Como não sou miguelista, nem integralista não entro no debate, mas penso que a unidade ibérica tenderia sempre para asfixiar as periferias a não ser que um alto grau de autonomia em todos os campos estivesse politicamente assegurada e fosse essencialmente respeitada. Apesar de toda a evolução esse respeito ainda não está garantido (muito menos no seio Da União Europeia) quanto mais na Península.
Recordo apenas que os sentimentos separatistas não são exclusivo latino. A Escócia por exemplo persiste em manter esses contornos separatistas, para já não falar da Irlanda que é um outro problema e porventura diferente. Estaria de acordo se me falasse da anomalia histórica que é a existência da Áustria como entidade separada do resto da Alemanha. Ou então a contrário senso da Itália unificada naturalmente porque ali a diversidade étnica, ou linguística era mínima. Quanto à divisão das “hispanias” é um facto que se tornou realidade política com os romanos, que se limitaram a meu ver a traçar fronteiras, mais ou menos onde elas anteriormente existiram. De quantos povos de línguas costumes e tradições diferentes nos falam, por exemplo, Plínio, ou Estrabão na Península? Muitas
Cumprimentos