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Tema: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

  1. #21
    Avatar de Irmão de Cá
    Irmão de Cá está desconectado Miembro Respetado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Paro...crisis... !no para los marranos!

    A herança judaica de Belmonte



    Sinagoga de Belmonte


    Enquanto a maioria das cidades do centro do país passa por tempos difíceis, a pequena Belmonte vive uma espécie de renascimento. Na última década, viu surgir um hotel de luxo e um museu, e o turismo floresce. A causa? Os judeus. Cristãos-novos [marranos], para ser exacta. Belmonte, cidade de 3600 habitantes, alberga cerca de 300 descendentes de judeus que sobreviveram à Inquisição, praticando a religião em segredo, na única comunidade com alguma dimensão que sobreviveu na Península Ibérica.

    Até á década de 1990, os judeus conversos de Belmonte mantiveram a história para si. Desde que emergiram do segredo, porém, geraram uma pequena economia local, numa das regiões economicamente mais deprimidas da Europa Ocidental. Beneficiando judeus e não-judeus.

    “Estamos muito contentes por termos trabalho”, diz Ana Maria Monteirinho, que, com a amiga católica Maria da Conceição Mendes, encontrou emprego numa cooperativa de bordados que abriu em 2004. Uma das tarefas colectivas é bordar “shalom” em saquinhos de alfazema, para vender no Museu Judaico. “[Os turistas] vêm á procura do museu. Vêm ver dos judeus”, acrescenta Ana Monteirinho.

    As empresas que se especializaram em turismo judaico confirmam que Belmonte é fácil de vender. O interesse no Portugal judaico tem crescido. As sinagogas activas de Lisboa e Porto, que servem muitos imigrantes do Leste, recebnem cada vez mais visitantes. No ano passado, um padre católico do Porto, ao deitar abaixo uma parede, quando remodelava a sua residência, pôs a nu vestígios de uma sinagoga anterior à Inquisição. Mas Belmonte é especial. parece ter mais para oferecer do que Lisboa e Toledo, cheias de história judaica, mas sem judeus reais. E é pouco provável que sejam descobertas mais comunidades de criptojudeus.

    Belmonte conseguiu fundos internacionais, incluindo uma grande doação de um francês, para construir uma pequena mas magnificente sinagoga, em 1997. E há o grande Museu Judaico, que teve mais de 14 mil visitantes desde que abriu, em 2005. O livro de visitas mostra que os turistas mais comuns são portugueses, israelitas e americanos, mas tem havido outros de lugares tão distantes como Moçambique, Montenegro e Japão.

    Abílio Henriques, 68 anos, presidente eleito da comunidade judaica, passa as tardes de domingo a cobrar bilhetes e a guiar os visitantes pela sinagoga, em madeira e veludo. “«Kipah» para os homens, nada para as senhoras”, explica.

    A sua tia Ana Marão, 72 anos, ganha a vida a bordar estrelas de David em naperões para «challah» [regueifa] e toalhas de mesa em croché. “Agora não há problema com o símbolo. Mas antes?”, diz Ana Marão, passando a mão na garganta. O receio impediu os seus antepassados de praticarem [livremente] o judaísmo

    Revista Courrier Internacional, onde este artigo foi publicado
    Pensa-se que os sefarditas tenham vivido em Portugal desde o ano 10 a.C. A mais antiga marca da sua presença em Belmonte é um relicário de granito com inscrições, de 1297, pertencente à primeira sinagoga. Em 1497, D. Manuel I ordenou a conversão dos judeus ao catolicismo ou a sua saída do país. Muitos optaram por manter a religião em segredo, escondendo os objectos rituais, como os castiçais para o «Sabbat», em potes de barro, segundo o historiador David Canelo. Mesmo depois de a Inquisição ter acabado oficialmente, em 1821, os judeus de Belmonte mantiveram os ritos em segredo. “Era uma questão de tradição”, defende Eduardo Mayone Dias, professor da Universidade da Califórnia. Foi a sua forma de sobreviver. O medo da Inquisição e da influência exterior era muito real”, explica.

    A situação começou a mudar em 1994, quando um representante da comunidade cristã-nova convidou um rabino de Israel para a conversão oficial de um grupo em Belmonte. Emergiram do segredo, em parte devido à abertura de Portugal, após a chegada da democracia, em 1974, em parte porque queriam contactar com outras comunidades judaicas. As imagens dos cristãos-novos de Belmonte no documentário francês de 1990 “Os últimos marranos” geraram a primeira leva de turistas. Enquanto outras cidades do Portugal rural sofrem de falta de empregos, Belmonte está envolta por um anel de casas novas e a construção prossegue. As ruas são limpas e o parque da cidade, ladeado de pequenas laranjeiras, está bem conservado.

    As pessoas querem lá ir, porque é a única parte de Portugal verdadeiramente judia(??????), diz Cristina Brito, directora da empresa Mourisca Tours, uma de várias que surgiram para responder á procura de visitas organizadas a Belmonte. Uma brochura convida os visitantes a experimentarem o enchido de enganar a Inquisição” [alheira], receita local em que a galinha substitui o porco.

    Após 500 anos de clandestinidade, nem todos os judeus locais gostam de atenções. Os visitantes que tentam entrar na sinagoga durante os serviços são desviados para o museu. Muitas famílias judias continuam afastadas quer da sinagoga quer da actividade turística, mantendo a prática dos antepassados, com as mulheres a oficiarem cerimónias em casa.

    Belmonte teve rabinos de Israel e do Brasil, nenhum dos quais permaneceu mais do que alguns ano. Há quem atribua o facto à dificuldade de conciliar as práticas hebraicas modernas com as de Belmonte, desenvolvidas no isolamento durante séculos. “Sou um dos raros judeus que convida estranhos para casa. Continuam a ter medo. Não sei de quê”, diz Ana Marão, cuja família foi das primeiras a converter-se.

    Artigos relacionados:
    Museu Judaico de Belmonte evoca "Obra do Resgate"
    Viagem ao mundo judaico do Porto
    Rachel Nolan
    in Courrier Internacional (edição portuguesa), Fevereiro de 2008
    Originalmente publicado no jornal Ha'aretz, Telavive, em 07.01.2008
    Publicado em 08.02.2008

    http://www.agencia.ecclesia.pt/eccle..._belmonte.html

    El subrayado, las negritas y el (??????)son mios... lo resto es de la responsabilidad de... Agencia Ecclesia ... pues no sorprende...

    P.S. - Esto son alheiras, los "chorizos" de orígen judío...
    !y son de apetito!
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  2. #22
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Como respuesta a Jlpp, uno de los últimos superviviente de una estirpe en extinción.
    ¿Cómo quiere usted que Garzón le llame para declarar...? ¡Ni que fuera tonto!
    Ustedes, los del partido que no nombra ya hicieron bastante por España ganando una guerra y luego muriendo en las estepas rusas por la causa.
    Una causa que fue traicionada por quien todos sabemos, y por la Iglesia, que lo llevó bajo palio. La misma Iglesia que hoy ampara a los asesinos etarras y convierte el Monasterio de Monserrat en un nido de separatistas.

    Por eso, a mi no me entra en la cabeza que los buenos españoles vallamos; o mejor dicho, vayan tanto a misa. ¡Dios está en todad partes!

  3. #23
    Avatar de Cirujeda
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    sisebuto: ¿Hablas en serio? Es que, a poco que hayas curioseado por este foro, podrás darte cuenta de que tus comentarios sobre la Iglesia sólo pueden molestar, al menos a unos cuantos.

    Franco, al fin y al cabo, ganó la guerra. Y su victoria salvó a los católicos del exterminio. Los hechos son así. Aunque después nos haya dejado como herencia al Puigmoltó, con lo que desde luego se lució.

    Además, la asistencia a la misa dominical, en España, probablemente no llegue al cinco por ciento. Por desgracia, por supuesto; otro gallo cantaría si España siguiese siendo católica.
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  4. #24
    sisebuto está desconectado Miembro graduado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    En cuanto a los Judios; pues de eso iba el tema, no estoy muy ducho en cuestiones Judáicas. Sé, como supongo que sabe todo el mundo, que el propio Cristo y su santísima madre, como nos recuerda nuestro buen amigo Hyerónimus, fueron judios. También algunos misticos, como Fray Luis de León, he incluso alguna dama de alto copete, como Doña Juana Enrriques, madre del Rey Fernando el Católico tubieron raices judías.

