Meus caros,
É sempre desagradavel ser confrotado com a realidade, eu entendo o vosso desalento, mas essa vossa postura em relação a Portugal já tem barbas.
A verdade é que quem esteja por fora, e olhe para o mapa, não consegue entender como é que um "enclave", uma "faixa de Gaza" resistiu ás variadas tentativas de invasão, mas lá está, só sendo português se percebe porquê, compreendo que para um Estado como a Espanha, que faz um esforço sobrehumano para manter a manta de retalhos unida, seja impossivel sequer vislumbrar e respeitar uma nação unida pela vontade de ser livre e independente.
Os nosso horizonte é o Atlântico e o mundo, o vosso, é Portugal, esta diferença basilar, marcou e continuará a marcar as nossas diferenças enquanto Povo e enquanto Nação.
Há quem viva hoje iludido e pense que por causa da Europa a identidade dos povos se esbateu, tornando-os mais maleáveis, frágeis e obedientes.
Reconheço que a classe politica que de há uns anos a esta parte nos "governa" comunga desse objectivo e que em nome de uma Democracia que nunca existiu, nos vende todos os dias sem pudor.
Mas a vontade do povo é soberana, e já se sente o coraçâo de Portugal a bater de novo debaixo das cinzas.
Não fiquem por isso tristes, e tentem antes aprender qualquer coisa com o exemplo de tenacidade e coragem deste vosso pais vizinho, que sonhou sempre mais além do que nos era permitido vêr.
Caro Ordonez,
Em relação aos Ingleses, acho a sua afirmaçâo profundamente disparatada.
Se me disser que nos revemos mais nos nossos irmãos da Africa, do Brasil, da India, de Timor, dos locais do mundo por onde passámos, onde nos misturámos e assimilá-mos culturas que ainda hoje nos marcam profundamente, aí sim , estaria de acordo consigo, estes são os nossos irmãos, verdadeiros, genuinos, de sangue que agora a Europa pretende que sob o "disfarce" da Presidência Europeia, os mercenários que se encontram no poder em Portugal, cativem e atraiam, em nome destes laços de sangue, para os enredarem na teia da Besta Europeia.
Um bem haja
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