que practicaron con ellos los colonos ingleses? Ah, claro, no quedo ninguno, en cambio, por ejemplo, los mestizos e indígenas mexicanos, que se cuentan por millones, no paran con la matraca.

  4. #4
    Avatar de Imperius
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    Re: A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

    Se os ladrões holandeses e ingleses nunca se tivessem atrevido a tocar nos Indias Orientais Portuguesas estas hoje seriam um território muito melhor, a civilização lusa, a envagelização, e a nossa cultra tinham tornado esses povos muito melhores. Veja-se o caso de Goa que foi portuguesa até 1961, é um dos territórios mais desenvolvidos da India, é na sua maioria católico, e tem uma cultura riquissima. É pena Hyeronimus, que nos tenham roubado esses territórios.

    E tens razão Val, nunca teriam sido cometidos atrocidades contra os aborigenes, os portugueses sempre foram conhecidos por a multiracialidade nos seus territórios quer no Brazil, quer acima de tudo nas colónias em África.

  5. #5
    Avatar de Hyeronimus
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    Re: A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

    Para que vean ustedes lo que es la Australia protestante anglosajona: hasta bien entrada la década de los setenta, estaban tan en boga las ideas darwinistas de que los aborígenes australianos eran una raza inferior y hasta una especie de eslabón perdido que la política oficial no solo los tenía discriminados y abandonados, sino que cuando se descubría que había algún mestizo lo separaban siendo niño de su familia para evitar que ese niño que tenía algo de blanco y era por tanto "superior" se criara entre seres inferiores, y nunca más volvía a ver a sus padres y hermanos, ni tenía forma de saber quiénes eran. De esa manera llegaron a destrozar muchas familias. ¡Qué canallas!

    Y teniendo en cuenta que era una colonial penal inglesa, ya podemos hacernos una idea de lo que eran los criollos que conformaron ese país.

  6. #6
    Avatar de Val
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    Re: A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

    Cita Iniciado por Hyeronimus Ver mensaje
    Para que vean ustedes lo que es la Australia protestante anglosajona: hasta bien entrada la década de los setenta, estaban tan en boga las ideas darwinistas de que los aborígenes australianos eran una raza inferior y hasta una especie de eslabón perdido que la política oficial no solo los tenía discriminados y abandonados, sino que cuando se descubría que había algún mestizo lo separaban siendo niño de su familia para evitar que ese niño que tenía algo de blanco y era por tanto "superior" se criara entre seres inferiores, y nunca más volvía a ver a sus padres y hermanos, ni tenía forma de saber quiénes eran. De esa manera llegaron a destrozar muchas familias. ¡Qué canallas!
    Muy cierto, ya a muchos aborígenes, en el siglo XIX, se les perseguía y daba caza como animales. Ejemplo, en Tasmania fueron exterminados sin contemplaciones por los colonos anglo sajones, ahora allí no quedan ni mestizos ni nativos ni nada del antiguo pueblo que un día pobló esa isla, eso si que es un GENOCIDIO con mayúsculas.

    Cita Iniciado por Hyeronimus Ver mensaje
    Y teniendo en cuenta que era una colonial penal inglesa, ya podemos hacernos una idea de lo que eran los criollos que conformaron ese país.
    Por eso los australianos, se dice, no son muy aficionados a los árboles genealógicos.

  7. #7
    Avatar de Litus
    Litus está desconectado "El nombre de España, que hoy
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    Re: A Descoberta da Austrália pelos Portugueses

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    Portugueses y castellanos
    "El nombre de España, que hoy abusivamente aplicamos al reino unido de Castilla, Aragón y Navarra, es un nombre de región, un nombre geografico, y Portugal es y será tierra española, aunque permanezca independiente por edades infinitas; es más, aunque Dios la desgaje del territorio peninsular, y la haga andar errante, como a Délos, en medio de las olas. No es posible romper los lazos de la historia y de la raza, no vuelven atrás los hechos ni se altera el curso de la civilización por divisiones políticas (siquiera eternamente), ni por voluntades humanas.
    Todavía en este siglo ha dicho Almeida-Garret, el poeta portugués por excelencia."Españoles somos y de españoles nos debemos preciar cuantos habitamos la península ibérica" .España y Portugal es tan absurdo como si dijéramos España y Catalunya. A tal extremo nos han traído los que llaman lengua española al castellano e incurren en otras aberraciones por el estilo."
    Marcelino Menéndez Pelayo.

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