    No obstante; pienso yo en mi ignorancia, que algo negativo tendrá este pueblo, cuando se ha visto constantemente rechazado por otros a lo largo de toda su historia.

  5. #25
    Avatar de Cirujeda
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Cita Iniciado por sisebuto Ver mensaje
    No obstante; pienso yo en mi ignorancia, que algo negativo tendrá este pueblo, cuando se ha visto constantemente rechazado por otros a lo largo de toda su historia.
    El rechazo, por sí mismo, no prueba nada. También fue rechazado Jesucristo, en todos los ámbitos: familia, discípulos, pueblo, sacerdotes.
    Humanamente, la historia de Jesús es un auténtico fracaso.
    "La Verdad os hará libres"

  6. #26
    Avatar de TerciodeSarmiento
    TerciodeSarmiento está desconectado Miembro Respetado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Entonces en mi mal entender, ¿tengo que pensar que la caida del imperio Español y todo lo demas es por culpa de los Judios?.

  7. #27
    Avatar de Cirujeda
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Cita Iniciado por TerciodeSarmiento Ver mensaje
    Entonces en mi mal entender, ¿tengo que pensar que la caida del imperio Español y todo lo demas es por culpa de los Judios?.
    Yo creo que no hay que exagerar. Todos los imperios han caído más tarde o más temprano. Los judíos han podido ser un elemento más.
    "La Verdad os hará libres"

  8. #28
    pancho está desconectado Miembro graduado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Re.: Paro...crisis.¡no para los marranos!
    Respecto a este tema, el autor inglés Cecil Roth en su obra “Historia de los Marranos” (Ed. Israel, Bs. As. 1946) hace concreta referencia a los criptojudíos de Belmonte (mencionados en la nota de referencia) y de otras localidades cercanas y como después de varios siglos salieron a la luz. Menciona textualmente que: “en 1917 un ingeniero en minas judío polaco, Samuel Schwarz visitó por asuntos de su profesión a Belmonte, punto casi inaccesible en la región montañosa del norte de Portugal, no lejos de la frontera española. Uno de los habitantes, deseoso de obtener su patrocinio, le advirtió que no tuviera tratos con tal y tal de sus competidores.”Básteme decirle que ese hombre es un judeu”.

    La información movió al Sr. Schwarz, estudioso apasionado de las cuestiones judías, a investigar el caso. La persona indicada por su informante no pudo ayudarle mucho; se había casado con una cristiana vieja y no mantenía mayor contacto con sus ex-correligionarios. Con todo, hizo lo posible por presentárselos. “E dos nossos”, murmurábales confidencialmente. No sin dificultades, empezó a ganar su confianza. Ante todo, pusieron en duda las pretensiones del forastero. No tenían noticia de otros judíos fuera de ellos. No poseían la menor idea de las grandes comunidades existentes mas allá de los límites de Portugal. Su noción del judaísmo limitábase a un exiguo grupo en su propia ciudad y en la vecindad inmediata y el secreto era la primera condición de existencia religiosa. Además, el extraño no sabía recitar ninguno de los tradicionales rezos portugueses corrientes entre ellos y en la comunidades hermanas. En vano trató de explicarles que la lengua judía universal de los rezos era el hebreo, en la cual los judíos del mundo entero cumplían sus devociones. No habían oído hablar de esa lengua y dudaban de que existiera. Por último, una anciana, a quien todos trataban con particular deferencia, le pidio con expresión de duda que recitase alguna oración en la lengua que el pretendía ser tan santa. Su elección fue obvia. Pronunció la confesión de fe judía, la misma que Isaac de Castro Tartas tuvo en sus labios cuando murió en la hoguera: “Oye Israel! El Señor nuestro Dios, el Señor es único.” Cuando pronunció el nombre de Dios -Adonai- la mujer se cubrió los ojos con las manos, formalidad tradicional, a fin de evitar toda distracción mientras se recita el versículo.”

    Cuando hubo terminado, ella se volvió a los presentes “Es judío”, dijo en tono de seguridad “pues conoce el nombre de Adonai” La única supervivencia de la vieja lengua hebrea , que se había conservado oralmente durante siglos de subterfugios y persecuciones, puso por último a este resto de los marranos en contacto con un representante del mundo judío exterior.......”

    Durante todo el período que siguió a la caída de la inquisición, continuaron existiendo en las partes más remotas de las provincias septentrionales de Portugal colonias enteras de criptojudíos, absolutamente aisladas del mundo judío general cuya existencia ni sospechaban.”

    Largos siglos de persecuciones habían dejado impreso su sello en su aspecto. No podían concebir ninguna forma de judaísmo, excepto el furtivo que practicaban. No advertían ninguna falla o deficiencia de su parte. Pero al mismo tiempo su religión era, en lo esencial, inequívocamente judía: un desarrollo natural de la que practicaron sus antepasados en la época de las persecuciones.”

  9. #29
    Avatar de GonZoneStudio
    GonZoneStudio está desconectado Miembro graduado
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    08 abr, 09
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Cita Iniciado por TerciodeSarmiento Ver mensaje
    Entonces en mi mal entender, ¿tengo que pensar que la caida del imperio Español y todo lo demas es por culpa de los Judios?.
    Yo mas bien diría que por la mala administración de la economía y del imperio.

    Y los "listos", y el pillaje, y que aquí cada uno mira por lo suyo y pasa de lo demás y que no hay organización y un mal sentido nacional y mil cosas más.

    Que los españoles somos muy chulos pero que entre simpatía y campechanidad luego nos salen las cosas mal y encima tampoco sabemos tener perspectiva histórica para admirar nuestros triunfos y mejorarnos.

    No podemos caer en echar la culpa a otros de nuestros errores. Para cuando el Imperio español caía ya no había judíos aquí y si alguno quedaba de escondidas es imposible que tuviese tanto poder político.

    MALA GESTIÓN y malas inversiones
    HOMOS FINIT, OPERA MANET

  10. #30
    sisebuto está desconectado Miembro graduado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Exactamente, hermano,GonZonestudio.

    Con la información parcial de que dispongo es exactamente como tú dices.

    El imperio español se pudrió de dentro hacia fuera; los mismo que otros imperios a lo largo de la historia.
    La ambición que lo levantó fue también la causa de su desmoronamiento.

    Que hubo en él gestas gloriosas y campañas militares por parte de nuestros tercios y de nuestros conquistadores, así como de una legión de religiosos que ganaban almas para la fe de Cristo y cuya valentía y entrega iba más allá de toda audacia humana ¡nadie lo duda!

    Pero, también fracasos y derrotas que nos negamos a reconocer como tales, y por lo tanto, no podemos aprender de ellas; pues, es en las derrotas y no en las victorias donde se aprenden los errores cometidos, para no repetirlos en el futuro.

    Hoy los españoles, que nos decimos auténticos, seguimos soñando (unos más y otros menos) con aquel imperio que ya pasó, y, cuya añoranza no nos ayudará a intentar resolver los graves problemas que España tiene en la actualidad.


    Saludos de Sisebuto.

  11. #31
    Avatar de Donoso
    Donoso está desconectado Technica Impendi Nationi
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    El Imperio Español es posiblemente la construcción política más formidable que haya habido. Su misma existencia es un fenómeno dificil de explicar, su caída tiene muchos factores. Un par de lugares comunes del tipo "hubo errores" no aportan mucho.
    Aquí corresponde hablar de aquella horrible y nunca bastante execrada y detestable libertad de la prensa, [...] la cual tienen algunos el atrevimiento de pedir y promover con gran clamoreo. Nos horrorizamos, Venerables Hermanos, al considerar cuánta extravagancia de doctrinas, o mejor, cuán estupenda monstruosidad de errores se difunden y siembran en todas partes por medio de innumerable muchedumbre de libros, opúsculos y escritos pequeños en verdad por razón del tamaño, pero grandes por su enormísima maldad, de los cuales vemos no sin muchas lágrimas que sale la maldición y que inunda toda la faz de la tierra.

    Encíclica Mirari Vos, Gregorio XVI


  12. #32
    sisebuto está desconectado Miembro graduado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Estimado, Donoso:

    Tú sabes igual que yo que, "hubo muchos errores", y lo sabes porque lo has leído en distintos anales de la historia, pues, ni tú ni yo estuvimos allá para verlo. De modo que, nuestra opinión, más o menos acertada, se basa en eso; y es sólo una opinión personal de lo leído, al menos lo es la mía.

    Hombre, decir "construcción política más formidable que halla existido" me parece algo exagerado.
    Lo que sí hubo y lo hubo en demasía es política religiosa (religiosa terrenal)
    que diría nuestro admirado Hyerónimus; de ésta sí que hubo.

    Y este precisamente, sería el primer error a tener en cuenta, para no repetirlo en el futuro; si es que este futuro se presenta...

    Luego está la apatía, cuando no el fanatismo, de nuestros reyes Austrias; reyes, no lo olvidemos, de origen extranjero, a los que el pueblo tardó en aceptar como legítimos, sobre todo a los dos primeros.
    El segundo de ellos se impuso por la fuerza de las armas, en los campos de Villalar. ¡Ay! Si estos reyes hubieran continuado el ímpetu y el buen hacer de sus predecesores hispanos ya con el imperio embastado por Isabel y Fernando... ¡Otro gallo nos hubiese cantado!

    Pero no, quizá porque estos reyes tuvieran la cabeza aquí y el corazón allá, embarcaron a España en una serie de guerras para defender los intereses de la Casa de Borgoña y los del Papado en Europa. Sin escarmentar de las continuas traiciones que, tanto la una como los otros le hacían a España constantemente.

    (Enrique VIII de Inglaterra, nuestra mortal enemiga desde siempre, lo vio más clero, y dijo por ahí no paso)

    Tres bancarrotas sufrió la hacienda española durante el reinado del tercer Austria. Perece mentira que la ingente cantidad de oro y plata que llegaba a Sevilla procedente de las Indias no bastase para sufragar los gastos de aquellas espantosas guerras que, al fin y al cabo, se perdieron.

    Nada quedó en Europa del imperio español, sino el terror, que hoy aún perdura, que causaron aquellos Tercios heroicos, que en condiciones extremas se debatían entre la vida y la muerte, luchando por su Rey y su fe, y cuyos hombres privados en más de una ocasión de su correspondiente paga a causa de la mala administración, se veían obligados a recurrir al pillaje y al saqueo para poder subsistir.

    Mas, como España fue grande "No a causa de los Austrias, sino a pesar de ellos" de aquel imperio español quedó en América, llevado por los auténticos españole, hombres del pueblo llano, con sus defectos y sus virtudes, a más de una legión de religiosos, muchos de buena fe, quedó digo nuestra hermosa lengua castellana y nuestra fe en Cristo, nuestro Señor.

    Esto, estimado Donoso, es una pequeña muestra de lo que piensan hoy la mayoría de los hombres de mediana cultura en nuestro país con respecto a lo que fue nuestro imperio.

    ¿Estamos pues, con ellos, o contra ellos?

  13. #33
    Avatar de Donoso
    Donoso está desconectado Technica Impendi Nationi
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Cita Iniciado por sisebuto Ver mensaje
    Esto, estimado Donoso, es una pequeña muestra de lo que piensan hoy la mayoría de los hombres de mediana cultura en nuestro país con respecto a lo que fue nuestro imperio.
    Ni mucho menos, lo que has escrito te lo pone cualquier español que se sepa el alfabeto y haya pasado por alguna clase de historia en el el colegio. Abre cualquier libro de la E.S.O y te satisfará ver que piensas igual que todo el mundo, no has descubierto nada que lo cuenten a cualquiera por la tele cualquier día. Es un calco de la versión pesimista y leyenda negrista del imperio, con mucho "terror", mucho "fanatismo", muchos reyes egoístas, muchas guerras incomprensibles, mucho dinero mal gastado, muchos curas malvados, y los tópicos habituales; añades "Cristo" un par de veces en el texto para disimular y marchando.
    Lo de Enrique VIII como modelo de rey ya ha sido el broche de oro.

    No merece la pena entrar en tus tesis porque este foro está lleno de información contra ellas, y además pareces muy satisfecho de que tus conclusiones sean las mismas que las de todo el mundo, información no es lo que vas buscando sino aprobación, y eso no te lo voy a dar.

    Sinceramente sisebuto ¿te has planteado la emigración? Hay países por ahí en los que te sentirías mucho más cómodo con tus ideas que este. Y muchos foros también, porque en este ya poco o nada te queda en común.

    ¿Estamos pues, con ellos, o contra ellos?
    Ser muchos no les da ni les quita razón. Lo que si lo hace es que la mayoría ni tienen conocimiento ni tienen honestidad para pensar otra cosa que no sea sus tesis wikipedia. Desde luego, siempre en contra.
    Pious dio el Víctor.
    Aquí corresponde hablar de aquella horrible y nunca bastante execrada y detestable libertad de la prensa, [...] la cual tienen algunos el atrevimiento de pedir y promover con gran clamoreo. Nos horrorizamos, Venerables Hermanos, al considerar cuánta extravagancia de doctrinas, o mejor, cuán estupenda monstruosidad de errores se difunden y siembran en todas partes por medio de innumerable muchedumbre de libros, opúsculos y escritos pequeños en verdad por razón del tamaño, pero grandes por su enormísima maldad, de los cuales vemos no sin muchas lágrimas que sale la maldición y que inunda toda la faz de la tierra.

    Encíclica Mirari Vos, Gregorio XVI


  14. #34
    sisebuto está desconectado Miembro graduado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Bueno, pues, que os cerráis a cal y canto en vuestro bastión del Vaticano, contra el que nadie puede, no os molestaré más.

    QUEDAD CON DIOS HERMANOS.

  15. #35
    jgalindes está desconectado Miembro novel
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Código HTML:
    Tres bancarrotas sufrió la hacienda española durante el reinado del tercer Austria. Perece mentira que la ingente cantidad de oro y plata que llegaba a Sevilla procedente de las Indias no bastase para sufragar los gastos de aquellas espantosas guerras que, al fin y al cabo, se perdieron.


    En su magnifico libro:

    "La falsificación de la realidad:La Argentina en el espaciop geopolítico del terrorismo judio" del querido y ya fallecido Norberto Ceresole,nos da la pauta de los verdaderos mecanismos que hicieron que la riqueza proveniente de las "Indias" no quedasen practicamente en España,pues se habia montado,al parecer,una red delictiva de apropiación del oro y de la plata del nuevo mundo.

    No debemos subestimar la importancia que tubieron los criptojudios en el eclipse del Imperio Español.

    ".......Sólo dos años después del Tratado de Münster, Menasseh ben Israel publica su
    opúsculo, en el que sostiene, llevado por su delirio mesiánico, que los orígenes de los
    indígenas americanos están en las tribus perdidas de Israel. Recordemos que en la
    mística mesiánica judía el "retorno" de las "tribus perdidas de Israel" represanta el
    prólogo de la llegada del Mesías; lo que en el lenguaje político de aquellos años
    significaba la venganza celestial contra la maldita España expulsadora.
    Y esa venganza judía sería doblemente dolorosa, ya que provendría de un descubrimiento y
    de una conquista hecha por los españoles mismos: América o Judenland.

    En el señalamiento que hace Menasseh ben Israel, relativo al origen hebreo de los
    indígenas americanos, no deja de percibirse un deseo oculto de posesionamiento del
    enorme espacio geográfico abierto a la rapiña occidental.
    Ese deseo oculto se convierte en realidad económica por obra de las empresas
    delictivas de los marranos americanos. Además serán esas empresas delictivas las que conformarán el capital inicial sin el cual el despegue del capitalismo europeo y, luego, del "mercado mundial", vía Amsterdam, primero, y Londres después, hubiese sido imposible.
    El origen del capitalismo como sistema económico originado en el "dinero
    barato" americano (de inmediato veremos por qué ese dinero era "barato") sigue una
    trayectoria geográfica europeo-americana y africana perfectamente diseñable en el
    mapa. Ese desarrollo básico era el siguiente:

    1. Partida de falsos conversos y sefardíes españoles y portugueses de Europa rumbo a América. Ver: Martin Gilbert, Atlas of Jewish history, JMDENT, Londres, 1993, p 48.

    2. Instalación de esclavos negros africanos en América a través de "empresas"
    controladas por criptojudíos americanos (la "nación portuguesa"), gran parte de ellos
    provenientes de las colonias africanas de Portugal. Ver: Okon Edet Uya, Historia de la esclavitud negra en las Américas y el Caribe (African diaspora and the black experience in New World slavery), Claridad, Buenos Aires, 1989, p. 121.

    El reembolso de los beneficios, a través de un contrabando de capitales o -en términos contemporáneos- "evasión de divisas", directamente a los sefardíes de Amsterdam (de allí proviene el "Siglo de Oro" holandés y el origen financiero del sistema capitalista).

    Esta fase de la operación dejaba de ser meramente inmoral para convertirse en francamente ilegal, ya que todo ese ciclo económico se realizaba ógicamente fuera de las normas comerciales establecidas por la monarquía española.

    Contra esos empresarios criptojudíos estaba específicamente orientada la Inquisición
    en América (44). En ese sentido muy exacto y preciso recomendamos a los lectores la lectura de las actas del Tribunal de la Inquisición de Cartagena de Indias. Existen
    copias disponibles en varias bibliotecas de España y América (yo lo he consultado en
    la Biblioteca Nacional de Madrid, donde la bibliografía existente sobre la Inquisición
    es tan grande que resulta materialmente imposible transcribirla en un ensayo de las
    dimensiones del presente).

    Sobre el puerto de Cartagena de Indias, los esclavos negros y las actividades de los
    judíos "portugueses", escribe una de las principales especialistas españolas (45).
    "Desde 1595 a 1640 unos 135.000 esclavos fueron desembarcados en Cartagena y
    otra cantidad similar arribaron a otros puertos del Caribe -Veracruz, La Habana, Santo
    Domingo, Puerto Rico, Santa María, costa de Venezuela- y Buenos Aires, desde
    donde se distribuyeron por todo el continente... Cartagena era en aquellos años una
    ciudad abierta y comercial, al ser su magnífica bahía el puerto de invernada de los
    galeones de España. Era también un enclave perfecto para la conexión con el interior
    del nuevo reino de Granada y con Portobelo, puerto de reunión de comerciantes
    peruanos y sevillanos durante los días de sus famosas ferias... A principios del siglo
    XVII, Cartagena fue un hervidero social donde los extranjeros, en su mayoría
    163 portugueses judaizantes, jugaban un destacado papel.

    No fue por capricho que se instituyó en ella un tribunal del Santo Oficio... Los navíos negreros llegaban a su puerto desde Guinea, Cabo Verde o Angola llevando sus bodegas abarrotadas de hombres de color, maltrechos y desamparados, en pésimas condiciones..."
    Los criptojudíos en América eran miembros de la "clase dirigente", aristócratas y/o encomenderos (46).

  16. #36
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Los criptojudíos en América eran miembros de la "clase dirigente", aristócratas y/o encomenderos (46).

    - Esto no es así. La " aristocracia americana " tenía varias ramificaciones, y en concreto los encomenderos descendían principalmente del núcleo de los conquistadores. No hay que menospreciar el " papel marrano " ni incluso su influjo o infiltración; pero de ahí a la exageración grotesca media un abismo. Esto dicho sin acritud, pues si bien apenas concuerdo con el malogrado Ceresole, no dejó de ser un politólogo de peso.

  17. #37
    Toronjo está desconectado Miembro Respetado
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    CONSIDERACIONES SOBRE LOS CRIPTOJUDIOS HISPANO-PORTUGUESES: EL CASO DE BRASIL
    *****
    Anita Novinsky
    *****
    En el curso de la conmemoracion de los 500 anos de expulsion de los judios de Espana se han publicado numerosos trabajos enforcados sobre los mas diversos aspectos de la historia sefardi de antes, durante y despues de 1492. En esos estudios y obras publicadas, lo mismo que en las comunicaciones presentadas en los multiples congresos que se han realizado sobre este tema,, se ha hecho sentir una laguna: la ausencia de América. La mayor parte de las referencias a los hechos que ocasionaron la formacion de uno delos mas originales de la historia, el criptojudaismo português o el marranismo, como prefiren llamarlo la maioria de los historiadores, no esta basada en investigaciones de fuentes primarias, sino que se apoya siempre en obras impresas, algunas ya sin actualidad y muchas veces cargadas de errores factuales que llevan a generalizaciones e interpretaciones que no se corresponden com lá verdad histórica. En los dos importantes volumenes editados recientemente por Haim Beinart con participacion de varios historiadores especialmente israelies, se ignoram estudios recientes sobre la historia de los cristianonuevos de Portugal y del Brasil o apenas se mencionan “en passant” (1).Tal hecho muestra que persiste el desconocimiento de diversos aspectos del capitulo mas largo, mas doloroso y relevante del judaísmo ibérico, cual fue el portugues.
    Curiosamente, las obras dedicadas a historia sefardi se concentran casi exclusivamente en Espana. La memoria de los judios retuvo, trasmitio y muchas veces deformo los acontecimientos de 1492, obsesionando-se com Sefarad, que se hizo sinonimo de Espana. En lo que respecta a los marranos espanoles las investigaciones comprueban que el auge de la persecusion de los judios secretos tuvo lugar en las primeras décadas despues de establecerse la Inquisicion y que cedio gradualmente hasta que el aflujo de los cristianonuevos portugueses dio nuevo impulso al criptojudaismo espanol. La larga historia de los marranos es la historia de los judios portugueses, muchos de los cuales eran descendientes de los exilados espanoles que entraron en el reino lusitano en 1492, con el tiempo totalmente integrados y aculturados: es la historia de los cristianonuevos que permanecieron en el suelo ibérico y no reyornaron abiertamente al judaísmo; es la historia de los judios secretos divididos entre dos mundos irreconciliantes; es lá jistoria de los que sufrieron el destino de los judios a pesar de que muchas veces eran ya verdaderamente cristianos.
    Los acontecimientos que siguieron a la entrada de los judios espanoles en Portugal fueron poco estudiados, por lo cual las investigaciones sobre la historia de los cristianonuevos portugueses etan desfasadas en comparacion com las realizadas sobre los conversos de Espana. Con todo, se há hecho un considerable progresso en los últimos anos y ha aumentado nuestra informacion de manera importante sobre lo que se conocia hacia 1960 cuando se inicio el deate Saraiva-Revah sobre la “realidad” o el “mito” cristianonuevo. (2)
    El numero de judios espanoles que cruzaron la frontera y entraron en Portugal continua siendo matéria controvertida,(3) aunque no hay duda de que la gran mayoria de ellos, probablemente dos tercios, se refugiaron en Lusitania. El Rey D. João II permito que los judios entrasen en sus dominios no por razones humanitarias sino por motivos esencialmente materiales. Cada persona pago por su estadia y la para el tiempo enorme fortuna paso a engrosar el tesoro de la Corona. Las privaciones sufridas por los refugiados, su vida en tiendas provisionales, sus penalidades por el frio, el hambre, los asesinatos, los estupros, las extorsiones, son mencionadas por los cronistas portugueses de modo que esos sufrimientos fueron lamentados por los propios cristianos. La actitud de los judios portugueses que se pronunciaron contra la entrada de sus correligionarios espanoles, cuando el asunto fue discutido por el Rey y sus consejeros de la Corte, denota como el miedo y la inseguridad dominaban en las comunidades judias en ese final del siglo XV.
    La inhumanidad com que fueron tratados en Portugal los judios espanoles no tuvo semejanza en el tiempo. Ademas de quebrar su promesa de ayudar a los judios a marcharse en los primeros ocho meses. D. João II ordeno quitarles los hijos y enviarlos a las islas deshabitadas de Sto. Tome, donde segun el cronista Samuel Usque fueron devorados por las fietas. (4) Al mismo tiempo, su interes pôr desarrolar los estudios de la ciencia nautica le llevaron a emplear astronomos, matematicos y cartografos judios, que formaron parte de la Comision Cientifica Portuguesa. Mestre Afonso, Mestre Rodrigo, Mestre Moises, Mestre Joseph, cuantos mas? Y quienes eran? Todavia se ignoran las respuestas. (5)
    En 1497, al ser prescrita la conversion forzada de los judios por el nuevo Rey D. Manuel, algunos consiguieron huir. Tambien se ignora su numero, pero debio de ser pequeno. Las dificuldades de transporte, las altas sumas exigidas por los barqueros, los peligros del trayecto y las incertidumbres de un destino indefinido obligaron a la mayor parte a quedarse en Portugal. Iniciase asi la “era de los cristianonuevos”. Sus descendientes se dispersaron gradualmente por las cuatro partes del mundo y constan entre los primeros colonizadores de América. Durante las tres primeras décadas del descubrimiento de Brasil del rey de Portugal no se intereso por la nueva tierra, absorto como estaba con las riquezas de la India. La Tierra de Santa Cruz fue arrendada por un período de diez anos a un grupo de cristianonuevos que fueron los primeros europeos en explorar economicamente el Nuevo Mundo. (6)
    No tenemos fuentes precisas sobre el numero de cristianonuevos que fueron a América en general durante los tres primeros siglos, pero concretamente en cuanto a Brasil ya existen varios trabajos, basados en relatos de viajeros, cronicas contemporaneas o textos dejados por el clero, que se refieren a la densidad de la problacion de origen judio. Las fuentes inquisitoriales portuguesas nos ofrecen el material mas rico sobre los cristianonuevos en la época colonial y los procesos conservados permiten reconstruir aspectos importantes de la historia economica y social de la América lusitana. Lamentablemente gran parte de los documentos sobre la Inquisicion en la América espanola fueron destruidos, quedando principalmente las llamadas “relaciones de causas”, que apenas son pequenos resumenes o extractos de los expedientes. (7)
    En al segunda mitad del siglo XVI aumento la emigracion al Nuevo Mundo, lo cual en relacion al Brasil se puede comprobar por los documentos conservados en los archivos portugueses y brasileiros. Parece que habia mayores facilidades de embarque para América que para otros países de Europa, pues sabemos que muchos pilotos eran cristianonuevos y cada nave llevaba fugitvos clandestinos. Han sobrevivido algunos relatos curiosos y leyendas sobre los primeros habitantes judios de América tras su descubrimiento, pero aun no se han podido comprobar cientificamente
    Es importante senalar que los descendientes de judios vivieron en América una experiencia totalmente diferente a la quienes se quedaron en Europa o se instalaron en imperio otoman o en el norte de África. Despues de cruzar el Atlantico, los judios renacieron en América en una realidad diferente y en outro contexto. Este contexto debe ser conocido si se quiere comprender las multiples facetas del marranismo. (8)
    En relacion com el papel que desempenaron los judios en la construccion de América, no podemos ignorar la tesis de Werner Sombart de que “América es en todas sus partes una tierra judia”, aunque no concordemos com sus constataciones teoricas. Las actuales investigaciones confirman que los judios o los cristianonuevos portugueses tuvieron una actuacion decisiva en Brasil tanto en la esfera economica como en la cultural. (9)
    Sobre Peru, México, Chile, Venezuela, Argentina y Colombia se necesitan mayor investigacion, aunque Boleslao Lewin nos dejo importantes estudios sobre asentamiento y José Toribio Medina revelo un material inquisitorial que permite nuevas direcciones de trabajo.
    Los judios portugueses conformaron los primeros grupos de poblacion blanca de Brasil y entraron a constituir intimamente la composicion étnica del pueblo brasileiro. La colonizacion portuguesa de los tropicos fue esencialmente agricola, com un carácter totalmente diferente de la colonizacion de la América espanola, y los cristianonuevos portugueses merecen credito por trasplantar la cana de azucar de las islas Madeira y Santo Tome a Brasil y participar directamente en la produccion y exportacion del azucar durante todo el período colonial.
    En la Universidad de São Paulo estan en fase de elaboracion algunas investigaciones acerca de la historia de los cristianonuevos portugueses y de los brasileiros nativos en las mas diversas regiones de Brasil durante los siglos coloniales, pero ya podemos adelantar algunos datos importantes. Sobre Bahia, que fue capital de Brasil en el siglo XVII, podemos afirmar que su poblacion cristianonueva ese siglo representaba aproximadamente entre el 10% y el 20% de la poblacion blanca, y que el 60 de las plantaciones de azucar de Bahia pertenecian a cristianonuevos. (10)
    Las ocupaciones socio-profesionales de los cristianonuevos de Bahia entre 1620 y 1660 eran las siguientes: (11)

    Mercadores y hombres de negócios..........................31%
    Duenos de ingenio y labradores.................................20%
    Funciones administrativas..........................................11%
    Artesanos en general..................................................10%
    Bachilleres, licenciados, abogados...............................8%
    Militares.........................................................................7%
    Pequenos comerciantes................................................5%
    Cirujanos y boticarios....................................................4%
    Religiosos......................................................................2%
    Hombres de mar............................................................1%

    Una reciente investigacion sobre Rio de Janeiro (12) muestra que, entre 1700 y 1730, sobre 227 cristianonuevos de sexo masculino presos o sospechosos de practicas judiacas 50% se dedicaban a actividades agricolas y 23% de los ingenios de Rio pertencian a cristianonuevos, distribuídos de la siguiente manera: 5 en Iraje, 3 en Jacarepagua, 5 en S. Gonçalo, 2 en Itambi, 5 en S. João de Meriti y 3 3n Jacutinga. De esos esudiados en Rio eran mercaderes, contratistas o tratantes el 7%, médicos el 3.5%, abogados el 8% estudiantes de gramatica el 5%, y 3.5% entre artesanos, musicos y dedicados a otras actividades. (13) De 392 personas denunciadas en Rio por el crimen de herejia judaica, 227 eran hombres y 165 mujeres. De ese total, 271 de los hombres y mujeres fueron presos y procesados en Lisboa, y la mayor parte fue condenada a carcel y habito penitencial perpetuo. (14) Este tipo de investigacion sobre la Inquisicion y los cristianonuevos, apoyada en fuentes manuscritas todavia ineditas, modificara las concepciones e ideas consideradas clasicas, como las de J. Lúcio de Azevedo, Itzaac Baer, Israel S. Revah y otros, y ampliaran considerablemente nuestro conocimiento de las dimensiones de fenomeno marrano.
    Aunque los procesos inquisitoriales ofrecen importante material para reconstruir la sociedad brasileira, deben ser empleados con extrema cautela, pues reproducen siempre lo que los inquisidores querian probar: la persistencia de la herejia judaica. La presencia de los cristianonuevos en la colonia brasileira queda ampliamente documentada en textos enviados de la colonia a la metropoli por elementos del alto clero católico a los dirigentes del gobierno. Asi, por ejemplo, una carta del vicario de Bahia, Manuel Temudo, a los inquisidores de Lisboa, escrita en 1631, dice textualmente que “o povo da nação” considera a Brasil “a melhor terra para se viver e comerciar” y que “a maioria dos que habitan são judeus”. En otro pasaje escribe que “os judeus ocupan o melhor de todo o Estado, y que los gobernadores se dejan dirigir por ellos. (15) Aun considernado esta fuente poco objetiva, ya que el vicario pertenecia a una faccion de la Iglesia hostil a los cristianonuevos, adquiere validez por concordar com afirmaciones similares procedentes de otros núcleos. Y cabe senalar que los miembros de la Iglesia siempre se refirieran a los cristianonuevos como “judios”.
    Un importante capitulo que precisa ser reformulado a la luz de los nuevos documentos se refiere al papel de la Compania de Jesus en Brasil. Aun falta una obra que trate de esta cuestion de la reaccion de los jesuitas con la Inquisicion en la colonia brasileira. Los documentos inquitoriales, y principalmente la correspondencia entre los inquisidores y el provincial o el rector de la Compania, nos revelan a los jesuitas como agentes inquisitoriales. Durante tres siglos fueron los padres de la Compania los agentes de los inquisidores de Lisboa, com gran poder sobre el clero y el pueblo en general. Fueron elemento clave en la captura de los cristianonuevos sospechosos y en colegio de la Compania de Jesus se armaba lá “Mesa inquisitorial” ante la cual los comisarios deponian el resultado de sus largas inquisiciones. (16) Eran auxiliados por los familiares del Santo Oficio, que en la colonia eran numerosos, practicamente esparcidos por todo el território. (17)
    Acerca de las practicas judaicas secretas América ofrece un capitulo extremamente original. Los primeros pobladores que llegaron a mediados del siglo XVI conocian la religion judia que les habia sido trasmitida por sus padres y abuelos. Com el tiempo, la distiancia y el aislamiento su religion fue perdiendo su verdadero sentido y solamente algunos hábitos ceremoniales ensenados oralmente sobrevivieron de generacion en generacion. La mayor parte de los cristianonuevos brasileiros procuro esconder su origen, pago para conseguir pruebas de limpieza de sangre y logro diluirse en el seno de la sociedad mayoritaria. Apenas un sector de la poblacion cristianonueva se mantuvo estigmatizada durante siglos, pues la Inquisicion funcionaba en la base de la familia, no permitiendo que se apagase la linea descendiente de un reo.
    Se hace difícil caracterizar a los cristianonuevos de Brasil desde el punto de vista religioso. Las confiscaciones extorsionadas bajo presion o tortura no siempre podian ser acreditadas. Durante tres siglos todas las ceremonias aparecen en los procesos inquisitoriales como memorizadas tanto en Espana y Portugal como en América, pero reproducen las mismas practicas con el mismo lenguaje. En Brasil encontramos una gran variedad de comportamientos y actitudes que caracterizan el polifacetico fenomeno marrano. Procurando sintetizar, podemos decir que la esencia de la religion judia giraba en torno a las ideas de salvacion y del mesias. Ambos conceptos se oponian drasticamente a los trasmitidos por la Iglesia.
    Importante fuente para el estudio del criptojudaismo en Portugal y Brasil son las cartas, oraciones y escritos aislados que llegaban a la colonia clandestinamente entre las mercaderias que venian del reino. Valiendose de ese material los cristianonuevos de Portugal trasmitian su memoria histórica a sus hijos o parientes que vivian en Brasil. Un analisis cuidadoso de esos “papeles” permite reconstruir la imagen que los cristianonuevos tenian de si mismos, del mundo que los rodeaba y de su proprio destino.
    En Brasil, a diferencia de los países de la América espanola, la educacion superior estaba prohibida. Estudios mas avanzados eran asequibles solo en el colegio de la Cia. de Jesus. Ni universidades, ni imprentas, ni Bíblia en lengua vernacula, ni libros que constaban en el Indice se permitian en la colonia. Pero aun asi, la mayoria de las mujeres cristianonuevas presas en Brasil estaba alfabetizada, principalmente en Rio de Janeiro, cosa rara entre las mujeres cristianoviejas.
    Aun viviendo en un desierto cultural, es considerable el numero de cristianonuevos comerciantes, duenos de ingenios y pertenecientes a profesiones liberales, y segun Licurgo Santos practicamente todos los médicos de la colonia brasileira eran cristianonuevos. (18) Los estatutos de la Universidad de Coimbra no permitian admitir a descendientes de judios, aunque esa ley era infringida continuamente.
    Tomando como muestra 444 procesos de cristianonuevos brasileiros de varias regiones de Brasil que fueron llevados a Portugal por la Inquisicion en la primera mitad del siglo XVIII, encontramos 21 condenados a muerte en hoguera, 2 de ellos mujeres. De los 226 varones acusados de judaísmo, 18 tenian una profesion liberal o eran estudiantes o miembros del clero católico. (19)
    Un analise de los inventarios de bienes confiscados a los cristianonuevos en el siglo XVIII mostro que poseian bibliotecas particulares y grandes cantidades de libros. (20) Diderot, Rouseeau y otros autores circulaban en la colonia a pesar de todas las prohibiciones. Luchando entre la tradicion y la incredulidad los cristianonuevos, como dijo Carlos Gebhard, se debatian entre una religion que no conocian y una religion que no aceptaban. (21)
    Brasil fue quiza uno de los primeros países que tuvo una poblacion laica en el sentido moderno. Ser judio en el Brasil colonial no significaba solamente practicar ritos judaicos. Los inquisidores lo sabian. Ironicamente, es a ellos a quienes debemos la identificacion de los cristianonuevos judios.
    Entre los cristianonuevos de Brasil, hablando en general, hallamos tres categorias de comportamientos:
    1. Los integrados enteramente al catolicismo, algunos de los cuales sobresalieron como teólogos y predicadores, como José de Anchieta, llamado “el apostol de Brasil”, o el P. Inacio de Tolosa, provincial de la Cia. de Jesus, o el P. Leonardo Nunes, autor de la primera gramatica brasileira.
    2. Los registrados en los archivos inquisitoriales como “judaizantes” y recibian estigma de “judios”, aun cuando practicaban algunos ritos automaticamente, sin consicencia alguna o comprension de su sentido. Fueron estos las victimas de los autos de fe y los que ofrecieron la mayor resistencia al catolicismo.
    3. Los “descristianizados”, desprovistos de toda creencia religosa, para quienes ni judaísmo ni cristianismo ofrecian mensaje alguno trascendente.

    Reconstruir la vida de los cristianonuevos eqüivale a reconstruir una representacion. El mundo del cristianonuevo no era igual al de los “otros”, por lo cual tenia que representar. Su vida y la de su familia dependian de como la representara. Las cosas no se podian presentar como realmente eran, sino como parecian ser. Por eso el cristianonuevo no sabia lo que queria ni lo que debia decir. Frente a los inquisidores ahora confesaba, ahora revocaba la misma confesion. El cristianonuevo no sabia adonde iba ni que direccion debia tomar, porque cada opcion le llevaba a la muerte. Los cristianonuevos constituyeron, com su inquietud, un sedimento dinamico de la poblacion brasileira, tal vez los únicos dotados de potencial para oponerse al fanatismo de la Iglesia y la explotacion de Portugal.
    *****
    NOTAS
    *****
    1. Haim Beinart, ed., The Sephardi Legacy. Jerusalen: The Magnes Press, The Hebrew University, 1992, 2 vols.
    2. Fue publicado en la obra de José A Saraiva, Inquisição e Cristãos Novos (5a. Ed. Lisboa: Imprensa Universitária, 1985), 221-60.
    3. Ver los documentos publicados por David Raphael, The Expulsion 1492 -Chronicles (Hollywood: Carmel Press, 1992) pp. XIII, 27, 73, 76, 79, 87, 135, 138, 164, 168, 171.
    4. Samuel Usque, Consolaçam as Tribulacoes de Israel (Coimbra, 1906) pp.XXVIII verso y XXIX.
    5. J. Mendes Remedios, Os judeus em Portugal - 2 vols. Lisboa: França Amado, 1895, 1, 247, 252, 261: Anita Novinsky, “O papel dos Judeus nos grandes descobrimentos”, en América. Americas (Univ. de São Paulo, 1993), 63-76.
    6. Raccolta de Documenti e Studi Publicatti dalla R. Commissione Colombiana del Quarto Centenário della Scoperta dell’ América, II, parte III, pp. 120-121, carta de Piero Rondinelli, (Sevilla, 3 oct. 1502), apud Arnold Wiznitzer, Os Judeus no Brasil Colonial (São Paulo: Ed. Pioneira, 1966), p. 159, n. 13: Relazione de Leonardo Cha Masser, in Centenário do Descobrimento da América. Memórias da Comissao Portuguesa, pp. 83-84., ibid., p. 160, n. 17.
    7. La tesis de Yara Nogueira, Os Portugueses no Peru, defendida en el Dep. de Historia de la Universidad de São Paulo (dactilografiada) trae importantes datos sobre los cristianonuevos de la América espanola.
    8. Ver Anita Novinsky, Cristãos Novos na Bahia, 2a ed. (São Paulo: Perspectiva, 1992), 58-102; y “A Inquisição na Bahia. Un relatorio de 1632”, Revista de Historia (São Paulo), 74 (1968), 417-23.
    9. Ver Anita Novinsky, Inventarios de Bens Confiscados aos Cristãos Novos, Brasil - Século XVIII, Lisboa: Imprensa Nacional, Casa da Moneda, 1978: Id,. Rol dos Culpados. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura e Univ. de São Paulo, 1992; y Cristãos Novos, cit. anterior.
    10. Novinsky, Cristãos Novos, p.67; Eduardo d’Oliveira França, “Engenhos, Colonizacao e Cristãos Novos na Bahia Colonial”, Anais do IV Simpósio Nacional dos Professores Universitários de Historia, São Paulo, 21 (1969), 224.
    11. Novinsky, Cristãos Novos, pp. 88,89,90 y sigs.
    12. Lina Gorenstein Ferreira da Silva, A Inquisição no Rio de Janeiro Setecentista. Tesis defendida en el Depto. de Historia de la Univ. de São Paulo, dirigida por Anita Novinsky (dactilografiada).
    13. Ibid., p. 14.
    14. Ibid., p. 14 y 67-104.
    15. Novinsky, Cristãos Novos na Bahia, p. 68 y sigs.
    16. Ibid., p. 72.
    17. Daniela Bueno Calaino, Em Nome do Santo Oficio. Familiares da Inquisição Portuguesa no Brasil Colonial. Tesis. Depto. de Historia, Univ. Federal do Rio de Janeiro, 1992. Dactilografiada.
    18. Lycurgo Santos Filho, Historia Geral da Medicina Brasileira (São Paulo: Ed. Hucitec/Ed. Universidade, 1977), pp. 60-61, 70, 144, 303-309, 330.
    19. Anita Novinsky, “Sephardim in Brazil”, en Richard Barnett - Walter Schwab, eds., The Western Sephardim, vol. II (Grandon Northhands: Gibraltar Books, 1989), 443, notas 34 y 35.
    20. Novinsky, Inventarios..., pp. 36, 139, 161, etc...
    21. Carlos Gebhard, Spinoza (Bueno Aires: 1940).
    "QUE IMPORTA EL PASADO, SI EL PRESENTE DE ARREPENTIMIENTO, FORJA UN FUTURO DE ORGULLO"

  18. #38
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Y otra cosa que me dejaba: Recuerdo que la teoría del comercio triangular nos la dieron en América de 5º, por un profesor marxista. La teoría en sí tiene buena parte de razón, por encima de la adscripción ideológica del profesor. Pero lo que se suele olvidar es que por encima del papel ya europeo ya marrano, la esclavitud del africano no se entiende sin los propios africanos: Los reyes negros fueron los primeros interesados en el nefando negocio y los que abiertamente lo mantuvieron. Éste es acaso el gran drama de la esclavitud " moderna ".

  19. #39
    jgalindes está desconectado Miembro novel
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    El día de la Industria (2 de septiembre de 1587)

    Fuente
    : Felipe Pigna.


    Desde 1941 se celebra en Argentina el 2 de septiembre como el día de la industria en homenaje a un episodio,
    que bien analizado, no deja de ser todo un símbolo del "ser nacional" y del estado actual de la actividad
    productiva más vapuleada desde aquel fatídico 24 de marzo de 1976, que implantó el modelo de
    desindustrialización afianzado por los jinetes de nuestro Apocalipsis, Menem-Cavallo-De la Rúa & Company
    entre 1989 y el 2001.
    Debe haber pocos países en el mundo, por no decir ninguno y aumentar nuestro Ego, por aquello de la
    originalidad nacional, que para homenajear a su Industria Nacional, elijan un hecho delictivo, concretamente, un
    episodio de contrabando. Eso fue lo que ocurrió aquel 2 de septiembre de 1587 en el territorio que hoy
    conocemos como la República Argentina y que entonces pertenecía al Virreinato del Perú.

    El calendario recuerda aquel 2 de septiembre de 1587 cuando zarpó del fondeadero del Riachuelo, que hacía las
    veces de puerto de Buenos Aires, la carabela San Antonio al mando de un tal Antonio Pereyra con rumbo al
    Brasil.
    La San Antonio llevaba en sus bodegas un cargamento proveniente, fletado por el obispo del Tucumán Fray
    Francisco de Vitoria. Se trataba de tejidos y bolsas de harina producidos en la por entonces próspera Santiago
    del Estero. Lo notable es que dentro de las inocentes bolsas de harina, según denunció el gobernador del
    Tucumán Ramírez de Velasco, viajaban camuflados varios kilos de barras de plata provenientes del Potosí, cuya
    exportación estaba prohibida por Real Cédula. Es decir que la "primera exportación argentina" encubre un acto
    de contrabando y comercio ilegal.


    Negocios en el Tucumán

    El Obispo Francisco de Vitoria había servido en Charcas a un mercader y allí pudo entablar relaciones
    comerciales con los miembros más notables de la Audiencia, lo que le permitió obtener un permiso para
    importar esclavos desde el Río de la Plata. Hasta entonces no había entrado ni un solo esclavo por Buenos
    Aires. Vitoria fue el pionero del tráfico negrero en estas tierras. Sin embargo el Consejo de Indias lo había
    propuesto “por ser muy buen letrado y predicador” y por poseer excelentes recomendaciones por su pasado de
    consejero de la Inquisición en España.
    En 1586, fue nombrado Juan Ramírez de Velasco gobernador de Tucumán. Sus primeras medidas fueron
    condenar el concubinato ("amancebamiento"), la sodomía y el estupro. Sus principales enemigos eran el obispo
    Vitoria y sus socios de la Audiencia de Charcas. El gobernador denunció el contrabando practicado
    sistemáticamente por Vitoria, pero los miembros de la Audiencia, que estaban en el negocio, parecían no "oír"
    sus reclamos.
    Decía en sus notas “en esta ciudad está la iglesia catedral y por obispo de ella don Francisco de Vitoria, de la
    orden de Santo Domingo, (...) que si hay escasez de sacerdotes se debe, no a la pobreza de la tierra, sino a los
    malos tratamientos del prelado porque aun los legos no lo pueden sufrir. A mí me ha excomulgado dos veces.
    Todo su negocio es tratos y contratos".
    Ramírez de Velasco, ya que no podía con el Obispo, empezó a hacer justicia con sus amigos. A un tal García de
    Jara que había matado unos 11 indios y realizado unos "nueve estupros con fuerza en indias pequeñas, que por
    serlo mucho murieron seis y realizado muchas difamaciones por ser uno de esos que lavan su lengua en honras
    de mujeres honestas", mandó que le cortasen la lengua y la clavaran en un madero y lo que quedaba de él, que
    lo colgaran "hasta que muriera de muerte natural".
    El obispo, que tenía más de 20.000 indios en encomienda, no prestaba mucha atención a lo que decía San
    Jerónimo (¿347?-420) "Como el mercader nada agrega al valor de sus mercaderías, si ha ganado más de lo que
    ha pagado, su ganancia implica necesariamente un pérdida para el otro; y en todo caso el comercio es siempre
    peligroso para su alma, puesto que es casi imposible que un negociante no trate de engañar". Ni a San
    Ambrosio (340-397), que condenaba sin soslayos la propiedad privada: "todo lo que tomas sobre tus
    necesidades, lo tomas por violencia. Dios, ¿habría sido bastante injusto para no distribuir con igualdad los
    medios de vida, de manera que tú estarías en la abundancia, mientras que otros sufrirían necesidades? El pan
    de los hambrientos es el que tú acaparas, el traje de los desnudos es el que guardas, el dinero que tu ocultas es
    el rescate de los desgraciados".
    El gobernador se expresaba en estos términos en una carta al Rey Felipe II: “El obispo Vitoria tiene
    amedrentados a vuestros vasallos con sus continuas excomuniones y su vida y ejemplo no es de prelado sino de
    mercader (...) No he visto que haya acudido a las cosas de su cargo ni le he visto en la iglesia ni entiende en la
    conversión destos pobres naturales (...) y en el entretanto que andaban las procesiones estaba él por sus
    manos haciendo fardo para llevar al Brasil (...) y llegaron sesenta negros que le dejaron los ingleses (...) vino a
    esta ciudad con ellos (...) deja de acudir al oficio de pastor para acudir al de mercader sin acordarse destas
    pobres ovejas (...) y en sabiendo un pecado o liviandad de alguno le hace proceso, y el tal culpado, por no venir
    a sus manos le da cuanto tiene (...) lo que se ha podido averiguar del oro y la plata que el obispo envió al
    Brasil son los mil y quince marcos de plata blanca y treintinueve marcos de oro de ocho onzas más trescientos
    setenta pesos de oro de 22 quilates y dos cadenas que pesaron ciento y noventa y cinco pesos y quince marcos
    de plata labrada que envió el dicho en el dicho navío a Manuel Tellez Barreto, gobernador de Bahía”.
    La “nave del Día de la Industria” emprendió su regreso con ciento veinte pasajeros involuntarios (esclavos
    negros, destinados a las minas de Potosí, y varias decenas de campanas y cacerolas), pero fue abordado por el
    pirata inglés Thomas Cavendish y sus hombres. Al pirata, poco afecto a los rezos y sermones, no lo amedrentó
    la presencia del obispo, y se robó el barco con toda la mercadería y la mitad de los esclavos.
    Vitoria, entonces, debió hacer obligadamente voto de pobreza y caminar casi desnudo hasta Buenos Aires,
    donde fue rescatado y, para desgracia de Velasco, devuelto a su diócesis.
    Pero al año siguiente, vendió 60 esclavos en Potosí y reunió un capital interesante como para insistir con su
    negocio, esta vez en un navío propio y con pasajeros que llevaban, entre todos, de 40.000 a 45.000 pesos. Sin
    embargo, fueron sorprendidos por un temporal muy fuerte y “dieron al través de la otra banda del río” –como
    informaba el gobernador del Tucumán en diciembre de 1588–, donde los náufragos enterraron la plata y
    anduvieron prófugos de los indios, hasta que los salvó una expedición salida de Buenos Aires. El obispo rescató
    15.000 pesos que tenían los naturales; según el gobernador, porque “Dios no miró las ofensas que le ha hecho
    su desenfrenada lengua”. Aparentemente el Todopoderoso se arrepintió, porque en Buenos Aires el gobernador
    Torres de Navarrete, amigo de lo ajeno y del mencionado español de los cien años de perdón, se echó sobre la
    plata, tomó 5.000 pesos y el resto lo repartió entre los vecinos; con lo cual Vitoria y su gente tuvieron que
    volverse al Tucumán caminando. Algunos herejes suponen que el obispo del Tucumán fue el precursor de las
    peregrinaciones a pie en nuestro país.
    Los cabildos de la región comenzaron a protestar contra el obispo que no se ocupaba "de las cosas de la fe",
    sino de los negocios.
    El sucesor de Ramírez de Velasco, Hernando de Lerma, llegó a desterrar al deán Francisco de Salcedo,
    nombrado por Vitoria, a la ciudad de Talavera del Esteco. Allí Salcedo sublevó a la población y transformó al
    convento mercedario "en ciertas horas en cuartel y en otras en una casa de placeres". Parece que por las
    noches apenas terminadas las oraciones del templo, se abría la puerta falsa del convento y entraban
    sigilosamente mujeres embozadas. Talavera era la "ciudad de la lujuria” y Salcedo se transformó en el caudillo
    de Talavera del Esteco en abierto desafío al poder de Tucumán.
    Todos estos episodios culminaron con la separación del obispo de su diócesis. El gobernador del Tucumán lo
    acusaba de haber expulsado con sus malos tratos a casi todos los sacerdotes de su diócesis y, suprema ofensa
    para la época, dejó entender que el obispo era "cristiano nuevo", es decir, judío. En aquellos tiempos la "pureza
    de sangre" era un argumento decisivo. En un Estado que había usado para consolidarse el molde y yunque de
    la religión, todos los que no podían demostrar su linaje cristiano estaban discriminados de antemano. Por lo
    cual, la acusación de ser un marrano -un judío convertido que seguía respetando la fe de sus mayores- o
    incluso un cristiano nuevo era un arma letal y muy fácil de usar: no había nada más eficaz contra un enemigo
    que proclamar que no era un creyente verdadero.
    Pero lo que seguramente nunca imaginó el creativo obispo Francisco de Vitoria es que su acto se transformaría
    en todo una alegoría de la Argentina contemporánea y que se le asignaría un espacio destacado en la
    caprichosa efeméride oficial.
    Fuente:
    www.elhistoriador.com.ar

    Nota:
    Está debidamente comprobado que Fray Francisco de Vitoria era marrano,que el 18 de novienbre de 1587 el mismo redactó en Sevilla el “Decreto de ejecución de la erección del Obispado de Tucumán" y que 1582 efectivamente se hace cargo de su diócesis.
    Abandona abruptamente su cargo e 1590,regresando a España donde se supone viene a fallecer en 1592.

  20. #40
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    Respuesta: Los marranos: ¿víctimas o victimarios de España?

    Libros antiguos y de colección en IberLibro
    El criptojudaismo es uno de los factores decisivos a tener en cuenta para explicar muchos de los acontecimientos históricos mas importantes.
    Dice Maurice Pinay en "El Complot Contra la Iglesia", que una "quinta columna" cripto-judía en el clero ha trabajado durante milenios para destruir la Santa Iglesia.
    Sabida es su propagación de herejías como el caso del judio Arrio.
    Numerosos padres de la Iglesia denunciaron y combatieron dicha infiltración por ej: San Atanasio, San Ambrosio, San Norberto, San Bernardo, San Juan Crisóstomo, San Irineo, etc etc, etc...
    Todos ellos dice Pinay,alias quizás del gran Cardenal A.Ottavianni,en los tiempos que corren serían motejados de :" antisemitas".
    Hubo momentos en los cuales la madre Iglesia pudo sucumbir ante el anticristo: "uds haceis la obra del demonio".."sois "la sinagofga de satán".
    Un caso impresionante es el de la excomunion del Papa Anacleto II..Aquél era un cripto-judio de apellido "Pierleoni".
    Quien usurpó el papado y dedicó su pontificado a diseminar la herejía.
    Desterrando a un verdadero católico : Inocencio II.Es gracias a la asistencia divina que surgen San Norberto y San Bernardo que luchan a brazo partido y con la ayuda de los monarcas de Francia y Alemania,salvan a la Iglesia de las garras del cripto-judaismo.

    El judiio Cecil Roth en su obra "Historia de los Marranos", narra como gracias a sus falsas conversiones quedaron introducidos dentro de la cristiandad.
    La piedad de muchos papas al aplicar los castigos y sanciones dispuestas por los concilios toledanos, etc..le permite a los judios con sus falsas conversiones corromper la Iglesia y desgarrarla desde adentro.
    Ésto es lo que denuncia el libro "el Complot contra la Iglesia" de 1961.

    La actuación en secreto es una norma para la acción judaizante:
    Vease la dirigencia comunista :
    Leon Bronstein -Trotsky
    Kissel Mordekai-Marx
    Vladimir Ulin Blank -Lenin
    Iosiph Djugashvili Kochbba-Stalin.
    Isiph Broz-Tito.
    Solomon Pearl Mutter -Krushev.

    En EEUU : Franklin Dellano Rosenfeld (alias Roosvellt)
    Harry Solomon Trumann.
    Recientemente tenían a un secreto : senador Kerry,..(ignoraba su linaje hebreo)..igual que la secretaria de Estado M.Allbright.
    La prueba de la efectividad del cripto-judaismo es los EEUU,...cuando postularon un judio confeso : el señor Liberman,..perdió las elecciones con GWBush hijo,teniendo todo a su favor ,con el apoyo de uno de los presidentes mas populares en la historia de los EEUU, el sr Clinton.

    Les dejo un enlace desde donde se puede descargar la obra vital que todo católico debe leer : "el Complot contra la Iglesia".
    Tened FÉ , pues está escrito que "sobre ella las puertas del infierno no prevalecerán".

    STAT VERITAS

    Un abrazo en Cristo Rey, desde Uruguay.


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